ࡱ> 9 bjbj7e;ljMjMjM8M<M<l_&OZPLPPPQQQ^^^^^^^$"` Bb(_QQQQQ_/ZPP&_/Z/Z/ZQ8PP^/ZQ^/Z/Z?\?\PO `ټIjMV2?\?\<_0l_?\jcYjc?\/Z As primeiras tentativas para explicar o comportamento humano vem do ano de 325 a.c., na Grcia antiga. Aristteles combinou a observao e a interpretao num sistema naturalstico de comportamento para explicar as vrias atividades de um indivduo. Aps um longo perodo de adormecimento da cincia do comportamento, no sculo dezessete, Ren Descartes sugeriu que o movimento corporal era determinado por foras naturais introduzindo ento a idia de que um estmulo ambiental externo produziria uma resposta mecnica no corpo das pessoas. Essa teoria do corpo como um tipo especfico de mquina representava uma justificativa para mais tarde surgir uma abordagem experimental do comportamento, pois este corpo poderia ser testado por observao e experimentao (Milllenson,1967,p. 23). Em 1750, um psiclogo escocs Robert Whytt, redescobriu e expandiu experimentalmente o princpio do estmulo de Descartes. Whytt, pela observao da contrao da pupila luz, salivao e outros reflexos, estabeleceu uma relao entre estmulo externo e resposta corporal. Porm, apenas, no incio do sculo XIX, a cincia anexou inteiramente o reflexo com Sir Charles Sherrington, um fisiologista ingls que relacionou as causas do comportamento reflexo com leis quantitativas de estmulo resposta. Essas leis relacionavam a velocidade, magnitude e probabilstica da resposta reflexa intensidade, frequncia e outras propriedades mensurveis do estmulo (Millenson,1967,p.65). Um estmulo pode ser provisoriamente definido como uma parte ou a modificao em uma parte do meio e a resposta pode ser definida como uma parte, ou a modificao de uma parte, do comportamento. Devemos reconhecer entretanto que um estmulo no pode ser definido independentemente da resposta. Um evento qualquer do meio torna-se um estmulo em virtude do fato de ser seguido por uma resposta. Atividades dos msculos e glndulas (os assim chamados efetores corporais) constituem as respostas. Estes termos fornecem a especificidade desejada e tornam possvel o estudo da relao meio-comportamento ao permitirem uma delimitao do que observar e medir. Estmulos e respostas so as unidades bsicas da descrio e do o ponto de partida para uma cincia do comportamento (Keller e Schoenfeld, 1966, p.17). Obviamente existem entre o estmulo e a resposta acontecimentos corporais. Os estmulos afetam os rgos dos sentidos (os chamados receptores) e estes , quando excitados, fazem com que impulsos nervosos sejam transmitidos pelos canais nervosos, at o crebro ou medula e da para os msculos e glndulas (rgos efetores). Da vem o conceito de reflexo: um fenmeno pelo qual um centro nervoso capaz de transformar uma impresso em resposta, sem participao da conscincia (Keller e Schoenfelder,1966,p.18). Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936) , um fisiologista russo, foi um dos primeiros a estudar os reflexos. Obteve em 1904 o Prmio Nobel por seu trabalho encontrado em seu livro Reflexos Condicionados sobre a fisiologia da digesto em ces Pavlov notou que a introduo de alimento ou cido, na boca, resultava num fluxo de saliva e a mera apario do experimentador trazendo alimento poderia tambm eliciar um fluxo similar. Chamou esses reflexos de condicionados porque eles dependiam ou eram condicionais a um evento prvio na vida do organismo. Mostrou experimentalmente como os reflexos condicionais eram adquiridos. Pavlov, em tempo, apontou uma lei geral de condicionamento: depois de uma associao temporal repetida de dois estmulos, aquele que ocorre primeiro, eventualmente, passa a eliciar a resposta que, normalmente, eliciada pelo s4egundo estmulo. (Millenson,1967,p. 25). No experimento de Pavlov, um co foi preparado deixando uma glndula salivar exposta e uma cpsula ligada ao queixo, controlava o fluxo da saliva. O co ficou preso por correias, sobre uma mesa, em um laboratrio prova de som e por controle remoto era manipulado um recipiente com p de carne que ficava frente do co (Anexo I). Emparelhou-se a comida, um estmulo incondicionado (SI), aquele que causa uma resposta independente de aprendizagem, com um estmulo neutro (SN), aquele que no elicia diretamente a resposta (salivao), mas sim um reflexo de orientao, como um levantar das orelhas ou o voltar a cabea na direo do SN, o som de uma campainha, por exemplo. Quando tudo estava pronto, o co foi exposto, em ocasies sucessivas, associao de estmulos. Esta associao foi feita em intervalos regulares por vrios dias, com o co privado de comida. Por fim, o estmulo originalmente neutro (som) foi apresentado sozinho e houve uma resposta condicionada, mostrando que o estmulo neutro (SN) passou a ser um estmulo condicionado (SC) para a resposta de salivao. Outros emparelhamentos foram feitos (choque, luz, toque), mas a partir do momento que estes no se tornaram um estmulo condicionado da salivao porque produziam uma grande perturbao emocional no animal, Pavlov concluiu ento que um reflexo incondicionado deve sempre ser biologicamente mais importante ou fisiologicamente mais forte sobre o reflexo condicionado. O estmulo do reflexo incondicionado mais forte frequentemente chamado de estmulo reforador (Pavlov, 1950, em, Keller e Schoenfelder, 1966, p.34). Em 1898, cinco anos antes que a expresso reflexo condicionado aparecesse impressa, foi publicada nos Estados Unidos uma importante monografia psicolgica. Intitulava-se Inteligncia Animal : Um Estudo Experimental dos Processos Associativos nos Animais, e foi escrita como tese de doutoramento por Edward Lee Thorndike (1874-1949). Este estudo foi importante por duas razes : (1) introduziu o mtodo experimental na investigao do comportamento animal na resoluo de problemas; e (2) tentava explicar como comportamentos eram fortalecidos por seus resultados em termos de associaes (conexes estmulo- resposta) (Keller e Schoenfelder, 1966,p.52) Em seu