ࡱ> \^[9 febjbj"xJal8 < $l l ( w w w JLLLLLL$ vpw 7 @w w w p     w L  J w J @ Oh ` Ө <0 X Relato histrico analisando os fatores filosficos, tericos e metodolgicos que justificam as diferentes abordagens do conceito de motivao: O conceito de motivao est relacionado com o porqu do comportamento, o que uma questo muito importante para a Psicologia. Etimologicamente, o verbo motivar significa instigar, porm esta definio no serve para definir motivao enquanto um processo. Mook (1987), em seu livro Motivation The organization of action, chama a ateno para os efeitos adversos de se usar a forma mtica para compreender o porqu do comportamento. O querer, a vontade, o desejo tambm no so explicaes completas porque esses termos so subjetivos e no proporcionam maneiras de serem mensurados. A explicao deve partir do aspecto cientfico por meio da observao sistemtica que fornece dados para a formulao de princpios gerais. Historicamente, pode-se perceber vrias formas para se estudar motivao: interno vs. externo, inato vs. aprendido, eventos futuros vs. eventos passados, etc. Desde os gregos, a busca do prazer e a evitao da dor j era tratada sob a questo do hedonismo. Entretanto, Scrates (469-399 a.C.) questionou o hedonismo. Sua principal preocupao era com o limite que separa o homem dos animais. Desta forma, postulava que a principal caracterstica humana era a razo. A razo permitia ao homem sobrepor-se aos instintos, que seriam a base da irracionalidade. Scrates assim, abre caminho para a formulao das teorias da conscincia na Psicologia. No sculo XVII, as cincias passam por um grande avano (Revoluo Cientfica). Nicolau Coprnico (1543) questionou o modelo geocntrico e mostra que o planeta Terra no o centro do Universo; Galileu Galilei (1564-1642) realiza as primeiras experincias da Fsica moderna que dar bases para as formulaes de Isaac Newton (1643-1727) e Johannes Kepler (1609) que defendia a idia de que o universo regido por leis matemticas. Todas essas idias implicam em novas concepes de mundo que sero importantes para as novas concepes de homem. O homem no mais tido como o centro do Universo. Esse avano na produo de conhecimentos propicia o incio da sistematizao e o estabelecimento de mtodos e regras para a construo do conhecimento cientfico. Ainda ano sculo XVII, Ren Descartes (1596-1659), um dos filsofos que mais contribuiu para o avano da cincia, postula a separao entre mente (alma, esprito) e corpo, afirmando que o homem possui uma substncia material e uma substncia pensante, e que o corpo desprovido do esprito, apenas uma mquina, o que implicou em uma grande contribuio para a noo de causalidade. Adota uma posio racionalista, retomada s idias de Scrates, e toma a razo natural como ponto de partida do processo de conhecimento, enfatizando a necessidade do mtodo para bem conduzir esta razo em sua aplicao ao real. Juntamente com o racionalismo de Descartes, surge o empirismo como uma das principais correntes formadoras do pensamento moderno. Empirismo significa uma posio filosfica que toma a experincia como guia e critrio de validade de suas informaes. O termo derivado do grego empeiria, significando uma forma de saber derivado da experincia sensvel e de dados acumulados com base nessa experincia. O lema do empirismo a frase de inspirao aristotlica: Nada est no intelecto que no tenha passado antes pelos sentidos. Os empiristas rejeitam a noo de idias inatas ou de um conhecimento anterior experincia ou independente dela, defendem o conhecimento posteriori. So empiristas: Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke (1632-1704), George Berkeley (1685-1753), David Hume (1711-1776) e Francis Bacon (1561-1626). A concepo empirista vai servir de base para o associacionismo na Psicologia e influenciar o Positivismo de Auguste Comte (1798-1857) e o pragmatismo americano de William James. Os questionamentos cticos de Hume influenciou Immanuel Kant (1724-1804), bem como as idias racionalistas de Descartes. Kant elaborou uma filosofia que caracterizou como racionalismo crtico visando dar