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Martins e David W. Smith Desde os tempos mais remotos da história do homem ele abusou do consumo do álcool com propósitos eufóricos, para celebrar várias festividades, para dar cunho solene a rituais religiosos, no exercício de atividades sociais e para proporcionar alívio do seu estresse emocional imediato ou contínuo. Historicamente, sempre foi notado o efeitos adversos do álcool para a prole. A Bíblia, em Juízes 13:7 traz : “ Vais conceber e dar à luz um filho; não bebas, pois nem vinho nem bebida forte e não comas coisa alguma impura”. Em Cartago, havia uma proibição contra o brinde com bebida alcoólica entre os noivos na noite de casamento por medo que isto poderia produzir uma criança defeituosa. Aristóteles dizia que a mulher que bebia durante a gestação era boba e poderia trazer à luz filhos morosos e lânguidos. Em 1894, um relatório para Bristish House of Comons dizia que: Infantos de mulheres alcoólicas quase sempre têm uma aparência de desnutrição, franzida e imperfeita. Em 1899, Sullivan relatou o primeiro trabalho empírico sobre os efeitos fetais de consumação alcoólica de mães durante o período de gestação e concluiu que a intoxicação maternal era a principal causa de prejuízos para o feto. Após o trabalho de Sullivan pouco se pesquisou durante os 50 anos próximos. Então, Haggard e Jellinek, em 1942, atribuíram os problemas desenvolvimentais em crianças de mães alcoólicas a uma pobre nutrição pós-natal e a circuntâncias ambientais caóticas mais do que a uma exposição intrauterina ao álcool. Mas, em 1957, uma tese médica em Paris e aparentemente nunca publicada, descreveu as malformações, a deficiência no crescimento e o pobre desenvolvimento de crianças cujas mães eram alcoólicas. O álcool é um assunto interessante como um agente teratogênico em função de sua larga utilização e seus efeitos na prole exposta no útero. Malformações, morte intrauterina, aumento no retardamento, anormalidades no sistema nervoso central e déficits comportamentais têm sido demonstrado em humanos e em animais de laboratório expostos ao álcool no útero. O álcool passa livremente pela barreira da placenta. Desde os anos 40 (século passado) já se sabe que o útero é impermeável aos fatores extrínsecos que circulam dentro da mãe. Entretanto, muitas realizações sobre o potencial de agentes ambientais teratogênicos veio com a tragédia da talidomida e agora o álcool se junta a essa lista de agentes com efeitos demonstráveis de teratogenia. Em 1968, Lemoine e colegas, descreveram 127 descendentes de alcoólatras enfatizando suas notáveis semelhanças nas características faciais, deficiência de crescimento e distúrbios psicomotores. As crianças se assemelhavam tanto às outras que o diagnóstico poderia ser feito pela observação destas. Cinco anos depois, em 1973, Jones, Smith e colaboradores, em Washington, descreveram as mesmas características e nomearam a síndrome alcoólica fetal (FAS). Esta identificação de reconhecimento padrão de malformação derivada de um período pré-natal estimulou as pesquisas a respeito da toxicidade do álcool e assim apareceram outros estudos nos seguintes anos. As características faciais da FAS incluem pequena fenda na pálpebra, baixa ponte nasal, dobra epicantal, nariz curto, philtrum indistinto (os cumes que correm entre o nariz e a boca), lábio superior estreito, face e queixo pequenos. Em todas as raças pode ser encontrado anomalias dos olhos, como por exemplo a ptosis (inclinação da pálpebra) e estrabismo (déficit na visão binocular devido a um desalinhamento dos olhos; olhos cruzados). Defeitos no coração ocorre em 30% das crianças com FAS e como efeitos secundários ocorrem anomalias genitais, hérnias e fraca ossificação. A criança com FAS também é mais suscetível a maioria das doenças infecciosas e problemas respiratórios. O retardo no crescimento na FAS acontece no período pré e pós-natal. Crianças com FAS normalmente estão abaixo de terço percentil (33%) em altura, peso e circunferência da cabeça. Ao se desenvolverem, a redução do tecido gorduroso se torna mais pronunciada, e as crianças ficam freqüentemente muito magras. Os efeitos no sistema nervoso central incluem desenvolvimento mental e motor retardado (pouca coordenação motora), tremores, baixo tônus muscular, hiperatividade, e pouca atenção. O pequeno tamanho do cérebro e sua má malformação são notáveis na autópsia, como também a migração anormal de células neurais e glias no córtex. Ocorre também hipotonia e hiperacusia (alta sensibilidade ao som), irritabilidade e nervosismo. Havlicek e outros notaram padrões anormais de eletroencefalograma em crianças com FAS. Fraca habilidade para sugar e outras dificuldades para se alimentar, fracasso em prosperar e atraso no desenvolvimento também foram reportados durante o primeiro ano. Esses efeitos podem ocorrer parcialmente dependendo do tipo e nível de álcool usado. A FAS é a 3º causa de defeitos no nascimento após a Síndrome de Down e a coluna bífida, porém é a única previsível. O risco é claro se a mãe ingere 3 drinks por dia. Os efeitos provavelmente ocorrem nos primeiros 