experimento, um gato esfomeado era colocado em uma gaiola at que, no decurso de suas atividades, eram observados seus atos para destravar aquele ambiente fechado e fugir (Anexo II). Os atos eram tais como: puxar um arame, pressionar uma barra, abaixar um trinco, puxar uma corda, e outras tarefas que levavam a adquirir o alimento que o esperava do lado de fora da caixa. Repetia-se o processo, deixando-o escapar e colocando-o novamente de volta a caixa. Thorndike (1898) notou que ao enfrentar a situao-problema, o gato tentava espremer-se atravs de qualquer abertura, arranhava e mordia as barras ou a tela; enfiava a pata nas aberturas que encontrava e arranhava tudo o que encontrava. Por oito a dez minutos, arranhava, mordia e espremia-se sem cessar. Finalmente, aps sucessivas prises e fugas, o comportamento do gato tornou-se claramente dirigido para o destravamento e desenvolveu-se uma resposta bem dirigida e estereotipada: o problema foi resolvido. Thorndike denominou o comportamento dos gatos de mover o mecanismo da caixa de instrumental, pois tais comportamentos podiam ser organizados de modo a servir como instrumento que produziria a fuga da caixa. Treze anos depois , em 1911, Thorndike retomou seus resultados, reeditou sua monografia e apresentou formalmente sua idia como a Lei do efeito: Das vrias respostas mesma situao, as que forem acompanhadas ou seguidas de perto pela satisfao do animal, sero, em iguais condies, mais firmemente relacionadas com a situao, de modo que, quando esta tornar a ocorrer, aquelas tero maior probabilidade de voltarem a ocorrer. Quanto maior for a satisfao ou o desconforto maior o fortalecimento ou o enfraquecimento da ligao (Thorndike, 1911, em, Keller e Schoelfelder, 1966). As leis de aprendizagem formuladas por Thorndike possibilitaram experimentos subsequentes realizados por ele e por outros estudiosos, tais como Skinner, que foi o primeiro pesquisador a fazer uma distino clara entre comportamento instrumental (estudado por Thorndike) e comportamento respondente (estudado por Pavlov), dedicando-se ao estudo dos comportamentos instrumentais, utilizando procedimentos distintos dos de Thorndike. Em 1930, Burrhus Frederic Skinner, publicou um pequeno artigo sobre o comportamento de ratos brancos na alimentao. O experimento envolvia um dispositivo para dar um pequeno bocado de alimento a um rato branco faminto toda vez que este ultrapassasse a porta mvel de um alimentador colocado num dos cantos da cmara experimental. Um quimgrafo iria registrando os movimentos do rato sempre que a porta era aberta para obter o alimento (Keller e Schoenfelder,1966,p.60). Num segundo experimento, em 1932, Skinner relatou como e quando o comportamento de empurrar a porta para alcanar alimento foi aprendido. Usando um aparelho modificado, procurou verificar como um novo ato, no previamente relacionado com a busca de alimento, poderia passar a ser relacionado com ela. O ato escolhido foi de abaixar uma pequena alavanca que se encontrava num dos lados da cmara experimental prova de som e luz (Anexo III) (Keller e Schoenfelder,1966,p.60). Este movimento de presso provocava o aparecimento da bolinha de alimento, numa pequena concha de metal proveniente de uma cmara adjacente. Cada aparecimento do alimento pela presso da barra era registrado num quimgrafo e o registro era acumulado como no estudo da freqncia do alimento (Keller e Schoenfelder, 1966,p.60) Claramente se viu nos registros feitos por Skinner, que ao contrrio do experimento de Thorndike no qual houve um progresso gradual e irregular do comportamento dos gatos, o rato j havia resolvido o problema de pressionar a barra quando lhe foi apresentado da primeira vez. O processo de aprendizagem foi praticamente instantneo. No entanto, ambos as situaes experimentais, se exigiu a manipulao de algum objeto do meio e a apresentao do alimento em cada caso foi contingente a manipulao (Keller e Schoenfelder,1966,p.68). O comportamento de presso barra, apresentado pelo rato, foi denominado por Skinner de operante, por ser um comportamento que opera no meio, produzindo conseqncias, as quais, por sua vez, iro retroagir sobre o comportamento fortalecendo-o ou enfraquecendo-o Conseqncias que tem como efeito o fortalecimento do comportamento operante so denominadas reforos. A operao de se apresentar reforos sistematicamente, a cada ocorrncia de um dado comportamento, produzindo seu fortalecimento, d-se o nome de condicionamento operante. Skinner props, em 1935, dois tipos de condicionamento Tipo S e Tipo R. O tipo S o condicionamento pavloniano clssico no qual o reforo est sempre relacionado com apresentao de um estmulo. O tipo R, envolve uma relao entre o reforo e uma resposta especfica. O tipo S o condicionamento respondente e o tipo R o condicionamento operante. O condicionamento tipo S prepara o organismo para o reforamento. O condicionamento tipo R busca ou produz o reforamento. O condicionamento tipo S envolve substituio de estmulos e a formao de um novo reflexo. No condicionamento operante , porm, ocorre o reforamento de um reflexo que j existia no repertrio do organismo. (Keller e Schoenfelder, 1966,p.64) Assim, o comportamento respondente est ligado fisiologia interna do organismo e o operante a ao do organismo. O comportamento operante demonstra ser espontneo e no uma resposta a um estmulo. O comportamento operante fortalecido por um condicionado operante que pode se dar por reforamento positivo, que consiste em apresentar-se ao indivduo um reforador (estmulo) positivo ou por reforamento negativo, que consiste em remover em estmulo aversivo ao indivduo. A maioria dos comportamentos na nossa rotina so operantes, no sentido que atuam sobre o meio para produzir a satisfao de necessidades bsicas. Desde a infncia, o meio nos proporciona deixas e reforos para nossas respostas. A razo por que continuamos a ter comportamentos prende-se existncia de reforos para tais