conta da possibilidade do homem conhecer o real e de agir livremente. Pretendia superar a dicotomia entre racionalismo e empirismo, que mais tarde iro dar origem, respectivamente, ao positivismo (o conhecimento se d pelo mtodo) e o iluminismo (o conhecimento j existe em ns). A revoluo kantiana equiparada Revoluo cientfica acontecida com Coprnico. Pr-Socrticos ( Rev. Cientfica pensamento a priori racionalismo ( Kant (filosofia transcendental.) pensamento a posteriori empirismo  A primeira fonte de ruptura da concepo de homem como no sendo o centro do Universo se deu com a revoluo copernicana e a segunda ruptura se d com a revoluo darwiniana. Charles Darwin (1809-1882), em sua obra A origem das espcies pela seleo natural (1859), formula sua famosa teoria da evoluo. Na medida que revela que o homem apenas mais uma espcie natural dentre outras e que a espcie humana resulta de um processo de evoluo natural, tendo ancestrais comuns como o macaco, Darwin abala profundamente a idia do antropocentrismo. Com Darwin h uma recuperao de uma concepo naturalista de homem que existia com os gregos. Ele tambm contribui para o estudo dos animais no humanos ressaltando a importncia da continuidade. A terceira grande ruptura da viso de homem na histria do pensamento filosfico-cientfico se deu com a revoluo freudiana, e a conseqente teoria psicanaltica de Sigmund Freud (1856-1939) e a descoberta do inconsciente. As idias freudianas de que o homem no se define apenas pela racionalidade e que a mente humana no se caracteriza apenas pela conscincia, mas sim que o comportamento humano fortemente determinado por desejos e impulsos de que no temos conscincia e que reprimimos, formam a base para a teoria da motivao inconsciente. Freud mostra que no temos controle pleno de nossas aes e que h causas determinantes de nossa ao que nos so desconhecidas. A fonte que move o organismo determinado por uma energia interna (pulso) que faz parte do corpo (base biolgica). Quem governa essa energia o Superego, mas o Ego que tem o objetivo da satisfao, de alcanar o equilbrio homeosttico. A idia que o organismo busca um equilbrio homeosttico e que busca o prazer parece ser uma retomada s idias hedonistas dos gregos, mas uma contraposio as idias racionalistas cartesianas de que o homem um ser pensante que tem um acesso privilegiado sua prpria conscincia. Dependendo do desenvolvimento, essa energia vai ser toda oral, anal, etc. As estruturas psquicas devem administrar o conflito dessa pulso (i.e., se na fase genital, a energia for toda atendida, isso pode gerar um Complexo de dipo no indivduo). Se a energia instintiva no for bem administrada, pode gerar problemas psicolgicos nos indivduos. Todo esse prembulo sobre a evoluo do pensamento filosfico-cientfico importante no sentido de auxiliar no entendimento do porqu da variedade de abordagens para se explicar a causa do comportamento. O porqu do comportamento passa ora por uma questo mais internalista (filosfica e fisiologicamente), ora por uma questo mais ambientalista. Tambm ocorre alternncia entre a questo da razo, do mtodo como principal fator para se estudar o comportamento humano, com uma questo da experincia sensorial, e assim a emoo e os instintos. No sculo XX, o conceito de motivao retomado pelos etologistas como uma energia instintiva que concebe o indivduo como um ser impulsionado por uma energia interna a alguma ao ou um objeto. Instinto concebido como uma fora motora que impulsiona. William Mc Dougall (1871-1938), defendia uma psicologia hrmica, na qual a motivao um propsito particular que leva o organismo a se dirigir a uma meta. A base da psicologia de Mc Dougall o instinto. O comportamento no espontneo, aleatrio, mas sim tem uma meta, um propsito, o instinto o determina. Os instintos so inerentes a todos os organismos e todos possuem um nmero x de instintos, alguns com mais, outros com menos. Esse n. x de instintos que cada um possui determinado, mas pode ser modificado pelo hbito. A aprendizagem se d pela repetio que, por conseqncia, leva ao aprimoramento