60 a 80 dias de gestação. A terceira semana de gravidez é especialmente suscetível a anormalidades craniofaciais e no cérebro. Entretanto, apenas 40% de filhos de mães alcoólicas nascem com a síndrome alcoólica fetal. Uma teoria está relacionada com o metabolismo de acetaldeído que é diferente em cada mãe e outra relacionada ao aumento na absorção de zinco causada pelo álcool que justificaria o retardo no crescimento e as deformidades. Impedimentos mentais – O Q.I. da maioria das crianças que apresentam FAS está em torno de 68 (retardamento médio). Poucas dessas crianças têm uma inteligência normal. Quanto maior o grau de severidade das características físicas de crianças com FAS, menor o desempenho intelectual. Entretanto, o risco de retardamento mental em crianças não diagnosticadas com a síndrome fetal alcoólica, mas que nasceram de mães alcoólicas, também é esperado que haja déficit, afinal um agente teratogênico pode produzir déficits comportamentais mesmo na ausência de defeitos estruturais. Estudos mostram que mesmo apesar de bons cuidados desde o nascimento até outros múltiplos recursos remediadores, não é observado uma melhora no Q.I de crianças com FAS. Predomínio da FAS - A questão crítica dentro da síndrome alcoólica fetal é que não é exatamente a quantidade de álcool consumida pela mãe alcoólica durante a gestação, mas sim a cronicidade do seu alcoolismo. O alto predomínio de casos afetados advirem de classes mais baixas socioeconomicamente sugere que alguns fatores relacionados à classe social, como a pobre nutrição, fumar, e outras drogas adicionais, podem aumentar o risco da ocorrência da FAS. O pai alcoólico como também sendo um fator de risco não têm sido sistematicamente estudado a despeito do fato de que mulheres alcoólicas frequentemente são casadas com homens alcoólicos e que a hiperatividade têm sido reportada na descendência de homens alcoólicos. A sabedoria corrente sugere que a ocorrência da FAS é de 1 a cada 750 nascimentos na população geral e assumindo que diagnósticos de neonatos com FAS terão retardamento mental, essas duas sentenças corroboram a idéia de que a FAS é uma das formas mais comuns de retardo mental com etiologia conhecida. Entretanto, também temos que considerar que a FAS está relacionada com fatores de risco que ainda não são bem entendidos como o grau de alcoolismo da mãe e/ ou do pai da criança, fatores genéticos, nutricionais, diferenças metabólicas entre as mães, outras drogas associadas ao álcool durante a gravidez, etc. Estudos prospectivos sobre os efeitos da bebida durante a gestação Os estudos nesta área divergem largamente na avaliação do álcool, nos procedimentos estatísticos e nas medidas para se avaliar os achados. O critério para um “heavy drinker”, por exemplo, varia consideravelmente entre os estudos. Em Seattle, considera-se um bebedor pesado quando este consume o equivalente a dois ou mais drinks de vinho, licor ou cerveja em um dia. Em Paris, 40 ou mais centilitros de vinho em um dia. Em, Boston, 45 drinks ou mais em um mês ou 5 ou mais drinks por ocasião. Os limites de consumo, na maioria dos casos, estão construídos em torno do termo “bebedor social”. Efeitos adversos com menos de dois drinks por dia ainda não foram bem relatados. Na maioria dos estudos, os bebedores pesados são definidos por auto relatos das mães mais do que se elas estavam alcoolizados ou pelo menos tenham tido problemas relatados ao álcool. A questão da validade precisa ser melhor estabelecida nesses estudos com relação ao auto-relato dos pacientes. O uso do álcool está correlacionado com o vício de fumar e o fumo está de vez em quando relacionado com consequências adversas na gravidez, por isso, é necessário um ajustamento ou controle na questão do fumo nos estudos sobre a teratogenia do álcool. Entretanto, enquanto fumar tem sido atentado um pouco nos estudos, outros fatores de risco, como uma má nutrição, o uso de drogas prescritas ou não, são mais difícies de serem avaliadas. Desenvolvimento intrauterino – Kaminski et al em 1976 e 1978 relatou que bebês de mães que são bebedoras pesadas nascem com 59 gramas a menos que bebês de mães que bebem moderadamente. Nascimento de criança morta – Investigadores franceses acharam que mulheres que bebem de maneira pesada e fumam têm a maior taxa de nascimentos de crianças mortas: 50.5 em 1000. Malformações congênitas – Clarren e colegas (1978) examinaram cérebros obtidos na autópsia de crianças com diagnóstico da FAS e acharam migração anormal de células na descendência de duas mulheres que descreveram ser bebedoras infrequentes que tinham “farras” ocasionais. Não está claro a partir desses dados se a) largas doses de álcool em intervalos infrequentes podem produzir malformações cerebrais, b) essas mulheres deram considerações inacuradas de seus hábitos de beber ou c) outros fatores relacionados ou não às “farras” poderam produzir essas malformações. Efeitos comportamentais de neonatos – Os principais são ratardamento mental, problemas de aprendizagem, hiperatividade e défict de atenção. Um estudo de Seattle (1978) focalizou primariamente as consequências