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I - Pesquisa Científica Segundo MATTAR (2002), pesquisa científica é um procedimento racional e sistemático que tem por objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. É requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema. 1. Porque se faz pesquisa 1.1 por razões intelectuais = desejo de conhecer pela própria satisfação de conhecer 1.2 por razões práticas = desejo de conhecer com vistas a fazer algo de maneira mais eficiente ou eficaz. 2. Classificação das Pesquisas 2.1. Pesquisas puras = conhecimento por si mesmo – acadêmico – laboratório 2.2. Pesquisas aplicadas = contribuições práticas decorrentes do conhecimento puro Uma pesquisa sobre problemas práticos pode conduzir à descoberta de princípios científicos. Uma pesquisa pura pode fornecer conhecimentos passíveis de aplicação prática imediata. O delineamento, ou seja, o planejamento da pesquisa define a classificação da pesquisa. O elemento mais importante para a identificação de um delineamento é o procedimento adotado para a coleta de dados. Dois grupos: a) Dados advindos de documentos – pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental b) Dados advindos de pessoas – pesquisa experimental, levantamento e estudo de caso (ver a seção de metodologia de pesquisa) Pesquisa bibliográfica: se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores sobre um determinado assunto, baseado em material já elaborado, livros e artigos científicos. Cautela nas citações secundárias, as “citações de citações”, porque elas já vêm imbuídas da interpretação de quem está citando. O ideal é ler a própria obra e que você possa construir as suas próprias interpretações. Fontes bibliográficas: 1. Livros 1.1 de leitura corrente 1.1.1 obras literárias: romance, poesia, teatro 1.1.2 obras de divulgação: acadêmicos 1.2 de referência 1.2.1 informativa: dicionários, enciclopédias, anuários, almanaques 1.2.2 remissiva: 2. Publicações periódicas 2.1 jornais 2.2 revistas 3. impressos diversos Objetivos na pesquisa bibliográfica: identificar as informações e os dados constantes do material impresso estabelecer relações entre as informações e os dados obtidos com o problema proposto analisar a consistência das informações e dados apresentados pelos autores. Pesquisa documental: qualquer informação não só de textos como também de imagens, sons sinais, vídeos, estatísticas, arquivos públicos ou particulares. A pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa. Exs: “primeira mão”: cartas pessoais, diários, fotografias, gravações, memorandos, regulamentos, ofícios, boletins, etc. “segunda mão”: relatórios de pesquisa, relatórios de empresa, tabelas, estatísticas, etc fontes documentais que não estão nas bibliotecas: documentos cartoriais, registros de batismo, epitáfios, inscrições em banheiros, etc. Contatos diretos: conversa informal com pessoas que podem fornecer dados. Obs.: Em sua pesquisa, você poderá utilizar os 3 tipos acima. 3. Qualidades pessoais do pesquisador a) conhecimento do assunto a ser pesquisado b) curiosidade c) criatividade d) integridade intelectual e) atitude autocorretiva f) sensibilidade social g) imaginação disciplinada h) perseverança e paciência i) confiança na experiência Obs.: O pesquisador deve ter organização e ser um bom administrador. 4. Recursos humanos, materiais e financeiros Qualquer empreendimento de pesquisa deverá levar em consideração: Recursos humanos = pessoas engajadas e de outras disciplinas Recursos materiais = equipamentos necessários Recursos financeiros = gastos decorrentes da remuneração dos serviços prestados por outras pessoas, compra de material, xerox de textos, compra de livros, etc 5. Fases diferentes da pesquisa: Primeira fase: “paquera”, é a fase exploratória de tentar descobrir algo sobre o objeto de desejo. Segunda fase: “namoro”, é fase de maior compromisso que exige um conhecimento mais profundo, o estudioso mergulha profundamente no tema a ser estudado. Terceira fase: “casamento”, é a fase de fidelidade, dedicação, atenção. O pesquisador tenta resolver os problemas que vão aparecendo. Quarta fase: “separação”, é momento que pesquisador tem que separar do seu objeto observando os defeitos e qualidades do objeto amado. 