comportamentos. Os reforos so classificados em positivos e negativos. Os reforos positivos so aqueles estmulos que intensificam as respostas quando presentes e os reforos negativos so aqueles que intensificam quando removidos. Os reforos negativos podem ser definidos de duas maneiras: pelo efeito de enfraquecimento que tm quando apresentados ou pelo efeito de reforamento, pela sua remoo. Vale frisar que a resposta no pode produzir e remover um estmulo ao mesmo tempo (Keller e Schoenfelder, 1966,p.76). O reforo positivo tem funo importante na aquisio (aprendizagem) de novos comportamentos. igualmente importante na manuteno de comportamentos que j figuram no repertrio da pessoa. H outras classificaes para os reforos e apenas para ilustrar alguns, pode-se falar em reforos socias que so aqueles que procedem de outras pessoas do nosso meio. Geralmente consideramos como reforador o elogio, a anuncia, os gestos de afeio ou de desaprovao. Ainda, pode-se citar os reforos condicionados que so aqueles originalmente neutros que adquirem fora ao serem associados a outros reforos. Ampla variedade de reforos simblicos e tangveis encontra-se ao nosso alcance em nossa vida - dinheiro, comida, promoes, prmios, certificados, etc. Todos eles so empregados para fortalecer comportamentos considerados desejveis pelo empregador ou pela sociedade. Os reforos positivos e negativos so usados como reforadores no condicionamento operante, ou seja fortalecem comportamentos que j fazem parte do repertrio do organismo. No entanto, h um procedimento chamado de modelagem ou mtodo das aproximaes sucessivas que aumenta a variabilidade desses comportamentos permitindo a criao de novos comportamentos a partir de um que j existe. H um refinamento gradual e progressivo da resposta reforadora que conduz o comportamento a alguma forma final desejada (comportamento terminal). A modelagem envolve o condicionamento e enfraquecimento sequencial de aproximaes sucessivas do comportamento terminal, ou seja, quando uma nova aproximao sucessiva passa a ocorrer e ser condicionada a aproximao sucessiva anterior deixa de ser seguida do reforo que vinha sendo sistematicamente apresentado aps suas emisses. A este procedimento de remoo levando ao enfraquecimento do comportamento d-se o nome de extino operante. A extino foi considerada pelos primeiros pesquisadores como um mero artefato do fortalecimento concorrente de outros comportamentos competitivos. Depois, passou-se a cogitar que a extino acarreta mais do que o enfraquecimento (diminuio da freqncia) de uma nica classe de resposta . Quando se permite que um operante, previamente reforador ocorra sem a conseqncia usual do reforamento, numerosas respostas no reforadoras ocorrem. Essas respostas, no incio, so emitidas com uma alta freqncia, maior mesmo do que quando elas estavam sendo reforadas. Esse aumento imediato na taxa de resposta est correlacionado com mudanas na topografia e magnitude do comportamento que o implicam como emocional. Um operante deve existir com alguma intensidade antes de poder ser condicionado; deve ser emitido pelo menos de vez em quando, para poder ser reforado. Essa freqncia no condicionada de emisso se denomina nvel operante (Keller e Schoenfelder, 1966, p.86). A partir da noo de nvel operante se pode dizer que uma resposta no alcana uma freqncia zero, mas que volta quela que existia antes do reforamento. Como no caso do condicionamento, a medida principal da extino operante a freqncia da resposta no tempo. A reduo da fora se apresenta como uma queda na freqncia da emisso. No anexo IV representado uma curva tpica de respostas acumuladas para extino . As respostas aparecem cada vez mais lentamente, a curva acumulada inclina-se e toma uma forma caracterstica. Comea com um declive mais inclinado (alta freqncia de resposta) do que durante o reforamento regular. As salincias e depresses da resposta poderiam ser caracterizadas em termos emocionais, como o paralelo das frustraes e agresses mais complicadas que aparecem no homem. Considere, por exemplo, o padro de frustrao e agresso no comportamento de uma criana que se debate com os cordes de sapato embaraados ou com uma porta que no abre ou um ouvinte friamente extinguindo o efeito de nossas piadas de salo. Na modelagem, cada emisso das aproximaes sucessivas, inicialmente seguida de reforo, bem como a emisso do comportamento terminal. A essa relao sistemtica de 1:1 (1 para 1) entre resposta e reforo d-se o nome de reforamento contnuo que um tipo de esquema de reforamento. Esquemas de reforamento so procedimentos que visam manter alta a freqncia de determinado comportamento, numa relao probabilstica da resposta com o reforo. Existem dois tipos de esquemas de reforamento: o contnuo (CRF) e o intermitente. O reforamento contnuo (CRF) acompanha todas as respostas corretas e importante nas primeiras fases da aquisio do comportamento. Porm, quando um condicionamento mantido pr um perodo muito grande, a resposta tende a decrescer porque com no CRF a previsibilidade do reforo total. Ento quando o comportamento estiver sido estabelecido, ser melhor refor-lo intermitentemente. No reforamento intermitente existe uma relao probabilstica entre resposta e reforo, pois nem toda resposta acompanhada por um reforador. Este tipo de reforamento resulta em um padro de respostas mais persistentes do que o reforamento contnuo em ocasies nas quais o reforo se torna errtico ou cessa. Uma combinao de reforo contnuo e intermitente bastante desejvel para o ensino do comportamento operante aos seres humanos: contnuo no incio, intermitente aps ter sido estabelecido a resposta (Davidoff,1983,p.183). Quatro tipos de reforamento intermitentes foram extensamente estudados em laboratrio. Dois especificam que o reforador deve acompanhar um nmero de respostas e so conhecidos como esquemas de razo. E dois esquemas so dependentes da passagem do tempo , os esquemas de