da ao. Mc Dougall listou alguns instintos bsicos, dentre eles: fome, rejeio a certas substncias, curiosidade, fuga, luta, sexo, instinto maternal/paternal, agregao, auto-afirmao, construo, aquisio, curiosidade, migrao, conforto, etc. Infelizmente a teoria de Mc Dougall, bem como outras teorias do instinto no apontam como os organismos adquirem os instintos. Edward Chase Tolman (1886-1959) trata a motivao como comportamento intencional em direo uma meta. A base da psicologia de Tolman a inteno. Tolman concebeu o comportamentalismo intencional para dar forma emprica aos processos no observveis que dirigem o comportamento de um organismo para algum alvo. Ele sugeria que as causas iniciadoras do comportamento consistem em cinco variveis independentes: os estmulos ambientais (S), os impulsos fisiolgicos (P), a hereditariedade (H), o treinamento prvio (T) e a idade (A). O behaviorismo como propsito se assemelha ao behaviorismo watsoniano e analtico-funcional, pois em todos o objeto de estudo so os organismos, as condies ambientais, o comportamento manifesto, mas se diferem na maneira de analisar e interpretar os dados. Tolman difere de Watson, por exemplo, pois o primeiro no se preocupava com unidades elementares de comportamento, as atividades dos nervos, msculos e glndulas, ou seja, o nvel de anlise molecular do comportamento. Dando continuidade a evoluo das vrias acepes do conceito de motivao, este termo foi definido como um impulso (drive) na teoria do behaviorista metodolgico Clark Leonard Hull (1884-1952) na dcada de 50. Clark Hull talvez seja o psiclogo que mais se dedicou aos problemas inerentes ao mtodo cientfico. Estudava o comportamento com clculos, mtodos matemticos, lgica formal, tudo em busca da preciso do comportamento. Para Hull, o impulso (drive) serve para que o organismo busque se adaptar biologicamente a condies ambientais especficas diminuindo um estado de necessidade. A teoria de Clark Hull fisiolgica e est relacionada a adaptao do organismo no ambiente (ambientes em condies timas = organismo bem adaptado) e para se engajar em uma adaptao necessrio motivao. Hull citava a fora do hbito como sendo uma persistncia do comportamento em funo do reforo (condicionamento), e neste sentido, drive um motor que impulsiona o hbito. Para ele, o reforo importante, mas sozinho ele no nada, sendo necessrio o impulso para energizar o organismo. Na dcada de 30, Hull produziu vrios artigos sobre o condicionamento. Achava que a psicologia comportamental deveria descrever as leis que regem o comportamento automtico. As leis esto controladas por princpios e esses so precisos. Criou vrios postulados sobre a teoria do comportamento: conexes de estmulo-resposta no condicionadas, sendo que o indivduo tem um preparo orgnico evolutivo para estabelecer essa relao (reflexos), ou seja, tem tendncias inatas (aparato biolgico) para estabelecer respostas no aprendidas; a recepo de estmulos depende da intensidade, do limiar e do tempo deste estmulo; reforo primrio; formao de hbito; motivao primria ou impulso com dois componentes (privao, saciao) e o componente negativo (inanio); incentivo; potencial de reao; comportamento automtico adaptativo; princpio da oscilao comportamental (aprendizagem por ensaio e erro); princpio de generalizao de estmulos; aprendizagem por discriminao; antecipao do hbito (fuga e esquiva); aprendizagem conjunta que envolve ensaio positivo e negativo (reforamento e extino). Vale ressaltar que na teoria hulliana, o impulso no dirige o comportamento, servindo apenas para energiz-lo. A orientao ou conduo do comportamento realizada por estmulos ambientais. A reduo do impulso a base exclusiva do organismo. Outros tericos, assim como Clark Hull tratam a motivao em termos de impulso. Mowrer & Lamoreaux, descrevem impulso (drive) como uma varivel interveniente. A varivel interveniente algo que est acontecendo no organismo, no observvel, apenas quando relacionada as variveis dependentes. Miller, descreve impulso (drive) como uma varivel aprendida. Amsel & Roussel trazem uma