comportamentais de bebedores sociais e foi usado procedimentos independentes para avaliar o comportamento de recém-nascidos. A partir de uma entrevista com 1529 mulheres de Seattle, foram selecionados 500 bebês para uma avaliação comportamental detalhada: 250 de mães que bebiam pesado e 250 de mães que bebiam álcool de maneira infrequente ou não bebiam. Todos os infantos foram examinados sob condições estabelecidas por uma equipe que não tinha conhecimento da história de bebida dos pais das crianças, sobre o diagnóstico médico ou sobre a performance dos infantos em outros testes. Os dados foram analizados primariamente através da técnica de regressão múltipla com ajustamentos para os efeitos da nicotina, cafeína, paridade e outras variáveis relevantes. Em seu primeiro dia de vida, os infantos foram avaliados com o BNAS (Braszelton Neonatal Assesssment Scale) e com observações sistemáticas sobre os comportamentos que aconteceram de forma natural em cada criança. No segundo dia, os dados foram obtidos a partir de uma aprendizagem operante e o comportamento básico de sugar. No BNAS, diferenças significativas foram achadas em dois dos seis tipos de comportamento avaliado. Infantos de mães que bebiam muito tiveram pobre pontuação na habituação e também níveis baixos de resposta de sobressalto. A habituação é importante para avaliar a hipersensibilidade a sons (hiperacusia) que está relatada clinicamente a infantos com FAS. Os comportamentos que aconteceram naturalmente em 124 crianças foram codificados por Landesman-Dwyer et al (1978) com um sistema de aquisição de dados eletrônico para preservar o tempo e a sequência de todos os eventos. Dos 16 comportamentos categorizados, infantos expostos a um maior nível de álcool foram significantemente mais propícios que os controles a exibirem: 1) aumento de tremores no corpo, 2) aumento do tempo com os olhos abertos, 3) aumento da orientação da cabeça para a esquerda (uma posição atípica em recém-nascidos), 4) aumento no comportamento de levar a mão à boca e 5) diminuição da atividade vigorosa do corpo. Estudos com a aprendizagem operante envolveu dois paradigmas: a) virar a cabeça (head-turning) e b) comportamento de sugar (sucking behavior). Nestes estudos, o infante recebia um gole de água com glicose como recompensa para a resposta prescrita (virar a cabeça para um lado não preferido ou sugar um mamilo não nutritivo). Infantos cujas mães fumavam e bebiam muito durante a gravidez tiveram um fraco desempenho significativo em ambas as tarefas. As medidas do comportamento de sugar foram medidas a partir dos dados de 151 infantos com um transdutor de pressão junto a um mamilo não nutritivo. Infantos de mães que bebiam muito apresentaram uma pressão de sucção fraca. Sucção fraca e dificuldades de se alimentar são características de infantos com FAS. A partir de dados gravados no hospital dos 1459 infantos, também foram avaliados alguns indicadores médicos do status dos recém-nascidos. Em três desses indicadores, houve uma alta frequência de ocorrências entre os infantos de mães que bebiam muito: 1) necessidade de ressuscitação ventilatória, 2) anormalidades nas batidas do coração e 3) scores baixos no Apgar. O Apgar é comumente usado como uma ferramenta clínica para avaliar o status do recém-nascido. Dez pontos na escala representa um somatório nas taxas para cor, choro, respiração, responsividade e tônus muscular. Significantemente, infantos de mães que bebiam muito tiveram um Apgar no 1º minuto de 3 pontos para baixo e no 5º minuto de 8 pontos para baixo. No estudo de Boston, Ouelette, Rosssett e colegas (1976) relataram que infantos de mães que bebem muito apresentam nervosismo maior que infantos controle. Em termos de desenvolvimento tardio, o uso de álcool durante a gestação tem sido relatado a um pequeno mais significativo prejuízo no desenvolvimento mental e motor aos 8 meses de idade e um prejuízo na atenção aos 4 anos de idade. Modelos animais para os efeitos teratogênicos do álcool Os modelos animais são importantes por causa da oportunidade de controle de fatores raramente controlados em humanos, como o controle da adaptação, da dose, da nutrição através de controles de pair-fed, o ambiente pós-natal, diferenças individuais através de comparações entre tipos na mesma espécie. O camundongo, o porco de guiné (Guinea pig), cachorro beagle, rato e o macaco pigtail (pigtail macaque) são as espécies mais estudadas como modelos para a teratogenia do álcool. Efeitos estruturais e fisiológicos – Com altas doses, sempre é encontrado redução no tamanho de filhotes na prole. No camundongo, investigadores conseguiram produzir defeitos nos olhos, anormalidades cardíacas e neurais, anomalias nos dedos e malformações cardiovasculares, urogenitais e da cabeça administrando doses altas de álcool. No rato, com uma pequena dose foi notado microcefalia, aparência franzida, retardo no desenvolvimento, malformação e atraso na ossificação. No guinea pig, cujo desenvolvimento neural está completo no nascimento, foram encontrados fissuras baixas e lesões celulares no córtex e gânglios basais em mães que receberam doses