intervalo. Em um esquema de razo fixa (FR), o reforo ocorre aps um nmero definido de respostas. O reforamento em razo fixa gera um tipo de comportamento que tem vrias caractersticas marcantes. Tais caractersticas de maneira geral, aparecem na maioria dos esquemas de razo fixa, qualquer que seja o requisito, pequeno ou grande. Quando um organismo est trabalhando j por algum tempo sob um determinado esquema de razo fixa, seu padro de respostas se torna bastante tpico, (Whaley & Mallot,1980,p.111 e 112) caracterizado por uma freqncia alta de respostas, pausa aps o reforo e sem pausa entre as respostas. Whaley e Mallot chamam este esquema de tudo ou nada. No anexo V representado uma curva caracterstica de reforamento da resposta em razo fixa em estado estvel e foi medida por um registro acumulativo tomado por um aparelho especial denominado registrador cumulativo. A linha inclinada, representada pela letra a, d informao a respeito da freqncia da resposta, assim quanto mais inclinada maior a freqncia da resposta. A pequena marca oblqua, representada pela letra b, mostra a liberao do reforo. Aps esta marca pode-se observar uma linha horizontal no registro, indicado pela letra c, que significa ausncia de resposta. Pode-se citar como exemplo de FR quando as fbricas pagam um valor determinado a seus operrios para produzirem um determinado nmero de bens, esto utilizando razo fixa (Davidoff,1983,p.184). Em um esquema de razo varivel (VR), o reforador apresentado em seqncia a um nmero varivel de respostas. Este esquema extremamente poderoso e extremamente exigente, constituindo-se num desafio constante, pois cada nova resposta pode produzir o reforador da mesma forma que qualquer outra resposta ou seqncia de respostas ( Whaley & Mallot,1980,p.130). No anexo VI representado uma curva caracterstica de reforamento da resposta em razo varivel em estado varivel. Observa-se que neste esquema a freqncia do comportamento alta, entretanto no h pausa aps o reforo. Nos esquemas de intervalo a apresentao do reforo depende da passagem de um certo perodo de tempo, embora a mera passagem de tempo propicie a oportunidade para reforamento, o organismo precisa usar a oportunidade, emitindo a resposta adequada (Whaley & Mallot, 1980,p.147) No esquema de intervalo fixo (FI), o perodo de tempo entre os reforadores constante. No anexo VII representado uma curva caracterstica de reforamento da resposta em intervalo fixo. Logo aps a apresentao de um reforo h um perodo em que no ocorre resposta alguma. Aps algum tempo h emisso de algumas respostas . As respostas so dadas mais rapidamente medida que se aproxima o reforo , at que, no final de cada intervalo, ocorra uma freqncia extremamente alta. Desta forma o comportamento mantido neste esquema caracteriza-se por uma freqncia de resposta baixa, com pausa aps o reforo e a freqncia aumenta gradativamente atingindo o pico no fim do intervalo. Esse padro de resposta grfica denominado feston de intervalo fixo ( Davidoff, 1983,p.184) ou curvatura de intervalo fixo ( Whaley & Malott, 1980,p.147). No esquema de intervalo varivel (VI), o tempo, por si s , nunca proporcionar um reforo; o organismo precisa emitir a resposta adequada no devido momento. No anexo VIII tem-se uma curva caracterstica de reforamento da resposta em intervalo varivel. O padro de resposta em intervalo varivel se caracteriza por uma freqncia baixa de resposta sem pausa aps o reforo. Na vida real os esquemas so combinados entre si. Um vendedor, por exemplo, pode receber ao mesmo tempo um salrio bsico e uma comisso. O salrio refora o horrio regular de trabalho segundo um esquema de intervalo fixo. Na comisso, provavelmente um dispositivo de razo refora o xito dos esforos de venda (Davidoff, 1983,p.185). Unindo todas essas informaes, este trabalho tem por objetivo demonstrar de forma emprica os conceitos de condicionamento operante, reforo, modelagem, esquemas de reforamento e extino. Os alunos de Psicologia Geral e Experimental I estudaram duas variveis utilizando uma situao experimental com um rato na caixa de Skinner. A varivel dependente foi o comportamento de presso barra e a varivel independente, a que foi manipulada, foram alguns esquemas simples de reforamento: CRF, FR10, VR5, FI1, VI1. Definiu-se varivel dependente do comportamento do rato de presso barra como sendo a presso que o rato exercesse sobre esta, com as patas ou qualquer outra parte do corpo desde que produzisse um som caracterstico de clique. A importncia deste experimento est na aprendizagem da observao e manipulao de esquemas simples de reforamento, utilizando de forma emprica os conceitos utilizados para modificao de um comportamento. MTODO SUJEITO : Neste experimento foi utilizado um rato albino, ingnuo, da raa Whistar, do sexo masculino, com quatro meses de idade, mantido em privao de gua por 24 horas e em condio de alimentao ad Libilum. LOCAL : Este experimento foi realizado no laboratrio VI do Labocien, no Centro de Ensino Unificado de Braslia - CEUB. As medidas do laboratrio eram de aproximadamente 3,40m de altura, 7,28m de comprimento e 5,84m de largura. Possua uma porta e uma janela. A porta era de madeira, pintada de cinza claro e media aproximadamente 81cm largura, 3,50cm de espessura, 2,11m de altura e dava aceso ao corredor. A janela localizava-se na parede oposta porta e media 1,81m de altura e 4,54m de comprimento. As paredes eram de tijolos pintadas de branco e possuam uma faixa de azulejo branco de aproximadamente 1,30m de altura. O piso do laboratrio era de granitina. A iluminao era natural e tambm haviam 10 lmpadas fosforescentes das quais apenas seis permaneciam acesas durante as sesses. Havia tambm uma pequena janela em formato quadrangular com 31cm de altura e 60cm de largura que dava acesso ao biotrio interno, uma pequena sala onde ficavam todos os ratos. No laboratrio haviam oito caixas de Skinner e aproximadamente 35 bancos (Anexo IX). EQUIPAMENTO : O equipamento usado foi um modelo da caixa de Skinner, que consistia em uma cmara onde era colocado o sujeito. Esta possua um mecanismo eletrnico com trs posies: automtico, manual e desligada. A liberao das gotas dgua (reforo) era feita manualmente ou ao ser pressionada uma alavanca (barra), uma concha descia at um reservatrio com gua (cuba) e voltava para dentro da caixa preenchida com uma gota dgua. A caixa possua 23cm de altura, 24,5cm de largura e 20cm de profundidade (Anexo X) MATERIAL : Foi utilizado lpis, borracha, canetas azuis, relgio, cronmetro analgico, luvas, papel toalha, folhas em branco e protocolos de registros (Anexo XI). PROCEDIMENTO : Antes do incio de todas as sesses houve uma srie de checagens a serem feitas. A caixa era ligada na corrente de 110V; o reservatrio de gua era enchido at o nvel marcado; era verificado o funcionamento e barulho da barra e testada a concha dgua. Por este teste, uma gota dgua estava sempre disponvel no bebedouro. O sujeito nunca estava na cmara experimental durante estes testes e nunca ficava esperando dentro desta nem no incio nem no final das sesses. O papel toalha da bandeja era verificado antes do incio da sesso e trocado sempre aps o trmino desta. As sesses s se iniciavam quando todos os manipuladores estavam cientes do que deveriam fazer e de posse de todo material necessrio para cada sesso, j citados neste mtodo. O Registro Contnuo Cursivo (RCC) minuto a minuto foi feito apenas no levantamento do nvel operante que foi a primeira sesso. Nas quatro sesses dos esquemas de reforamento foi utilizado a mais, o Registro de Reforos Liberados minuto a minuto. Durante todas as sesses foram feitos os seguintes registros : 1) Registro de evento minuto a minuto do comportamento de presso barra; 2) Registro de evento dos comportamentos observados na sesso de levantamento do nvel operante. A sesso do levantamento do nvel operante, teve durao de 15 minutos e o objetivo foi levantar a freqncia dos comportamentos do sujeito, particularmente o de presso barra. Consistiu em colocar gua na cuba, ligar a chave da cmara no automtico, colocar o animal na cmara e observ-lo, sem executar nenhum tipo de manipulao. Nesta sesso foi feito o registro de nmero dois. A partir do RCC foram feitas as definies operacionais dos comportamentos apresentados pelo sujeito a fim de padronizar o sentido que cada um destes iria ter entre os manipuladores. A sesso de treino ao bebedouro consistiu em liberar gua para comportamentos de aproximao do bebedouro. A partir do minuto em que o nmero de gotas consumidas se igualou ao nmero de gotas liberadas, foram contadas mais 20 gotas consumidas e encerrou-se a sesso. O objetivo ento, foi fazer com que o animal se aproximasse do bebedouro quando ouvisse o clique, eliminar quaisquer efeitos emocionais produzidos pelo clique e associar assim este com o comportamento de beber. Foram utilizados alm dos registros citados, tambm o registro de nmero de gotas liberadas e consumidas minuto a minuto. Na sesso da modelagem o sujeito recebia o reforo manualmente a cada resposta de aproximao da resposta de presso barra que o animal emitisse, tais como cheirar a concha ou cheirar a barra. O critrio utilizado foi o de contar 20 respostas e encerrar aps ter sido estabelecida a resposta de presso barra. Caso dentro de 30 minutos de sesso esse critrio no tivesse sido alcanado (como no foi), deveria se encerrar a mesma e repetir o mesmo procedimento na sesso seguinte. Quando a resposta de presso barra passou a ocorrer a chave foi colocada na posio automtica. Assim, o objetivo da sesso foi estabelecer o comportamento de presso barra. Os registros feitos foram os mesmos do treino ao bebedouro. Estabelecida a modelagem foi feita uma sesso de reforamento contnuo (CRF) para fortalecer o comportamento de presso barra. A caixa foi ligada no automtico para que cada resposta de presso barra fosse seguida por um reforo. Esta sesso teve durao de 30 minutos. As sesses seguintes tiveram durao de 40 minutos e em todas elas, alm dos registros j citados, foi realizado o registro de reforos liberados minuto a minuto. Em cada uma o CRF foi utilizado para as 10 respostas iniciais. A condio de Razo Fixa 10 (FR10) foi realizada objetivando aumentar a taxa de resposta em relao ao CRF. A caixa era mantida desligada aguardando o rato pressionar trs vezes a barra. Aps a emisso da terceira presso, colocou-se a chave na posio automtica para que ao ser emitida a quarta resposta, esta fosse automaticamente seguida pelo reforo. Desligava-se ento a caixa e manteve-se este procedimento por mais cinco vezes. E assim as razes foram aumentadas gradativamente passando pelas FR4, FR6, FR8, cada qual sendo repetida por 5 vezes, para garantir que o sujeito chegasse a FR10. O outro esquema de reforamento foi feito na sesso de Razo Varivel 5 (VR5) com durao de 40 minutos. Desligou-se a chave da caixa e logo aps a primeira presso barra, religou-a para que a segunda resposta fosse seguida de reforo. Desligou-se a caixa e repetiu-se este procedimento at o final da sesso, utilizando a sequncia de dois, quatro, sete, trs e oito respostas repetidamente. Esta sesso teve o objetivo de aumentar a taxa de respostas do comportamento de presso barra em relao s sesses de CRF e FR10. O Intervalo Fixo 1(FI1) foi realizado tendo como objetivo a diminuio da freqncia de respostas em relao aos esquemas de razo e o aumento em relao ao reforamento contnuo. Desllgou-se a caixa deixando passar um minuto . Ligou-se ento esta no automtico e aguardou-se a emisso de uma resposta de presso barra. Aps a resposta desligou-se a caixa novamente e contou-se mais um minuto. Foi utilizado a mais o registro do Intervalo Real que consiste no tempo que o sujeito demora para pressionar a barra uma vez ligada a caixa. O esquema de reforamento de Intervalo Varivel (VI1) foi utilizado para diminuir a taxa de respostas em relao aos esquemas da