6. Perguntas mais comuns para justificar a pesquisa: O que pesquisar? Definição do problema, hipóteses, base teórica e conceitual. Para que pesquisar? Propósitos do estudo, seus objetivos. Como pesquisar? Metodologia Quando pesquisar? Cronograma de execução. Com que recursos? Orçamento. Questões: Comece a elencar as seguintes informações: Sua pesquisa será pura ou aplicada? Justifique. Que tipos de pesquisa usará (bibliográfica, documental, etc)? Que tipos de fontes de pesquisa buscará? Quais qualidade de pesquisador você já possui e quais precisa melhorar? Quais recursos humanos, materiais e financeiros? II - Projeto de pesquisa O projeto de pesquisa é uma apresentação organizada do conjunto de decisões que você tomou em relação à investigação científica que pretende empreender. Para que o projeto seja eficiente, ele precisa ser bem pensado e bem redigido, pois ele é um documento escrito, é a materialização de um planejamento. O projeto deve ser entendido como um instrumento de ação, para dar uma direção. O projeto não é uma proposta fechada. 1. Estrutura básica do projeto de pesquisa: A estrutura depende da sua finalidade: pesquisa acadêmica ou profissional, dissertação (mestrado), tese (doutorado) ou solicitação de financiamento para a pesquisa. Na maioria das vezes, contém: Identificação Sumário Introdução 3.1. Referencial Teórico 3.2. Justificativa 3.3. Objetivos Metodologia Cronograma Referências Para o projeto de pesquisa, existem certas estruturas não obrigatórias, tais como: recursos, anexos e glossário. Para a monografia, advinda do projeto de pesquisa, as estruturas obrigatórias, na maioria das vezes, são: Introdução (com levantamento de literatura, problema, hipóteses, justificativa, objetivos), Metodologia, Resultados, Discussão, Conclusão e Referências. Obs: será estudado posteriormente cada uma dessas etapas 2. Pontos fundamentais de um projeto de pesquisa O QUE FAZER? - Introdução 1.1.Formular o problema 1.2. Enunciar as hipóteses 1.3. Estabelecer as bases teóricas - a relação que existe entre a teoria, a formulação do problema e o enunciado da hipótese. POR QUÊ? PARA QUÊ? E PARA QUEM FAZER? - Introdução 2.1. Justificativa da pesquisa - motivos que justificam a pesquisa, de ordem teórica e de ordem prática. 2.2. Objetivos Objetivos gerais - definir, de modo geral, o que se pretende alcançar com a execução da pesquisa (visão global e abrangente). Objetivos específicos - fazer aplicação dos objetivos gerais a situações particulares. ONDE FAZER? COMO? COM QUÊ? QUANTO? QUANDO? - Metodologia (Plano do experimento) a) População e amostragem b) Controle de variáveis c) Instrumento de pesquisa d) Técnicas estatísticas – como os dados serão analisados e) Cronograma 3.1. ONDE? COMO? 3.1.1. Descrever o campo de observação e as variáveis que interessam à pesquisa: População com suas características Se for utilizar amostra, justificar, dando os motivos, e apresentar o modo como a amostra será selecionada e suas características Local Unidades de observação relevantes para a pesquisa pessoas importantes para responder as questões Quais as variáveis que serão e como serão controladas. Qual o plano de experimento que será utilizado 3.2. COM QUÊ? (Instrumentos de pesquisa) 3.2.1. Descrever o instrumento da pesquisa que vai ser utilizado. 3.2.2. Que informações se pretender obter com eles. 3.2.3. Como o instrumento será usado ou aplicado para obter estas informações. 3.3. QUANTO? (utilização de provas estatísticas) 3.3.1. Como os dados obtidos serão codificados. 3.3.2. Que tabelas serão feitas e como serão feitas. 3.3.3. Que provas estatísticas serão utilizadas para verificar as hipóteses. 3.3.4. Em que nível de significância. 3.3.5. Previsão sobre interpretação dos dados. 