orais de etanol, entretanto não foi descrita nenhuma anomalia estrutural. O que pode contribuir para as diferenças metodológicas entre os experimentadores para reproduzir os resultados já achados são: o tempo cuja administração do álcool é realizada durante a gestação, a dose utilizada, a rota de administração e o tipo de animal usado. Anomalias neuroquímicas, hormonais e neurais também são relatados, como por exemplo: diminuição na síntese protéica, atraso na mielinização do cérebro fetal e baixa concentração de serotonina o cérebro. Efeitos funcionais - As medidas de função estudadas nos animais incluem a) desenvolvimento e crescimento dos indicadores, b) atividade, c) paradigmas de estresse e d) paradigmas de aprendizagem. O paradigma do estresse é bastante interessante porque os organismos que são comprometidos neuralmente não irão tolerar níveis de estresse tão prontamente quanto indivíduos não comprometidos. Efeitos desenvolvimentais – Um decréscimo no número de filhotes na prole têm sido descoberto na prole, porém não por todos os investigadores. Enquanto alguns laboratórios descobrem, outros não, e os motivos já foram citados. Hiperatividade – O grupo de Krsiak’s achou baixas concentrações de serotonina no cérebro de filhotes de mães expostas ao álcool, entretanto não encontraram decréscimo nas catecolaminas do cérebro (dopamina e norepinefrina). Isto é relevante no sentido que alguns estudos relacionam a baixa taxa de serotonina no cérebro a hiperatividade. Filhotes expostos ao álcool no útero são mais ativos que os controles, um achado que replica os relatos clínicos de hiperatividade em crianças com FAS. Efeitos de aprendizagem – Muitos investigadores relatam aprendizagem inferior no labirinto de água. Phillips e Stainbrook (1978) testaram discriminação visual em um aparato que apresentava 4 estímulos simultaneamente num processo de treino da aquisição de linhas de base envolvendo o L-set que é aprender a aprender o problema diário e neste esquema os filhotes expostos ao álcool apresentaram aprendizagem inferior no set formation. Bond e Di Gusto (1977) um déficit nos filhotes expostos ao álcool em aprender a evitar um estímulo nocivo. Riley et al (1979), usando diversos paradigmas, relatou dificuldade com a inibição da resposta e na inversão de aprendizagem nos filhotes expostos ao álcool, um comportamento talvez análogo ao visto com algumas crianças com FAS. No laboratório de Streissguth (1977), estudos operantes, cujo recebimento de alimento depende da habilidade do animal em aprender um padrão de adaptação ou despender um pouco de esforço para conseguí-lo, têm mostrado que ratos expostos ao álcool no útero são mais lentos para aprender esquemas simples quando ainda recebem álcool durante a fase de lactação. A administração durante apenas o período de aleitamento não produz um efeito severo. Filhotes expostos ao álcool desempenham bem tarefas que exigem taxas lentas de resposta. Um esquema de punição, em cujos os ratos devem ligar o choque por eles mesmos antes de pressionar a barra para receber as pelotas de alimento, mostrou que ratos expostos durante a gestação e o aleitamento tiveram déficits para aprender o esquema, seu comportamento se desintegrou totalmente com níveis altos de choque. É preciso mais estudo sobre o papel de uma pobre nutrição como um fator de risco e que pode aumentar o efeito do álcool em animais. Um estudo assim poderia ajudar a explicar o predomínio de crianças com FAS entre àquelas de baixo nível social. Chernoff (1977) encontrou que ratos expostos ao álcool tinham filhotes com mais ressorção e mais malformações que controles, mais os efeitos eram mais fortes em uma raça de ratos que tinham baixa atividade de desidrogenase do álcool e metabolismo lento para o álcool. Como ainda é uma questão importante o porquê algumas mães alcoólicas produzem filhos afetados e outras não, estudos como este podem ajudar a explicar alguns efeitos genéticos que podem estar envolvidos. Conclusões Questões ainda são incertas. Fatores de risco que podem exarcebar o efeito do álcool ainda são pouco entendidas como: uma pobre nutrição, exposição a outras drogas prescritas ou não, diferenças individuais no metabolismo do álcool, se o efeito do álcool está mais diretamente ligado a sua morfogênese ou à um produto desdobrado de sua composição geral como o acetaldeído, qual a dosagem de álcool segura durante a gravidez (apesar de vários déficits estarem relacionados a dois drinks por dia como,por exemplo, para o peso no nascimento). Os efeitos teratogênicos estão claramente estabelecidos em humanos e animais de laboratório, apesar de algumas perguntas ainda não terem sido investigadas ou totalmente conhecidas, por isso duas questões são prioritárias: 1) elucidar os mecanismos que causam danos, entre eles os psicossociais (ambientais) e os fatores hereditários. Como psicossociais tem-se o ambiente familiar, papel dos modelos, pressão dos amigos, estresse socioeconômicos e outros e propagandas comerciais e de outras representações da mídia sobre a bebida e 2) aumentar a consciência por parte da população aumento seu grau de