concepo de um tipo de impulso que a frustrao. A fora da frustrao est relacionada diretamente com o tempo envolvido na situao frustradora. A frustrao faz com que o indivduo se engaje numa maior velocidade uma situao. O problema neste constructo que a frustrao aparece como uma varivel inferida e no observada de forma direta. A crtica ao constructo terico do impulso (drive), assim como instinto e motivao inconsciente, que esses fenmenos no podem ser manipulados diretamente, e por isso, no podem ser mensurados. A fome, por exemplo, uma varivel que informa que est acontecendo algo no organismo, mas deve ser manipulada em termos de horas de privao e no em termos do drive fome. Para os analistas do comportamento, no h como fazer predio e controle do comportamento utilizando o conceito de drive. Para tanto, Keller e Schoenfeld, Skinner, Millenson e Jack Michael definem motivao como sendo operaes de privao, saciao e estimulao aversiva (posteriormente, operaes estabelecedoras) porque usam uma anlise funcional do comportamento a fim de fazer predio e controle do comportamento. Para Keller & Schoenfeld drive no instinto, nem impulso. Millenson se assemelha a Skinner quando considera as operaes de drive (privao e saciao). Em 1969, Millenson ainda usa o termo drive por ser o Zeitgeist da poca. Entretanto, para Skinner e Keller & Schoenfeld, drive apenas um recurso lingstico para se falar de motivao, uma forma de descrever as variveis que afetam o comportamento. A meta, para Skinner, s pode ser feita com a observao do comportamento e vai depender de outras observaes passadas. Com essa descrio histrica do termo motivao, e mais ainda, como o homem evoluiu seu olhar sobre as causas do comportamento, sobre a viso da relao homem-mundo, pode-se perceber que as vrias acepes que o termo motivao passou, e ainda passa, um reflexo da variedade de pensamentos e abordagens sobre o comportamento, um objeto muito complexo, mas possvel de ser estudado. 2- Conceito de motivao na abordagem analtico-comportamental 2.1. Conceito de EO (Skinner, Keller & Schoenfeld, Millenson e Jack Michael) Por muito tempo, a varivel motivacional foi deixada de lado pela Psicologia, principalmente pelos analistas do comportamento. Ela no foi estudada como uma varivel independente ao longo dos anos, e por isso no h muitos estudos. Um dos fatores que mais contriburam para o adormecimento da motivao como varivel independente foi o fato de que a anlise do comportamento tinha outros interesses, como por exemplo, os esquemas, os quais possuem um grande corpo de pesquisas. Diferentemente de modelos mediacionais, a causa do comportamento para os analistas do comportamento no est no interno da pessoa. As causas do comportamento esto fora do organismo, mas no significa que o interno no possa ser estudado. Os estmulos ambientais so importantes pois atuam na conseqncia e evocam respostas que no passado tenham sido reforadoras. Para os analistas do comportamento, a propriedade do objeto de ser reforador no perene, a funo momentnea. Atualmente, a motivao na anlise do comportamento entendida em termos de operaes estabelecedoras (EO). Podemos comear a mencionar sobre EO citando Clark Hull uma vez que este atentava para a importncia de se estudar as variveis antecedentes (a experincia passada) e conseqentes do comportamento. Entretanto, quando Hull mencionou o impulso (drive) como um constructo terico para a explicao da motivao, no contribuiu para a anlise funcional da mesma. Keller e Schoenfeld (1950) no utilizam o termo operaes estabelecedoras, mas assumem que existe uma varivel que foi estabelecida como reforo e que evoca comportamentos antes reforados. Essa varivel deve ser estudada, pois as respostas dos organismo no so controladas apenas pelo reforamento. Neste sentido, Keller e Schoenfeld contribuem para a histria do conceito de motivao ao chamar ateno para o estudo deste fenmeno como uma varivel independente e enfatizam que os dados devem ser experimentalmente verificveis para explicar as causas do comportamento. Descaracterizam a questo