3.4. QUANDO? (cronograma) 3.4.1. Definir o tempo que será necessário para executar o projeto, isto é, para realizar a pesquisa, dividindo o processo em etapas e indicando que tempo é necessário para realização de cada etapa. COM QUANTO FAZER E COMO PAGAR? (Plano dos custos da pesquisa) 4.1. Prever os gastos que serão feitos com a realização da pesquisa, especificando cada um deles. Na monografia final temos que os itens 1 e 2 podem ser agrupados na Introdução e o item 3 faz parte da metodologia. Obs.: Projeto: não apresenta solução Monografia: dá respostas ao projeto Questões: Independente das seções do seu projeto, mas de acordo com as perguntas acima, comece a responder e anote: O que fazer? Por que? Pra quê? Pra quem? Onde? Como? Com quê? Quanto? Quando? Com quanto? III - TEMA DE PESQUISA 1. Selecionando o tema de pesquisa Na escolha de um tema de pesquisa, a opção ideal é unir uma grande motivação com uma certa familiaridade!!! O que pesquisar? É momento de selecionar o tema. Que critérios devem ser observados na seleção de um objeto de estudo? Se o tema tem relação à sua vida profissional. Contato com especialistas Se existe bibliografia, ou seja, existência de obras pertinentes. Afinidade com tema, interesse. Criatividade Benefícios que serão coletados ao final da pesquisa. Disponibilidade de tempo. 2. Delimitação do tema Quanto mais específico o tema, maior as chances de inovação, de contribuição e sucesso de defesa. Após escolher o tema: fazer LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO PRELIMINAR Estudo exploratório para adquirir familiariedade com o tema Facilita a formulação do problema Deixará claro as facilidades ou dificuldades para se desenvolver o tema Depende da complexidade do assunto e do nível de conhecimento sobre o tema Dica: faça um brainstorm (tempestade de idéias) inicial. Escreva no papel todos os conceitos que você acha que tem relação com o tema 3. Apontamentos - Fichamentos O fichamento é importante para não se perder na linha de raciocínio. É interessante que antes se faça uma: a) leitura exploratória – visão do todo b) leitura seletiva – separar os documentos por importância para sua pesquisa, tendo como norte os objetivos da pesquisa c) leitura analítica – leitura integral, identificação das idéias-chaves, hierarquização dessas idéias, sintetização das idéias d) leitura interpretativa – não apenas fixada nos dados do autor, mas fazendo uma relação com outros dados, de outras leituras Para começar os apontamentos leve em consideração: Não é adequado fazer apontamentos na primeira leitura do texto Sempre lembre-se do seu problema de pesquisa para não anotar demais Sublinhe os pontos principais ou anote em folha à parte, registrando o nº da página do destaque Anote aquilo que tem a ver com seus objetivos Esse trabalho inicial não deverá ser visto como cansativo, mas como um trabalho do “artesão intelectual”. Quanto melhor estiverem organizados os documentos, melhor estará o trabalho em condições de ser redigido. Questões: Quais os aspectos que você ressaltará como relevantes no trabalho? Quais os motivos ou problemas percebidos que o levaram a escolher o tema do trabalho? Como se explica o tema com relação ao interesse social, tecnológico, científico, inovador? Como explicará a utilidade do tema para confirmar realidades específicas ou inovações? Responda aos critérios apresentados para escolha do seu tema: a) Se o tema tem relação à sua vida profissional b) se você tem contato com especialistas c) Se existe bibliografia ou obras pertinentes d) Se você tem afinidade e interesse com o tema e) Se necessitará de criatividade f) Se você obterá benefícios com os dados coletados ao final da pesquisa. g) Se você dispõe de tempo Na próxima página, os modelos de fichas bibliográfica e de leitura: 3.1 Fichamento bibliográfico: Ficha Bibliográfica Título: _________________________________________________________ Autor (a): ______________________________________________________ Referência Bibliográfica: __________________________________________ Indicado para ___________________________________________________ Referências Importantes/ Anotações  3.2 Fichamento de leitura: Ficha de Leitura Título: _________________________________________________________ Autor (a): ______________________________________________________ Referência Bibliográfica: __________________________________________ Indicado para ___________________________________________________ Resumo Citações importantes Comentários  IV - PROBLEMA DE PESQUISA O problema é a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa. Depois de definido o tema, levanta-se uma questão para ser respondida por meio de hipótese (s), que será confirmada ou negada por meio do trabalho de pesquisa. O problema é criado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido. O autor, no caso, criará um