informação a fim de que as pessoas possam discriminar sobre os efeitos adversos do uso do álcool, em qualquer fase da vida, mas, principalmente, durante a gravidez. PROJETO DE PESQUISA OBJETIVO: A partir da literatura sobre estudos com animais pode observar uma confirmação do trabalho conduzido com humanos sobre os efeitos teratogênicos do álcool. A exposição intrauterina ao álcool produz malformações, aumento na mortalidade da prole, deficiência no crescimento e déficits de aprendizagem em animais de laboratório o que pode ser comparado de forma análoga aos prejuízos desenvolvimentais e intelectuais notados em crianças com FAS (Streissguth, 1980). No laboratório de Streissguth (1977), estudos operantes mostraram que ratos expostos ao álcool no útero são mais lentos para aprender esquemas simples quando ainda recebem álcool durante a fase de lactação. Filhotes expostos ao álcool desempenham bem tarefas que exigem taxas lentas de resposta. A respeito dos déficits de aprendizagem notados e da pouca manipulação de variáveis que podem exarcebar os prejuízos da administração de álcool durante a gestação, como por exemplo, o fumo, este projeto sugere um estudo em que se possa considerar os efeitos teratogênicos do etanol aliado à nicotina na prole de ratos que receberam estas drogas observando estes efeitos em esquemas simples de condicionamento operante (reforçamento contínuo, razão fixa, razão variável, intervalo fixo e intervalo variável) a fim de verificar, entre outros efeitos das drogas, em quais esquemas há maior ou menor prejuízo no desempenho comportamental. O uso de esquemas de reforçamento pode ser útil para avaliar os efeitos comportamentais de agentes tóxicos. Os esquemas tem uma série de vantagens: menos animais são usados; o arranjo das contingências e a coleta de dados podem ser feitos automaticamente pelo equipamento, diminuindo a intervenção dos experimentadores e as contingências de reforçamento podem restringir a variabilidade intra-sujeito. Excelentes introduções gerais usando os esquemas de reforçamento no controle do comportamento em farmacologia foram escritos por Kelleher e Morse (1968), Thompson e Schuster (1968), McMillan e Leander (1976), Seiden e Dykstra (1977), Thompson e Boren (1977), McKearney e Barrett (1978), Iversen e Iversen (1981) e Carlton (1983). Unindo as informações da introdução deste projeto e outras divulgadas na área da teratologia comportamental, este trabalho teria por objetivo observar os efeitos que o álcool e a nicotina teriam no desempenho comportamental de filhotes de ratos utilizando métodos básicos que envolveriam os conceitos de condicionamento operante, reforço, modelagem, esquemas de reforçamento e extinção. O estudo envolveria duas variáveis utilizando uma situação experimental na caixa de Skinner. A variável dependente seria o comportamento de pressão à barra e a variável independente, a que foi manipulada, seriam alguns esquemas simples de reforçamento: CRF, FR10, VR5, FI1’, VI1’ e as dosagens de álcool, nicotina e salina recebidas. Em suma, seria observado o comportamento operante de pressão à barra em função da manipulação de cinco esquemas simples e 3 substâncias. A variável dependente do comportamento do rato de pressão à barra seria definida operacionalmente como sendo toda pressão que o rato exercesse sobre esta, com as patas ou qualquer outra parte do corpo desde que produzisse um som característico de “clique”. Vários estudos manipularam de diferentes maneiras a dosagem, a via de administração, a aplicação em determinado período gestacional e outras variáveis. Este projeto visa corroborar com alguns destes estudos. Por isso a importância deste experimento está no progresso sobre o conhecimento científico que agentes tóxicos teriam no comportamento e salientar a relevância para a ciência do aprimoramento de estudos dentro da toxicologia comportamental, mais especificamente, da teratologia comportamental. METODOLOGIA SUJEITOS: Ratos albinos, ingênuos, da raça Wistar, do sexo masculino e feminino advindos de mães as quais foram administradas salina, nicotina e etanol, com 80 dias, mantidos em privação de água por 24 horas e em condições de alimentação “ad Libilum”. Devem ser escolhidos após um delineamento longitudinal que seguirá desde a copulação das mães, passando pela administração da salina, nicotina e etanol nestas até a escolha de sua prole que serão os verdadeiros sujeitos. Os grupos serão divididos de acordo com a substância que a mãe recebeu e deverão ser nomeados de 5 formas diferentes: o grupo controle (que não receberá nenhuma substância a não ser sua alimentação e água normais), o grupo salina, o grupo nicotina, o grupo etanol e o grupo nicotina + etanol. LOCAL: Laboratório experimental devidamente equipado, com boa ventilação e iluminação, com um biotério próximo e contendo caixas de Skinner para o procedimento de aprendizagem operante. EQUIPAMENTO: O equipamento a ser usado deverá ser um modelo da caixa de Skinner, que consiste em uma câmara onde serão colocados os sujeitos. Esta deverá possuir um mecanismo eletrônico com três posições: automático, manual e desligada. A