do impulso interno e combatem a formulao de Hull sobre a varivel interveniente. Pelo Zeitgeist da poca, ainda falam de motivao usando o termo impulso. Para Keller e Schoenfeld, os eventos internos que acompanham os estmulos externos so estmulos discriminativos (e no impulso como para Clark Hull). Skinner (1953) contribui muito para o mtodo e, conseqentemente para a anlise experimental do comportamento. No define psicologia como cincia que estuda o comportamento, mas sim que estuda relaes funcionais. Para ele, o que importante descrever o comportamento, as circunstncias nas quais o comportamento ocorre. Tambm usa o termo impulso (drive). Para Skinner, o estmulo discriminativo eram estmulos antecedentes e no impulso. Millenson (1967) identifica o conceito de drive como um meio para se falar de certas operaes de impulso que estabelecem o reforo. As operaes que estabelecem reforadores (drives operations) so a saciao, que reduz ou elimina o valor reforador, e a privao, que aumenta o valor reforador. Vale frisar que, para Millenson, o impulso a relao entre uma operao de estabelecimento do reforamento e o valor reforador de uma classe de estmulos. No causa de comportamento. A mensurao dos impulsos ser realizada pela medida dos efeitos comportamentais dos estmulos quando contingentes a respostas operantes. Jack Michael (1982, 1993, 2000) recupera o conceito apresentado por Keller e Schoenfeld, e inclui um tipo de varivel motivacional que a condicionada. Michael define operaes estabelecedoras como sendo mudanas em um evento ambiental ou condio de estmulos que afetam o organismo alterando momentaneamente a efetividade de algum objeto ou evento como reforador, e simultaneamente altera a freqncia da ocorrncia de parte do repertrio do organismo relevante a esses eventos. Neste sentido, Michael categoriza as operaes em funo do seu efeito: efeito estabelecedor do reforo e efeito evocativo da resposta. Essa definio foi refinada em 2000, e neste mesmo ano, Michael aponta o amplo campo das aplicaes das EOs. Jack Michael (1963) categoriza nove tipos de EOs: aumento e diminuio da temperatura ambiental abaixo de condies adaptativas e aumento ou diminuio da privao ou saciao de estimulao aversiva, atividade sexual, gua, alimento, atividade, oxignio e sono. Jack Michael classifica as EOs em dois tipos: incondicionada e condicionada. As incondicionadas variam de espcie para espcie e so determinadas filogeneticamente. As condicionadas variam de acordo com a histria ontogentica de cada organismo. Vale ressaltar que ambos os tipos so aprendidos. As operaes condicionadas se dividem em: substitutas, nas quais eventos neutros antecedem operaes estabelecedoras incondicionadas ou condicionadas, e assim, esse estmulo neutro adquire uma funo motivacional. Esta ainda no foi comprovada de forma emprica. reflexivas, nas quais um estmulo neutro emparelhado com um estmulo aversivo. A remoo da prpria operao reforadora. transitivas, nas quais o reforamento condicional, ou seja, quando um estmulo funciona como reforador quando contingente a outro reforador. Em sntese, o estudo das operaes estabelecedoras auxilia no valor preditivo do comportamento, uma vez que a contingncia que antes era de trs termos, torna-se de 4 termos: EO, S, R e Sr. Como salienta Sundberg (1993), as EOs so importantes para que as relaes funcionais fiquem completas e a descrio do comportamento torne-se mais preditiva. 2.2. Implicaes da distino entre as funes motivacionais e discriminativas de um dado estmulo: A definio de estmulo discriminativo (Sd) emprica, pois foi feita a partir de um experimento. Para se definir Sd necessrio considerar as duas condies do estmulo: o efeito do reforamento e da extino (S(). A mudana de um estmulo S( para Sd ocorre quando a efetividade momentnea de algum tipo particular de reforo aumenta a freqncia de um tipo particular de resposta, porque a mudana do estmulo tem sido correlacionada a um aumento na freqncia na qual o tipo de resposta tem sido seguida por um tipo de reforamento. No experimento clssico da