questionamento para definir a abrangência de sua pesquisa. Exemplo: Tema: A educação da mulher: a perpetuação da injustiça. Problema: A mulher é tratada com submissão pela sociedade. Um problema de pesquisa é uma questão não solvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento. 1. Problemas Científicos e não científicos Nem todo problema é passível de tratamento científico. Não são problemas científicos (segundo Kerlinger, 1980): Problemas de engenharia: do tipo 'como fazer algo' de maneira eficiente. A ciência responde apenas de forma indireta. Exs: “Como fazer para melhorar os transportes urbanos?”, “Como aumentar a produtividade no trabalho?”, “Como fazer para os alunos aprenderem mais?” Problemas de valor: aqueles que indagam se algo é bom ou mau, desejável ou indesejável, certo ou errado, melhor ou pior, se algo deve ou não ser feito. Exs: “Os pais devem dar palmadas nos filhos?”, “Qual a melhor técnica para punir os presos?” A pesquisa científica não pode dar respostas a questões de engenharia ou de valor porque os dados não são passíveis de verificação empírica. Um problema é de natureza científica quando envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis, que podem ser observadas e manipuladas. Ex: “Em que medida a escolaridade determina a preferência político-partidária?”. Aqui temos duas variáveis relacionando-se: escolaridade e preferência político-partidária. 2. Formulação de um problema de pesquisa Os interesses dependem dos valores sociais do pesquisador (de que gênero, raça, religião, etc) e dos incentivos sociais (sofisticar técnicas empregadas). 2.1 De ordem prática: Para subsidiar determinada ação. Ex: conhecer o perfil do consumidor de determinado produto para decidir acerca da propaganda a ser feita. Para avaliar certas ações ou programas. Ex: efeitos de um determinado programa governamental na diminuição da população fumante. Para avaliar conseqüências de várias alternativas possíveis. Ex: que sistema de avaliação de desempenho seria o mais adequado para o pessoal de uma determinada empresa. Para prever acontecimentos com o objetivo de planejar uma ação adequada. Ex: como a construção de uma rua poderá afetar a vida de determinada área rural. 2.2 De ordem intelectual: Para explorar um objeto pouco conhecido. Ex: estudos de Freud sobre o inconsciente. Para determinar mais especificamente como um fenômeno ocorre ou como pode ser influenciado por outros fenômenos. Ex: como fatores econômicos influenciam a motivação para o estudo. Para testar uma teoria específica. Ex: teoria da carência materna de Bowlby – que tipo de crianças são mais afetadas? Para descrever fenômenos. Ex: quais as principais características da população prisional que escrevem poemas? 3. Como formular um problema científico Complexidade da questão * Imersão sistemática no objeto * Estudo da literatura existente * Discussão com pessoas que acumulam experiência prática no campo de estudo. O problema deve ser formulado como pergunta É a maneira mais fácil e direta de formular um problema Escolha um tema, que por si só não é um problema, e formule perguntas sobre o tema provocando a sua problematização. O problema deve ser claro e preciso Exemplos de problema não claro: a) “Como funciona a mente?”, porque precisa de definição conceitual do que o experimentador considera o que é mente. b) “Os cavalos possuem inteligência?”, porque a resposta depende de como se define inteligência. Exemplo de problema claro: que mecanismos psicológicos podem ser identificados no processo de memorização? Algumas formulações apresentam termos definidos de forma não adequada, o que torna o problema carente de clareza. É necessário definir operacionalmente o conceito, indicar como o fenômeno é medido. O problema deve ser empírico Não deve referir-se a valores, nem conduzir a julgamentos morais ou considerações subjetivas. Tomar cuidado para não inferir percepções pessoais. Exemplo de problema não empírico: A mulher deve realizar estudos universitários? O problema deve ser suscetível de solução Deve ser possível a coleta dos dados necessários a sua resolução. É preciso ter domínio da tecnologia adequada a sua solução. Exemplo de problema difícil para se coletar dados: Ligando-se o nervo óptico às áreas auditivas do cérebro, as visões serão