liberação das gotas d’água (reforço) será feita manualmente ou ao ser pressionada uma alavanca (barra), uma concha descerá até um reservatório com água (cuba) e voltará para dentro da caixa preenchida com uma gota d’água. A caixa poderá possuir aproximadamente as seguintes medidas: 23cm de altura, 24,5cm de largura e 20cm de profundidade. MATERIAL: Soluções de etanol e nicotina, seringas para aplicação das substâncias, lápis, borracha, canetas, relógio, cronômetro analógico, luvas, papel toalha, folhas em branco e protocolos de registros. Dose das substâncias: salina: 6g/kg etanol: 6g/kg, duas vezes ao dia nicotina: 3mg/kg, duas vezes ao dia DELINEAMENTO EXPERIMENTAL: EsquemasGrupo/SubstânciaCRFControle (sem administração) FR10SalinaVR5Álcool(etanol)FI1’NicotinaVI1’Álcool + Nicotina Cada grupo será representado por 1 filhote que passará pelos 5 esquemas, totalizando desta maneira 25 condições experimentais a saber: controle /CRFsalina / CRFálcool / CRFnicotina / CRFálcool + nicotina / CRFcontrole / FR10salina /FR10álcool / FR10nicotina / FR10álcool + nicotina / FR10controle / VR5salina / VR5Álcool / VR5nicotina / VR5álcool + nicotina / VR5controle / FI1’salina / FI1’álcool / FI1’nicotina / FI1’álcool + nicotina / FI1’controle / VI1’salina / VI1’álcool / VI1’nicotina / VI1’álcool + nicotina / VI1’ PROCEDIMENTO: Para as mães: A administração tanto da salina quanto das drogas (etanol e nicotina) deverão ser feitas através de injeções intraperitoneais nos dias 8, 10, 12 e 14 da gestação (ver Chernoff, 1980). Para os filhotes (sujeitos experimentais): Os filhotes deverão passar pelas sessões de aprendizagem do comportamento operante aos 80 dias de idade (ver Riley, 1980). Antes do início de todas as sessões haverá uma série de checagens a serem feitas. A caixa será ligada na corrente de 110V; o reservatório de água será enchido até o nível marcado; será verificado o funcionamento e barulho da barra e testada a concha d’água. Por este teste, uma gota d’água estará sempre disponível no bebedouro. O sujeito nunca estará na câmara experimental durante estes testes e nunca esperará dentro desta nem no início nem no final das sessões. O papel toalha da bandeja será verificado antes do início da sessão e trocado sempre após o término desta. As sessões só se iniciarão quando todos os experimentadores estiverem cientes do que deverão fazer e de posse de todo material necessário para cada sessão. O Registro Contínuo Cursivo (RCC) minuto a minuto deverá ser feito apenas no levantamento do nível operante que será a primeira sessão. Nas quatro sessões dos esquemas de reforçamento será utilizado a mais, o Registro de Reforços Liberados minuto a minuto. Durante todas as sessões deverão ser feitos os seguintes registros : 1) Registro de evento minuto a minuto do comportamento de pressão à barra; 2) Registro de evento dos comportamentos observados na sessão de levantamento do nível operante. A sessão do levantamento do nível operante, terá duração de 15 minutos e o objetivo será levantar a freqüência dos comportamentos do sujeito, particularmente o de pressão à barra. Consistirá em colocar água na cuba, ligar a chave da câmara no automático, colocar o animal na câmara e observá-lo, sem executar nenhum tipo de manipulação. Nesta sessão será feito o registro de número dois. A partir do RCC serão feitas as definições operacionais dos comportamentos apresentados pelo sujeito a fim de padronizar o sentido que cada um destes irá ter entre os experimentadores. A sessão de treino ao bebedouro consistirá em liberar água para comportamentos de aproximação do bebedouro. A partir do minuto em que o número de gotas consumidas se igualar ao número de gotas liberadas, serão contadas mais 20 gotas consumidas e encerra-se a sessão. O objetivo então, será fazer com que o animal se aproxima do bebedouro quando ouvir o “clique”, eliminar quaisquer efeitos emocionais produzidos pelo “clique” e associar assim este com o comportamento de beber. Serão utilizados além dos registros citados, também o registro de número de gotas liberadas e consumidas minuto a minuto. Na sessão da modelagem o sujeito receberá o reforço manualmente a cada resposta de aproximação da resposta de pressão à barra que o animal emitir, tais como cheirar a concha ou cheirar a barra. O critério utilizado será o de contar 20 respostas e encerrar após ter sido estabelecida a resposta de pressão à barra. Caso dentro de 30 minutos de sessão esse critério não estiver sido alcançado, deverá ser encerrada a mesma e repetir o mesmo procedimento na sessão seguinte. Quando a resposta de pressão à barra passar a ocorrer, a chave será colocada na posição automática. Assim, o objetivo da sessão será estabelecer o comportamento de pressão à barra. Os registros feitos serão os mesmos do treino ao bebedouro. Estabelecida a modelagem será feita uma sessão de reforçamento contínuo (CRF) para fortalecer o comportamento de pressão à barra. A caixa será ligada no automático para que cada resposta de pressão à barra seja seguida por um reforço. Esta sessão terá duração de 30 minutos. As sessões seguintes terão duração de 40 