razo e o aumento em relao ao de intervalo fixo. Aps CRF, a caixa foi desligada por 20 segundos , depois ligada e ficou-se aguardando a emisso da primeira resposta de presso barra a ser reforada. Desligou-se a caixa e repetiu-se este procedimento com os intervalos de 65, 135, 120 e 50 ao longo do tempo. Foi feito os mesmos registros do FI1. A extino foi realizada para diminuir a freqncia da resposta de presso barra prximo ao nvel operante. A caixa permaneceu desligada durante toda a sesso. RESULTADOS Tabela 01: Total de respostas de presso barra em cada sesso CondioFreqncia de presso barraNvel operante1Treino ao bebedouro76Modelagem130CRF236 1 sesso de Razo fixa 10 (FR10) 492 sesso de Razo fixa 10 (FR10)753 sesso de Razo fixa 10 (FR10)614 sesso de Razo fixa 10 (FR10)294Razo varivel 5 (VR5)989Intervalo fixo 1 (FI1)572Intervalo varivel 1 (VR1)392Extino54 Tabela 02: Total de reforos liberados em cada sesso CondioFreqncia de reforos liberadosNvel operante0Treino ao bebedouro24Modelagem136CRF01 sesso de Razo fixa 10102 sesso de Razo fixa 10243 sesso de Razo fixa 10264 sesso de Razo fixa 1029Razo varivel 5192Intervalo fixo 155Intervalo varivel 149Extino0 EMBED MSGraph  Figura 01 : Reforos liberados e consumidos minuto a minuto na sesso de treino ao bebedouro  EMBED MSGraph  Figura 02 : Reforos liberados e consumidos minuto a minuto na sesso de modelagem  EMBED MSGraph  Figura 03: Resposta de presso barra minuto a minuto na sesso de modelagem  EMBED MSGraph  Figura 04: Resposta de presso barra minuto a minuto na sesso de reforamento contnuo  EMBED MSGraph  Figura 05: Resposta de presso barra minuto a minuto na 1 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph Figura 06 : Reforos liberados minuto a minuto na 1 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph  Figura 07: Resposta de presso barra minuto a minuto na 2 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph  Figura 08 : Reforos liberados minuto a minuto na 2 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph  Figura 09: Resposta de presso barra minuto a minuto na 3 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph  Figura 10 : Reforos liberados minuto a minuto na 3 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph  Figura 11: Resposta de presso barra minuto a minuto na 4 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph Figura 12 : Reforos liberados minuto a minuto na 4 sesso de razo fixa 10  EMBED MSGraph  Figura 13: Resposta de presso barra minuto a minuto na sesso de razo varivel 5  EMBED MSGraph  Figura 14 : Reforos liberados minuto a minuto na sesso de razo varivel 5  EMBED MSGraph Figura 15: Resposta de presso barra minuto a minuto na sesso de intervalo fixo 1  EMBED MSGraph Figura 16 : Reforos liberados minuto a minuto na sesso de intervalo fixo 1  EMBED MSGraph Figura 17: Resposta de presso barra minuto a minuto na sesso de intervalo varivel  EMBED MSGraph Figura 18 : Reforos liberados minuto a minuto na sesso de intervalo varivel  EMBED MSGraph Figura 19: Resposta de presso barra minuto a minuto na sesso de extino DISCUSSO Na 1 sesso com o sujeito experimental (rato 34) foi feito o levantamento do nvel operante e observou-se a emisso de comportamentos diversificados, tais como cheirar a concha, a barra, a caixa, a si mesmo e ficar em p, sendo emitido o comportamento de presso barra por apenas uma vez. Nesta mesma sesso, foi feito o treino ao bebedouro. Observou-se que houve a associao de clique com a liberao do reforo e com o comportamento de beber, sendo esta associao evidenciada pela igualao do nmero de reforos liberados e consumidos j no primeiro minuto de sesso. Esta igualao manteve-se por toda a sesso, com exceo dos minutos 3 e 11 (figura 01). A sesso durou 20 minutos e foram consumidos 24 reforos ao todo. Deve-se ressaltar, entretanto, que esta sesso teve caractersticas de CRF pelo fato da caixa permanecer ligada no automtico aps o 1 minuto e porque o sujeito j apresentava o comportamento de presso barra j neste minuto. Verificada a alta freqncia do comportamento de presso barra, passou-se para o fortalecimento deste com o CRF. Entretanto nos 17 primeiros minutos o rato apenas cheirou muito a concha, a barra e a caixa (figura 03) e chegou-se a cogitar o no estabelecimento completo do comportamento de presso barra na sesso anterior de treino ao bebedouro. Por isso, houve a necessidade de se fazer uma sesso de modelagem para remodelar o rato, restabelecendo o comportamento terminal: pressionar a barra. Assim, o experimentador que estava manipulando a caixa, liberando o reforo, foi aos poucos reforando apenas algumas cheiradas a fim de evitar o fortalecimento do comportamento de cheirara a concha, a barra ou a caixa, mas sim o comportamento terminal. Verificou-se aqui quase que uma extino para o comportamento de cheirar a concha no sentido que foi enfraquecido essas aproximaes sucessivas (cheirar a concha ou a barra), demonstrando que para modelar um comportamento deve-se Ter uma posio enrgica. Graas a essa extino a partir do 18 minuto, o sujeito comeou a pressionar a barra. A freqncia absoluta de presso barra foi aumentando e ento, aps o 36 minuto, este comportamento se estabeleceu. Porm, a freqncia relativa foi um pouco baixa uma vez que o rato cheirou a concha e a barra mais do que pressionou esta. A partir de estabelecimento completo do comportamento esperado resolveu-se encerrar a sesso. A chave de controle da caixa foi deixada na posio do automtico at o trmino. Em seguida, um reforamento contnuo (CRF) foi feito novamente e considera-se que o comportamento de presso barra foi fortalecido, mas apenas aps os 12 minutos iniciais da sesso (figura04). A curva apresentada no grfico para essa resposta mostrou um padro atpico. Conforme estudos anteriores, o esperado seria uma alta emisso da resposta no comeo da sesso e um declnio aps algum tempo devido a saciao do animal. Porm, o papel que forrava a caixa