sentidas auditivamente? O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável Delimitação do problema. Exemplo: O que pensam os jovens? Nesse exemplo é necessário delimitar qual a faixa etária desta população jovem, de que localidade, classe sócio-econômica, e também é necessário delimitar quais pensamentos, se acerca de problemas mundiais, religião, sexualidade, etc. Questões Levante 20 ou mais perguntas a respeito do seu tema escolhido. Após, verifique se há problemas de engenharia ou de valor e se seguem os critérios aqui estabelecidos. V - HIPÓTESES DA PESQUISA A hipótese é uma “antecipação” do resultado da pesquisa, uma resposta possível ao seu problema, que poderá ou não ser confirmada pela pesquisa. Uma proposição suscetível de ser declarada verdadeira ou falsa. Proposição testável = solução do problema É comum entender a hipótese como uma resposta provisória Ela pode ser alterada de acordo como a pesquisa vai sendo aprofundada. Hipótese é sinônimo de suposição. Neste sentido, hipótese é uma afirmação categórica (uma suposição), que tente responder ao problema levantado no tema escolhido para pesquisa. É uma pré-solução para o problema levantado. O trabalho de pesquisa, então, irá confirmar ou negar a hipótese (ou suposição) levantada. Exemplo: Tema: A educação da mulher: a perpetuação da injustiça. Problema: A mulher é tratada com submissão pela sociedade. Hipótese: A sociedade patriarcal, representada pela força masculina, exclui as mulheres dos processos decisórios. 1. Como podem ser classificadas as hipóteses? 1- Casuísticas Um objeto, pessoa ou fato específico tem determinada característica. Muito freqüentes na pesquisa histórica em que os fatos são tidos como únicos. Exs.: a) Freud (1973) – Moisés era egípcio e não judeu b) Barreto (1988) – Cristóvão Colombo nasceu em Portugal e não em Gênova. 2- Freqüência de acontecimentos Quando determinada característica ocorre cm maior ou menos freqüência em determinado grupo, sociedade ou cultura. Muito freqüentes na pesquisa social. Exs.: a) É elevado o número de alunos de uma universidade que tocam algum instrumento musical. b) A crença em horóscopo é muito difundida entre os habitantes da cidade X. 3- Relação de associação entre variáveis Variável = aquilo que pode assumir diferentes valores ou diferentes aspectos (idade, estatura, peso, temperatura, classe social, nível educacional, ocupação, remuneração, etc). Hipóteses deste grupo afirmam a existência de relação entre as variáveis e não de causalidade, dependência ou influência. Exs.: a) Alunos do curso de administração são mais conservadores que os de ciências sociais. Variáveis: curso e conservadorismo. b) O índice de suicídios é maior entre os solteiros que os casados. Variáveis: estado civil e índice de suicídios. 4- Relação de dependência entre duas ou mais variáveis Hipóteses deste grupo afirmam mais do que a existência de relação entre as variáveis, mas também que uma variável interfere na outra. Ocorre existência de relações causais entre variáveis. A atribuição de causalidade, ou seja, a certeza de que “o responsável por isso foi aquilo” não é simples. O senso comum que se faz de causalidade é que um único acontecimento, a “causa”, sempre provoca outro acontecimento, o “efeito”, o que é chamado de causação determinística. Entretanto, é importante frisar que nas ciências sociais ocorre uma multiplicidade de condições, que, reunidas, tornam provável a ocorrência de determinado fenômeno. O pesquisador deve planejar seu trabalho no sentido de verificar em que medida determinadas condições atuam tornando provável a ocorrência do fato. O pesquisador deve buscar afirmações não em termos de causalidade, mas sim em termos de probabilidade do tipo “se ocorrer isto, provavelmente deverá ocorrer aquilo”. É muito difícil provar, apenas infere-se a existência de causalidade. Exs.: a) A classe social da mãe influencia no tempo de amamentação dos filhos. Classe social (x) Òð tempo de amamentação (y) Neste exemplo, a variável independente (x) é a classe social. A VI é a variável manipulada pelo pesquisador cujo efeitos sobre as variáveis dependentes se deseja medir. Exemplo de variáveis independentes em marketing: preço, gastos em propaganda, tipos de promoções, meios de distribuição, componentes do produto (produto em si, design, marca, sabor, cor, embalagem,etc.) A variável dependente (y) é o tempo de amamentação. A VD é a variável que o pesquisador quer investigar, é a variável cujos efeitos, provocados pela variável independente, interessam ao pesquisador medir. Exemplos de variáveis dependentes em marketing: vendas, participação no mercado, experimentação, atitudes, imagens, elevação do nível de estocagem do produto nos lares, etc. 2. Como chegar a uma hipótese O processo de elaboração de hipótese é de natureza criativa, por isso exige-se do pesquisador experiência na área. Fontes: 1- Observação (senso comum) O estabelecimento assistemático de relações entre os fatos no dia-a-dia é que fornece os indícios para a solução dos problemas propostos pela ciência. 2- Resultados de outras pesquisas Hipóteses elaboradas com base nos resultados de outras investigações geralmente conduzem a conhecimentos mais amplos que aquelas decorrentes da simples observação. À medida que as hipóteses vão sendo testadas, e vão sendo encontrados os mesmos resultados, diz-se que esses resultados possuem significativo grau de confiabilidade. 3- Teorias Hipóteses derivadas de teorias proporcionam ligação clara com o conjunto mais amplo de conhecimentos das ciências. Entretanto, é importante lembrar que muitas teorias não refletem ou esclarecem a realidade. 4- Intuição Palpites que não deixam de ser tirados da observação(1). 3. Características da hipótese aplicável 1- Deve ser conceitualmente clara Definições operacionais das variáveis independente e dependente para esclarecer o conceito que a pesquisa está considerando. Ex: variável religiosidade definida operacionalmente em termos de freqüência aos cultos religiosos. 2- Deve ser específica As hipóteses devem especificar com precisão o que de fato se pretende verificar. 3- Deve ter referências empíricas Devem ser evitados julgamentos de valores e palavras como bom, mau, deve e deveria, pois não conduzem à verificação empírica. 4- Deve ser parcimoniosa Uma hipótese simples é preferível a uma mais complexa, desde que tenha o mesmo poder explicativo. 5- Deve estar relacionada com as técnicas disponíveis É necessário que haja técnicas adequadas para a coleta dos dados exigidos para seu teste. Quando não forem encontradas técnicas adequadas para o teste das hipóteses, o mais conveniente passa a ser a realização de estudos voltados para a descoberta de novas técnicas. 6- Deve estar relacionada com uma teoria Sem vínculo a alguma teoria, as hipóteses não possibilitam a generalização de seus resultados. Questões: 1. Agora, levante 20 hipóteses ou mais para cada pergunta formulada no exercício anterior. Após verifique se elas estão de acordo com as características de hipóteses aplicáveis. VI - REFERENCIAL TEÓRICO Constitui o universo de princípios e conceitos, formando sistematicamente um conjunto logicamente coerente, dentro do qual o trabalho do pesquisador se fundamenta ou se desenvolve. Como se elabora um referencial teórico? Comece pela investigação bibliográfica Depois de localizar os livros, é a hora de adotar a teoria que você julga mais adequada para explicar a questão a ser abordada. Verificar quais conceitos estão imbuídos no seu trabalho. Fazer uma análise conceitual das principais idéias. Escolher pelo menos 5 autores que corroboram e 5 autores que discordam Questões: Suas informações serão obtidas por meio de livros, publicações, revistas científicas e também pela Internet? Quais são os principais autores (teóricos) que concordam e que discordam, ou que debatem, o tema escohido para sua pesquisa. Quais os principais trabalhos? Qual a melhor abordagem (ou abordagens) a se trabalhar? VII - JUSTIFICATIVA DA PESQUISA Tem como finalidade apresentar as razões da escolha do assunto. Explicar por quê? É momento que o pesquisador informa o que levou a escolher o tema. Por que escolhi esse tema? O tema que escolhi é importante? Qual é a relação do tema e/ou do problema formulado com o contexto social? Que contribuição posso oferecer com esse estudo, se for o caso, quais os aspectos inovadores do trabalho? No estágio atual, quais informações ou referências justificam o desenvolvimento do trabalho? De que maneira você irá contribuir para o avanço do conhecimento desenvolvido no trabalho? De que