minutos e em todas elas, além dos registros já citados, será realizado o registro de reforços liberados minuto a minuto. Em cada uma será utilizado o CRF para as 10 respostas iniciais. A condição de Razão Fixa 10 (FR10) será realizada objetivando aumentar a taxa de resposta em relação ao CRF. A caixa será mantida desligada aguardando o rato pressionar três vezes a barra. Após a emissão da terceira pressão, colocar-se-á a chave na posição automática para que ao ser emitida a quarta resposta, esta seja automaticamente seguida pelo reforço. Desligar-se-á então a caixa e será mantido este procedimento por mais cinco vezes. E assim as razões serão aumentadas gradativamente passando pelas FR4, FR6, FR8, cada qual sendo repetida por 5 vezes, para garantir que o sujeito chegue a FR10. O outro esquema de reforçamento será feito na sessão de Razão Variável 5’ (VR5) com duração de 40 minutos. Desligar-se-á a chave da caixa e logo após a primeira pressão à barra, esta será ligada novamente para que a segunda resposta seja seguida de reforço. Então, desligar-se-á a caixa e se repetirá este procedimento até o final da sessão, utilizando a sequência de dois, quatro, sete, três e oito respostas repetidamente. Esta sessão terá o objetivo de aumentar a taxa de respostas do comportamento de pressão à barra em relação às sessões de CRF e FR10. O Intervalo Fixo 1’(FI1’) será realizado tendo como objetivo a diminuição da freqüência de respostas em relação aos esquemas de razão e o aumento em relação ao reforçamento contínuo. Desligar-se-á a caixa deixando passar um minuto. Então esta será ligada no automático e será aguardada a emissão de uma resposta de pressão à barra. Após a resposta, desliga-se a caixa novamente e conta-se mais um minuto. Será utilizado a mais o registro do Intervalo Real que consiste no tempo que o sujeito demora para pressionar a barra uma vez ligada a caixa. O esquema de reforçamento de Intervalo Variável (VI1’) será utilizado para diminuir a taxa de respostas em relação aos esquemas da razão e o aumento em relação ao de intervalo fixo. Após CRF, a caixa será desligada por 20 segundos, depois ligada e se ficará aguardando a emissão da primeira resposta de pressão à barra a ser reforçada. Então,desliga-se a caixa e repete-se este procedimento com os intervalos de 65’, 1’35”, 1’20” e 50” ao longo do tempo. Será feito os mesmos registros do FI1’. A extinção será realizada para diminuir a freqüência da resposta de pressão à barra próximo ao nível operante. A caixa permanecerá desligada durante toda a sessão. Após essa sequência de sessões, devem ser confeccionados tabelas e figuras de modo que possam ilustrar os resultados observados e estes deverão ser discutidos à luz da coleta de dados e da teoria explicitada na introdução e também, é claro, de acordo com outras fontes que tratam dos efeitos teratogênicos do álcool e da nicotina (ver referências bibliográficas). referências bibliográficas Streissguth, A.P. (1980). Teratogenic effects of alcohol in humans and laboratory animals. Science, Vol.209, 18 July, 1980. (Texto-base da introdução) Streissguth, A.P., Martin, D.C. and Barr, H.M. (1981). The Seattle longitudinal prospective study on alcohol and pregnancy. Neurobehavioral, Toxicology, Teratology, 3:223-233. Millenson, J. R. (1967). Princípios de análise do comportamento. Brasília: Coordenada Skinner, B. F. (1978). Ciência e comportamento humano. São Paulo: Martins fontes. Keller, Fred S. & Schoenfelder, Willian N. (1966). Princípios de psicologia. São Paulo: Ferster, Charles B. (1977). Princípios do comportamento. Laties, V.G. and Wood, R.W. Schedule-controlled behavior in behavioral toxicology. Além destas fontes, é relevante que seja estudado os experimentos na sua totalidade, e aqui se encontram alguns abstracts que facilitaram a montagem do método e poderiam ser muito úteis na interpretação dos resultados e no aprimoramento da introdução e da discussão. Todos estes abstracts foram divulgados pela revista TERATOLOGY de Abril e Agosto de 1980, de modo que não contêm o ano da verdadeira divulgação do experimento apenas do abstract: ANANDAM,N.T., T. STRAIT, and J.M. STERN. In utero ethanol retards early discrimination learning and decreases adult responsiveness to ethanol. BOOGAN, W.O., and C.L.RANDALL. Studies on the effects of prenatal ethanol exposure in C57BL mice. BUTTAR, H.S. Effects of the combined administration of ethanol and chlordiazepoxide on the pre-and post-natal development of rats. CHERNOFF, N., and R.J KAVLOCK,. The teratogenetic and embryotoxic effects of alcohol in four mouse strains. JACOBSON, S., P. SEHGAL, R. BRONSON, B. DORR, N. KLEPPER-KILGORE, and J.BURNAP. A nonhuman primate model to demostrate the teratogenic effects of ethanol. LANDSMAN-DEIER, S., A.S RAGOZIN, and R.E LITTLE. Behavioral correlates of prenatal exposure to ethanol. LEE. M H., A. RABE, R. HADDAD, and R. DUMAS. Developmental delays in the progeny of rats consuming ethanol during pregnancy. MONJAH, A.A., and W,MANDELL. Fetal alcohol and imunity: Depression of mitogen-induced lymphocyte blastogenesis. MORRISEY, R.E. Potential invertebrate model for assessing the effects os alcohol on nerve growth and synapse formation. NITOWSKY,H.M. The fetal alcohol syndrome – an overview. PICK,J.P. and ELLIS,F.W. The fetal alcohol syndrome in beagles as affected by ethanol dose variations. PLENEFISCH,J.D. and N.W.KLEIN. The teratogenic response of cultured rat embryos to serum from human cigarette smokers. RAWAT,A.K. 