foi uma varivel estranha que dispersava o rato. Este ficou puxando insistentemente o papel, e ento, o grupo decidiu pela retirada deste elemento, nesta sesso e nas seguintes, porque realmente estava interferindo na emisso da resposta desejada. Por isso, considera-se que, a sesso teve xito, pois retirando a varivel estranha, a freqncia absoluta do comportamento aumentou, inferindo assim seu fortalecimento, de 236 presses (tabela 01) se comparadas com apenas uma levantada no nvel operante. A freqncia relativa tambm se mostrou alta. Para iniciar o condicionamento do sujeito, comeou-se pela razo fixa 10 (FR10), mas antes, importante fazer uma ressalva. A FR10 foi manipulada trs vezes de maneira incorreta pelos experimentadores, pois estes ficavam esperando que as respostas de presso barra fossem emitidas seguidamente, sendo que para que o sujeito recebesse o reforo, bastava que ele emitisse as respostas na razo estabelecida sem importar o espao de tempo dessas emisses. Houve falha dos manipuladores em no se lembrarem que para esquemas de razo, o que interessa para seu reforamento o nmero de respostas emitidas e no a passagem do tempo, conforme a teoria j mostrada. Alm desta manipulao errnea houveram outras variveis que interferiram no sucesso da sesso de FR10. Na 1 sesso de Razo fixa 10 o sujeito estava alcanando a gua na cuba com a lngua, e por isso ele s emitiu o comportamento de presso barra no mximo seis vezes, nos minutos 6, 7 e 10, j que no era preciso trabalhar muito para obter o reforo pois este estava disponvel a qualquer momento. Na 2 sesso de FR10, os experimentadores tiveram que mudar de cmara experimental devido ao problema apresentado pela sesso anterior. Essa nova caixa, possivelmente causou alteraes no comportamento do sujeito. O rato passou a cheirar e colocar o focinho vrias vezes em um buraco situado prximo barra, e passou a pression-la apenas aps os 13 minutos iniciais (figura 07). A 3 sesso de FR10 se iniciou j com o buraco da caixa tampado. Apesar disto e ainda da retirada do papel-forro, o rato apresentou muito o comportamento de coar. Estava com pulgas e isto tambm foi uma varivel apresentada nas sesses seguintes e que junto com a manipulao incorreta dos esquemas ir causar um efeito inesperado nos resultados. Devido ao tempo gasto com trs sesses erradas da FR10, a 4 sesso desta realizou-se sem passar pela razes intermedirias. Por no haver pausa entre as respostas, teoricamente, a freqncia da FR10 deveria ser alta, porm a curva que demonstra as respostas emitidas pelo sujeito neste esquema (figura 11) se mostrou atpica, com perodos de baixa freqncia (minutos 22,32 e 36) e apenas um perodo mostrando a caracterstica de pausa aps o reforo. A freqncia absoluta tambm foi atpica, pois houveram 294 presses, que conforme ir ser visto, foi a menor freqncia dos quatro esquemas intermitentes aplicados. Entretanto, apenas o dado que diz respeito freqncia relativa foi conforme estudos anteriores pois, esta se mostrou alta com relao aos outros comportamentos.Com isto verifica-se claramente claramente o efeito que a manipulao incorreta surtiu neste esquema. de extrema importncia salientar que a privao do sujeito para a realizao deste experimento foi de 24 horas, exceto nas sesses de FR10 nas quais os manipuladores, achando que o sujeito no estava trabalhando bem, pediram responsvel pela manuteno dos animais para aumentar a privao deste. Na sesso de razo varivel 5 verificou-se que foi a sesso na qual o sujeito emitiu maior nmero de respostas de presso barra. A freqncia absoluta mostrou-se alta com 989 presses (tabela 01). Nesta, foi verificado que para o sujeito, quanto mais ele emitisse a resposta, mais reforo ele receberia. A freqncia permaneceu sempre alta (figura 13), no havendo nenhum minuto de descanso, o que corresponderia a nenhuma presso barra dentro de um minuto. A taxa de resposta foi a maior de todas as sesses anteriores (CRF e FR10). A sesso teve xito, e este foi muito bem evidenciado pela freqncia relativa. A freqncia de ficar em p, cheirar a barra, a concha, a caixa e a si mesmo foi pouca. O sujeito estava to certo da imprevisibilidade do reforo da gua que nem se dispersou para puxar o papel da caixa; ficar quieto tambm no foi verificado nenhuma vez. A sequncia de respostas pr-estabelecida (2,4,7,3 e 8) foi respeitada e repetida por 190 vezes, o que confere mais uma prova da alta taxa de respostas da nossa varivel dependente. Os resultados da sesso de Intervalo fixo (FI1) esto comparados com os esquemas de razo e reforamento contnuo. O resultado obtido foi o inverso do esperado, pois a freqncia absoluta de presso barra no intervalo fixo foi de 572 enquanto na razo foi de 294 presses no total (tabela 01). Este comportamento deveria diminuir neste esquema. Provavelmente, isso ocorreu porque o esquema de razo fixa foi feita de forma errnea pelo grupo, logo, estabeleceu-se uma razo muito alta para ser alcanada em pouco tempo e esta pode ter enfraquecido o comportamento do rato de pressionar barra. Por outro lado comparando os resultados obtidos em intervalo fixo com os obtidos em reforamento contnuo pode-se observar um aumento notvel do primeiro em relao ao seguinte com uma diferena de 336 presses. A freqncia relativa se manteve alta durante toda a sesso, pois o rato emitiu pouco os outros comportamentos. De acordo com a curva caracterstica de estado estvel da resposta em intervalo fixo (Anexo VIII), a curva deste experimento (figura 15) s apresentou a representao da pausa aps o reforo somente no 16 minuto. Se for apenas comparado com a FR10, o objetivo desta sesso no foi alcanado, uma vez que a FR10 foi mal manipulada. Os resultados do intervalo varivel (VR1) foram comparados aos de razo e de intervalo varivel e foram todos no esperados. A VR1 diminuiu sua taxa de respostas apenas em relao a VR5, o que est de acordo com o procedimento e estudos anteriores. Entretanto, a sesso no teve total