maneira irá justificar a relevância do trabalho? Sob o ponto de vista científico, teórico, da sociedade, a quem se destina o trabalho? “Justificar um tema é evidenciar razões suficientes para que haja o desenvolvimento da pesquisa. Isto significa que você deve apresentar bons e convincentes motivos para empreender o seu esforço de investigação”(Elisa Pereira ) A justificativa num projeto de pesquisa, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. O tema escolhido pelo pesquisador e a hipótese levantada são de suma importância, para a sociedade ou para alguns indivíduos, de ser comprovada. Deve-se tomar o cuidado, na elaboração da justificativa, de não tentar justificar a hipótese levantada, ou seja, tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. A justificativa exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento. Questões: 1. Como explicará a contribuição do trabalho em relação ao tema escolhido? Considere: Modo como foi escolhido o tema para ser pesquisado e como surgiu o problema. Apresentação das razões em defesa do estudo realizado. Relação do tema e problema estudado com o contexto social. Fundamentação da viabilidade da execução proposta de estudo. Considerações sobre a escolha do (s) local (s) que será (ão) pesquisado (s). VIII - OBJETIVOS DA PESQUISA O objetivo é o que você pretende atingir com a sua pesquisa e não o que você vai fazer para atingi-lo! A definição dos objetivos determina o que o pesquisador quer atingir com a realização do trabalho de pesquisa. Objetivo é sinônimo de meta, fim. Alguns autores separam os objetivos em objetivos gerais e objetivos específicos, mas não há regra a ser cumprida quanto a isto e outros autores consideram desnecessário dividir os objetivos em categorias. Um macete para se definir os objetivos é colocá-los começando com o verbo no infinitivo: esclarecer tal coisa; definir tal assunto; procurar aquilo; permitir aquilo outro, demonstrar alguma coisa etc.. Questões: Objetivos Gerais: 1. O que você quer apresentar / propor / inovar / contribuir com o resultado do projeto de pesquisa? Objetivos específicos: 2. Em quais partes você divide o tema para compor o objetivo geral? 3. Qual a última etapa do objetivo específico que completa o objetivo geral? IX - METODOLOGIA DE PESQUISA A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. Método indutivo: parte do particular para o geral. Indo das partes para o todo. Exemplos: problema - separação do casal Falta de emprego, alimentação, moradia, diálogo: partes separação do casal: todo Método dedutivo: parte do geral para o particular. Indo do todo para as partes. Exemplo: problema - a violência na favela Personalidade do indivíduo: todo Descontrole: parte Método hipotético–dedutivo: este método justifica que toda pesquisa tem sua origem em um problema, para o qual se busca uma solução através de tentativas (hipóteses) e eliminação de erros por meio de testes. Tem como finalidade enumerar várias hipóteses explicativas e viáveis, uma vez que no decorrer da pesquisa algumas hipóteses podem ser eliminadas. Perceba bem: são hipóteses viáveis, isto é, que poderão ser perfeitamente sustentadas durante a verificação, pelo menos em um primeiro momento. 1. Métodos de procedimento: Histórico: consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar sua influencia na sociedade de hoje. Pesquisa como evoluiu, como foi implantado determinado processo, instituição, etc. Comparativo: é o estudo das semelhanças e diferenças. Monográfico ou estudo de caso: consiste no estudo de determinados indivíduos, profissões, condições, grupos ou comunidades. Estatístico: reduz fenômenos sociais, políticos, econômicos a termos quantitativos. 