esquiva sinalizada, o estmulo discriminativo (som), para Michael, uma varivel motivacional e no um Sd porque o evento sinalizador do choque (som) no est relacionado a efetividade do reforo. As funes motivacionais estariam ligadas a efetividade do reforo e por isso, se diferem das funes discriminativas, que estariam ligadas a probabilidade diferencial do reforo. Neste contexto, no compete ao Sd dizer que o reforo vai ser eficaz ou no. Para Cherpas (1993) necessrio que se produzam mais dados empricos para distinguir EO de Sd. sabido que a diferena no est na evocao da respostas pois ambos evocam. O dado principal est no comportamento. Com a diferenciao poder entender se EO realmente altera a efetividade do reforo. 2.3. Procedimento de aplicao do conceito de EO O aumento da temperatura acima das condies normais de adaptao do organismo um exemplo de operao estabelecedora do tipo incondicionada, pois determinado filogeneticamente, varia de espcie para espcie, mas todas suportam uma determinada temperatura mxima para se adaptarem ao meio. O efeito estabelecedor do reforo, efeito que altera a efetividade do reforo, seria a diminuio ou cessao, momentaneamente, do calor. Para cessar a temperatura alta, o organismo necessita se engajar em comportamentos que cessem o calor, ou seja, o segundo efeito das EOs que evocar respostas eficazes em obter o objeto reforador. O efeito evocativo, efeito que altera a freqncia da resposta, evoca comportamentos que foram reforados pela diminuio ou eliminao do calor: tomar banho, tomar gua, ir ao clube tomar banho de piscina, tomar um picol, ficar sombra de uma rvore, tirar a roupa, dentre outros comportamentos que dependem da histria de vida de cada organismo. 2.4. Medo como um impulso (drive) adquirido e EO No experimento clssico do medo como impulso aprendido realizado por Neal Miller (1948) um rato colocado em uma caixa com dois compartimentos, um claro e outro escuro. Para o rato, fugir do compartimento claro, que d choque, para o compartimento escuro no qual o rato no leva choque reforador. Ser colocado no compartimento claro, aps este lugar ter sido emparelhado com o choque, elicia respostas de medo no rato. Logo, qualquer sugesto, qualquer dica do ambiente (compartimento escuro), que adquira a propriedade de parar a resposta de medo, e consequentemente reduzir ou eliminar o forte estmulo que produz medo (choque no compartimento claro), servir como reforo para o organismo amedrontado. No experimento acima explicitado, Miller demonstra a resposta de esquiva condicionada; qualquer resposta antecipatria que cesse, que termine a estimulao aversiva reforadora. Essa resposta antecipatria diferente da resposta que evocou o estmulo aversivo. No experimento de Miller, as dicas no compartimento branco evocam respostas para evitar o medo. O compartimento preto reduz as respostas de medo. Os estudos de Miller sobre o medo condicionado esto relacionados a operao estabelecedora condicionada reflexiva. Conforme foi descrito na questo 2.1., as EOC reflexivas, so quelas nas quais um estmulo neutro emparelhado com um estmulo aversivo e a remoo da prpria operao reforadora. Nas EOCs reflexivas importante conhecer as dicas que o meio proporciona e aprender a tatear essas dicas mais importante ainda. Quando a situao bem definida, a organismo aprende a resposta para sair da situao e, assim, remover, fugir ou minimizar a situao aversiva. Entretanto quando as dicas so difusas acontecem a ansiedade e os medos irracionais. PAGE 1 PAGE 9 yB S * 6 E T   hp (2@O]gvDs}~hvIV""&&3+8+a+t+,,c.h.4444{555555e7j788ƿmHsH CJ(mHsH j]CJ2mHsH jCJmHsHjCJUmHnHu>*>*CJmHsH6CJmHsH CJmHsHIl RD}~ $$If`a$ $$Ifa$$a$ $dh`a$$dha$ $ & Fdha$Jeee!"&*/R4978f<==)>$dha$dh $dh`a$V$$IfF%3&04 Fa8"9'9m:r:::;;$;-;h;m;=*>z>CCD)DFFGGII_IhIIIJ JKKjTTUUUUZ*CJmHsH 6mHsHmHsH >*mHsH5CJmH sH 5CJmHsH6CJmHsH CJmHsH9)>*>w>x>\@?BDG_IKNOPQQvR S SjTkTTUVWXZ $ & Fdha$ $dh`a$dh$dha$Z Z:Z^^G^J^abcIeJeUeVeWebecedeeefe) &#$h]h&`#$dh$dha$^e_e`eaebeeefeCJ0JCJ0JCJmHnHuj0JCJU &P . 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