xito pois, a taxa de respostas no diminuiu em relao a FR10 e no aumentou em relao a FI1. A sesso foi manipulada corretamente, mas acredita-se que o erro no comeo do experimento, com a FR10, desviou todo o experimento, principalmente nesta sesso, na qual o objetivo no pde ser alcanado. Talvez, tambm o nmero insuficiente de sesses tenha sido um fator para o insucesso da sesso. Na extino do comportamento de presso barra, pode ser observada a partir do 17 minuto, que o sujeito comeou a apresentar comportamentos caractersticos de enfraquecimento do comportamento, antes modelado e reforado de pressionar barra, tais como ficar imvel por at nove minutos, pressionar a barra e no se dirigir mais at a concha para receber o reforo, ficar completamente curvado com a cabea entre as patas, urinar e lamber a prpria urina. O trmino da sesso apresentou uma freqncia absoluta de 54 presses. Talvez, o comportamento tenha sido extinguido por completo, se houvesse mais uma sesso de extino, porm estas 54 presses j chegaram prximo ao nvel operante do sujeito, no qual foi registrado 76 presses. Assim, o presente experimento alcanou o objetivo de criar o comportamento de presso barra num rato, logo aps condicionar o mesmo, mantendo este em freqncia alta e por fim extinguindo-o. Todos os procedimentos de levantamento do nvel operante, treino ao bebedouro, modelagem, reforamento contnuo, razo fixa, razo varivel, intervalo fixo, intervalo varivel e extino foram utilizados, manipulados e discutidos. Numa viso geral, conseguiu-se manter o comportamento em alta freqncia absoluta porque sempre este comportamento esteve com uma alta taxa de respostas, porm alguns objetivos no foram alcanados porque a FR10 foi realizada incorretamente e no pde servir como um bom parmetro para comparaes. O trabalho que envolveu este experimento foi de extremo valor para os manipuladores (alunos), pois estes puderam aplicar na prtica toda a teoria estudada durante o semestre desde o levantamento do nvel operante extino. referncias bibliogrficas Millenson, J. R. (1967). Princpios de anlise do comportamento. Braslia: Coordenada Holland, J. G. & Skinner, B. F. (1927). A anlise do comportamento. So Paulo: EPU Skinner, B. F. (1978). Cincia e comportamento humano. So Paulo: Martins fontes. Sttats, Arthur Wilbur. (1973). Comportamento humano complexo. So Paulo: universidade de So Paulo Keller, Fred S. & Schoenfelder, Willian N. (1966). Princpios de psicologia. So Paulo: Lindzey, Gardner. (1977). Psicologia. Ferster, Charles B. (1977). Princpios do comportamento. Whitaker, James O. (1977). Psicologia. Enciclopdia Abril. Volume 9 ANEXOS ANEXO I Representao de uma situao Pavloviana para condicionar a resposta salivar num co ANEXO II Modelos primitivos da caixa-problema utilizada por Thorndike para estudar a aprendizagem instrumental de animais ANEXO III Um modelo primitivo do aparelho utilizado por Skinner para estudar o comportamento de presso barra ANEXO IV Curva caracterstica de estado estvel da resposta em extino ANEXO V Curva caracterstica de estado estvel da resposta em Razo fixa ANEXO VI Curva caracterstica de estado estvel da resposta em Razo varivel ANEXO VII Curva caracterstica de estado estvel da resposta em Intervalo fixo ANEXO VIII Curva caracterstica de estado estvel da resposta em Intervalo varivel ANEXO IX Planta baixa do local do experimento Legenda da planta baixa do experimento ANEXO X Planta baixa da cmara experimental Legenda da planta baixa da cmara experimental ANEXO XI Protocolos de registro utilizados nas sesses de esquema de reforamento ANEXO XII Definies operacionais dos comportamentos da sesso de levantamento do nvel operante ANEXO XIII Dados brutos  NUMPAGES 1PAGE 35 PAGE 2  NUMPAGES 1 /09999{^}^^^__e_ccee6fCf/kMkim}moorrttw-w.w3wxy5{O{}}}}}}}~=~ fijz&jOO 8 CJOJQJUVmHnHujCJOJQJU 5OJQJ5CJOJQJ6>*CJOJQJ6CJOJQJCJOJQJmH sH OJQJ CJOJQJ; x\_1 P"$%')+&,=- 0012E3 n $ ndha$eE3@568:<=`@@ADEF(HHJfKNQRmSTTWX]YZr[\] $ ndha$]z^{^|^}^^^^]_^___ccceee4f5f6fhh:itjj k\mo$dha$ $ ndha$orstvx{}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}}$a$dh$dha$}}}}}}}}}}}}}}}}}~~<~ $dh$Ifa$dh$a$<~=~L~N~H $dh$Ifa$n$$IfTF  0}#F t50  4 FaN~O~c~f~` $dh$Ifa$n$$IfTF  0}#F t50  4 Faf~g~q~u~v~z~~~~~~~~~~~<( $dh$Ifa$n$$IfTF  0}#F t50  4 Fa~~156OSTquvpx4 $dh$Ifa$n$$IfTF  0}#F t50  4 Fatt $dh$Ifa$$dha$$dha$n$$IfTF  0}#F t50  4 FaH $dh$Ifa$l$$IfF  0b%E t50  4 Fa ` $dh$Ifa$l$$IfF  0b%E t50  4 Fa#%&ADE`cd<||| $dh$Ifa$l$$IfF  0b%E t50  4 Faʀ̀΀|XXh0 $dh$Ifa$l$$IfF  0b%E t50  4 Fa fghi~сҁӁ678$dha$$dha$l$$IfF  0b%E t50  4 Faz{|}Ӂԁ9:JKLM*+,-{|ϻϜ}r^SjCJOJQJU&jIO 8 CJOJQJUVmHnHuj^CJOJQJU&jKO 8 CJOJQJUVmHnHujCJOJQJU&jLO 8 CJOJQJUVmHnHujCJOJQJU&jMO 8 CJOJQJUVmHnHu CJOJQJjCJOJQJUjVCJOJQJU&jNO 8 CJOJQJUVmHnHu89Nz{JKLMNc$dha$NO_`ab̄̈́΄τ!"2345ϻϜ}r^Sj|5CJOJQJU&jDO 8 CJOJQJUVmHnHuj0CJOJQJU&jEO 8 CJOJQJUVmHnHuj`+CJOJQJU&jFO 8 CJOJQJUVmHnHuj2&CJOJQJU&jGO 8 CJOJQJUVmHnHu CJOJQJjCJOJQJUj'!CJOJQJU&jHO 8 CJOJQJUVmHnHuЄ !6Z[\]r*+,-$dha$]^nopqц҆ӆԆ-.>?@AϻϜ}r^SjOCJOJQJU&j>O 8 CJOJQJUVmHnHujICJOJQJU&j?O 8 CJOJQJUVmHnHujDCJOJQJU&j@O 8 CJOJQJUVmHnHuj?CJOJQJU&jAO 8 CJOJQJUVmHnHu CJOJQJjCJOJQJUj:CJOJQJU&jCO 8 CJOJQJUVmHnHucdtuvw͈؈մC]µٵ.ayʶϻϜώφxsmsmsmsdsmsdmsmsmsOJQJmH sH  6OJQJOJQJ5;CJOJQJ;CJ;CJOJQJCJj~^CJOJQJU&j;O 8 CJOJQJUVmHnHujQYCJOJQJU&j ^` Af׷q| Hdopιعٹ:FG&jػ%IJ1>defpqrtz{}~0JCJOJQJmHnHu0JCJOJQJj0JCJOJQJU0JmHnHu0J j0JU5;OJQJ ;OJQJ 5OJQJOJQJ 6OJQJOJQJmH sH @>?@ABCDEFGHIPQRSTUVWXYZ[\]^f $^`a$ ^`fg·÷ķŷƷǷȷɷʷ˷̷ͷηϷзѷҷӷԷշ $^`a$ ^`շַ׷طٷڷUVWXYZ[\]^_`abcdefgh $^`a$ ^`hijklmnopqr|} $^`a$ ^` IJKLMNOPQR ^` $^`a$RSTUVWXYZ[\]^_`abcdefgop $^`a$¹ùĹŹƹǹȹɹʹ˹̹͹ιϹعٹ $^`a$ٹ !"#$%&'()*+,-./012345678 ^` $^`a$89:;<FG $^`a$ ^` $^`a$ ^` &'MNOPQRSTU $^`a$ ^`UVWXYZ[\]^_`abcdefghijk $^`a$ ^`ػٻڻۻܻ ^` $^`a$ܻݻ޻߻ $^`a$ ^`&'()*+,-./0123456789:;<=>IJ $^`a$ $^`a$ !"#$%&'()*+ $^`a$+,-./012>?LMNOPQRSTUVWXYZ[\]^ $^`a$^_`abcde$h]ha$ h&`#$]h $&`#$a$h]h&`#$ $^`a$ ;OJQJ0JmHnHu j0JU0J5 000&P P. 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