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Expectations for behavioral teratology from the tandpoint of child psychiatry. TANAKA, H., N. SUZUKI and M. ARIMA. Hypoglycemia in the fetal alcohol syndrome in rats. #$1ÒÞßàì0…‡[ :N!2Y$œ$**F*å*+š+±+Ô-÷-">Z>@@b@óDE~F—FbGpGPIgI‚RRÚWÛWåWX]”f•f¡f¢f­f¨i°iijwj²l¼lêmõëãàãÙÑÉÁº³®¨®¨®¢®¨®¨®¨®¨®¢®¨®¨®¨®¨®¨®¢®³˜®³®®¢®¢®¢®¢®5CJOJQJ5>*CJOJQJ >*OJQJ 6OJQJOJQJ CJOJQJ CJOJQJ6CJOJQJ5CJOJQJ5CJOJQJ CJOJQJCJ5CJ$OJQJ5>*CJOJQJCJOJQJmHsH88g¨äô#$%&'()*+,-./01FGÉÊËÌÍýýýýýýýøýýýýýýýýýýýýýóóóóóóó$a$$a$%š&šýýÍÎÏÐÑÒÞßàì0d…†²[ A 8 ž$SÂp§NúúúúúøúöññúúúéäÜÜÜÜÜÜÜÜÜ$dha$dh$dha$$a$$a$N7!óê ô!X$Y$œ$$*%&D'm((*ã*˜+Ò-a. 0§1ì2O4Ë68Å9š<óóóóóóëæëëëóëëëëëëëëóóóóóódh$dha$ $„ˆdh`„ˆa$š<6=!>">Z>[>>@#DñD|F`GNISL°O¨PR‚RRŽR¯T¹W¾W¿WÀWÁWÂWÃWóóëæëëëëëëëëëëëëæëëóëëëëëëdh$dha$ $„ˆdh`„ˆa$ÃWÄWÅWÆWÚWÛWåW³YÜZX]7`¼a–c™d”f•f¡f¢f­f¡gh§i¨i°i÷÷÷òêêÞÞÞÒÒÒÒÒÞÊ÷÷÷ÞÞ÷÷$dha$ $ Ændha$ $„ˆdh`„ˆa$$dha$dh$dha$°igjhjijwj±l²l¼l~m•m£mÄmémêmnn n÷÷÷÷õ÷÷ééÞÞÞ÷÷ÒÒ $dh$Ifa$ $ & Fdha$ $„ˆdh`„ˆa$$dha$êmn»pÊpÙp”qÀqtw=w^yry»{Ä{¬~Á~€€Ž€ƒƒƒƒ……E‡_‡‰$‰@‹[‹\‹¥Œ¦Œ¿ŒåŒ5Š¢Ìç?Ž)޲ö÷‘z‘™‘›‘ç‘8’ƒ’µ’ì’“j“k“ˆ“Ü“ì“S”e””ª”ù”•o•~•¹•È•/–ùôùîôîôçßçßçßçßçßçßçßçßçßçßç×Íôž¾¾¾Âç¶ç¶çôùôç¶ç¶ç¶ç¶çôùç¶ç¶ç¶ç¶ç¶ç¶>*CJOJQJ6CJCJ;CJOJQJ5;CJOJQJ;CJOJQJ6CJOJQJ CJOJQJ 6OJQJOJQJ >*OJQJH n!n%nCnDnInPnQnUndnenjnsntnyn‹n•Œ‰‰•4‰‰•P‰‰•<‰‰•`‰‰ $dh$Ifa$i$$If–FÖÖ0ü·» Ù Ö0ÿÿÿÿÿÿöÖÿÿÖÿÿÖÿÿÖÿÿ4Ö FaöB‹nŒnnoo%o2o?oNofo•uuuuu $dh$Ifa$ $„‚dh`„‚a$$dha$i$$If–FÖÖ0ü·» Ù Ö0ÿÿÿÿÿÿöÖÿÿÖÿÿÖÿÿÖÿÿ4Ö FaöB fogowo„o’o¢o»o¼oËoØo\TPPPPP\DPP $dh$Ifa$¢$$If–FÖÖrºÿìJ b´#2^¥­ Ö0ÿÿÿÿÿÿöÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿ4Ö Faö Øoåoôo p pp+p9pIpbpóóóPXóóóóó¢$$If–FÖÖrºÿìJ b´#2^¥­ Ö0ÿÿÿÿÿÿöÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿ4Ö Faö $dh$Ifa$ bpcpspppŸp¸p¹p\XPPPPP\ $dh$Ifa$¢$$If–FÖÖrºÿìJ b´#2^¥­ Ö0ÿÿÿÿÿÿöÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿÖÿÿÿÿÿ4Ö Faö¹pºp»pÊpÙp“q”qÀq=rt~tudv¯vwQy¬{x~q€Î‚…&‡‰óëëàÔÔàÔëÌÌÌÌÌÌÌÌÌÌÌÌÌÌ$dha$ $„ˆdh`„ˆa$ $ & Fdha$$dha$ $„‚dh`„‚a$‰¿‰.‹/‹0‹1‹2‹3‹4‹5‹6‹7‹8‹9‹:‹;‹<‹=‹>‹?‹@‹[‹\‹ó‹ô‹¥Œ¦Œ÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷õðëëã÷$dha$dhdh$dha$¦ŒÿŒVW¯°éê>Ž?Žÿ’“ö÷z‘{‘ç‘葃’„’ì’í’j“ñçáçáçççáçÙÙÙÙÙÙ××ÙÙÙÙÙÙÙ$dha$„=ý`„=ý „„Ä^„`„Ä  Æ@„„Ä^„`„Äj“k“ܓݓV”W””‘”ù”ú”r•s•»•¼•/–0–t–u–ù–ú–C—D—¡—¢—<˜=˜~˜˜ì˜÷õ÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷÷$dha$/–J–s–­–ù–—A—o—¡—Ï—;˜E˜}˜Œ˜ê˜ ™`™p™À™å™š%š&š'šùñùñùñùñùñùñùñùñùñùñêê CJOJQJ>*CJOJQJ CJOJQJì˜í˜b™c™À™Á™šššššš š!š"š%š&š'š÷÷÷÷÷÷òòòòòòòòòðò$a$$dha$ &P °ƒ. °ÈA!°Š"°Š#Š$Š%° i0@ñÿ0 Normal_HmHsHtHH@H Título 1$dh@&CJOJQJmHsHu<@< Título 2$$@&a$ CJOJQJF F Título 3$$dh@&a$5CJ OJQJ@`@ Título 4$$@&a$5CJOJQJ>`> Título 5$$dh@&a$5CJ$@`@ Título 6$$@&a$5CJOJQJ6A@òÿ¡6 Fonte parág. padrão<B@ò< Corpo de texto CJOJQJLP`L Corpo de texto 2$dha$ CJOJQJbC`b Recuo de corpo de texto$„ˆdh^„ˆa$ CJOJQJbR`"b Recuo de corpo de texto 2„ˆ„=ý^„ˆ`„=ý CJOJQJ* * Analítico 12 2 Analítico 2 „È^„È2 2 Analítico 3 „^„2 2 Analítico 4 „X^„X2 2 Analítico 5 „ ^„ 2 2 Analítico 6 „è^„è2 2 Analítico 7 „°^„°2 2 Analítico 8 „x^„x2 2 Analítico 9 „@^„@2Â2 Cabeçalho  ÆC†"0)@¢Ñ0 Número de página'–Zÿÿÿÿ8g¨äô#$%&'()*+,-./01FGÉÊËÌÍÎÏÐÑÒÞßàì0d…†²[A8 ž $ S Âp§N7!óêôX Y œ *!"D#m$(&ã&˜'Ò)a* ,§-ì.O0Ë24Å5š869!:":Z:[:><#@ñ@|B`CNESH°K¨LN‚NNŽN¯P¹S¾S¿SÀSÁSÂSÃSÄSÅSÆSÚSÛSåS³UÜVXY7\¼]–_™`”b•b¡b¢b­b¡cd§e¨e°egfhfifwf±h²h¼h~i•i£iÄiéiêijj j!j%jCjDjIjPjQjUjdjejjjsjtjyj‹jŒjjkk%k2k?kNkfkgkwk„k’k¢k»k¼kËkØkåkôk l ll+l9lIlblclslllŸl¸l¹lºl»lÊlÙl“m”mÀm=np~pqdr¯rsQu¬wxz{q|Î~&ƒ…¿….‡/‡0‡1‡2‡3‡4‡5‡6‡7‡8‡9‡:‡;‡<‡=‡>‡?‡@‡[‡\‡ó‡ô‡¥ˆ¦ˆÿˆ‰V‰W‰¯‰°‰é‰ê‰>Š?Šÿ‹Œ’Œ“ŒöŒ÷Œz{ç胎„ŽìŽíŽjkÜÝVW‘ùúr‘s‘»‘¼‘/’0’t’u’ù’ú’C“D“¡“¢“<”=”~””ì”í”b•c•À•Á•–––––– –!–"–(–˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€€€˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#˜€#8€#˜€Ò˜€Ò€€€€˜€ì˜€ì˜€ì˜€ì@€ì˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜€²˜€²˜€²˜€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜€²˜@€²˜@€²˜@€²˜€²˜€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²˜@€²X€²˜@€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜@€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜@€ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜ €ÆS˜ €ÆS˜ €ÆS˜€ÆS˜@€ÆS©€ÆS©@€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS™@€ÆS˜@€ÆS˜€ÆS˜€ÆS©€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©€ÆS™@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©@€ÆS©€ÆS™@€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜€ÆS˜ €ÆS˜€ÆS˜@€ÆS˜ €ÆS˜€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜€€˜@€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€H@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜@€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜€€˜0€€êm/–'𙡫ÍNš<ÃW°i n‹nfoØobp¹p‰¦Œj“ì˜'ššœžŸ ¢£¤¥¦§¨©ª¬&š›µºÀÈËÒÜãô034=>IKQRadhv{„—ŸÍÕÖÛÜÞßåfnV^– ¨ËÜ,]il x Ù æ — ¤ ¼ Æ É Î  ! 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