2. Pesquisa Experimental e Variáveis O experimento é o exemplo da pesquisa científica em si. A pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. Aqui, o experimentador é agente ativo e não observador passivo. Quando objetos físicos não existem maiores limitações. A questão é quando a pesquisa envolve pessoas. Considerações éticas impedem que determinados experimentos sejam realizados no âmbito das ciências humanas e sociais aplicadas. Pode ser realizada não necessariamente em um laboratório, mas deve existir os elementos: manipulação controle distribuição aleatória Variável é uma característica da população que pode ser classificada em dois ou mais grupos disjuntos. Classificação das variáveis pela sua natureza: * Qualitativa: - Nominal (não existe ordenação entre as categorias). Exemplos: sexo, raça. - Ordinal (existe uma ordem natural nas categorias). Exemplos: classe social, grau de instrução, consumo de álcool. * Quantitativa: - Discretas (resultado de contagens). Exemplos: número de filhos, número de reprovações. - Contínuas (resultados de mensurações). Exemplos: estatura, nota na prova. Observa-se que uma variável quantitativa pode-se transformar em uma variável qualitativa e isso depende da descrição da variável. 3. Pesquisa Levantamento e Estudo de campo A pesquisa levantamento consiste em solicitar informações a um grupo significativo de pessoas acerva do problema estudado, e em seguida, mediante análise quantitativa, obter conclusões correspondentes aos dados coletados. Seleciona-se, mediante procedimentos estatísticos, uma amostra significativa da população estudada. Procura-se a distribuição das características da população estudada, identificar as características dos componentes do universo pesquisado, possibilitando a caracterização precisa de seus segmentos. É mais descritivo. Geralmente com equipe de pesquisadores. Ex: censo. O estudo de campo consiste em aprofundar as questões propostas em um determinado grupo. Estuda-se um único grupo ou comunidade em termos de sua estrutura social. Utiliza mais observação do que interrogação. Geralmente, com um único experimentador. 4. Estudo de caso Estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento. Geralmente os dados são apresentados em hipóteses, não em conclusões. Permite explorar situações da vida real, preservar o caráter unitário do objeto, formular hipóteses ou desenvolve teorias, explica variáveis causais de determinado fenômeno. Entretanto, a metodologia não é tão rígida, e por isso, pode apresentar generalizações, vieses. 5. Instrumento de pesquisa Chama-se de “instrumento de pesquisa” o que é utilizado para a coleta de dados. Exemplo: o questionário e a entrevista. Estes dois instrumentos têm, de comum, o fato de serem constituídos por uma lista de indagações que, respondidas, dão ao pesquisador as informações que ele pretende atingir. E a diferença entre um e outro, é ser o questionário feito de perguntas, entregues por escrito ao informante e às quais ele também responde por escrito, enquanto que, na entrevista, as perguntas são feitas oralmente, quer a um indivíduo em particular quer a um grupo, e as respostas são registradas, geralmente pelo próprio entrevistador. É adequado realizar um pré-teste com o instrumental elaborado. Recomendam-se os seguintes cuidados na elaboração de um questionário: 1) Não errar quando se referir à época (histórica, duração de tempo, períodos, etc.). 2) Evitar perguntas que induzam à resposta determinada. 3) Evitar perguntas embaraçosas. 4) Facilitar a memória do informante. 5) Ter cuidado com o fator emocional. 6) Facilitar a tabulação. 7) Cuidado com a ordem. A ordem, em que são apresentadas as opções, deve ser mudada a cada pergunta. Isto porque há uma tendência em escolher a primeira ou a última da lista. 8) Tipos de perguntas mais apropriadas. Devemos sempre que possível, usar os seguintes tipos de perguntas: a) Perguntas alternativas: são as que têm como resposta sim ou não, sei ou não sei, conheço ou não conheço, etc. b) Perguntas de graduação: são as que têm alternativas como: muito, suficiente, pouco, nada, maior, igual, menor, ... c) Perguntas que adotam escalas convencionais. Exemplo: Indique a preferência ... usando a escala: -4, -3, -2, -1, 0, 1 , 2 , 3 ,4. d) Perguntas agradáveis e sugestivas. e) Perguntas encadeadas: é uma série de perguntas, cuja ordenação faz com que fique subordinada à outra. f) Bateria de perguntas: é uma série de perguntas que se integram mutuamente, como se fossem uma só pergunta. g) Perguntas reservadas h) Perguntas de controle. Além dos instrumentos de pesquisa do tipo questionário ou entrevista, temos também o material e o equipamentos necessários para a pesquisa, tais como: câmaras de vídeo, material de laboratório, pastas, lápis, canetas, manuais de instrução para pesquisadores, impressos para registro, etc. Questões 1. Como você vai desenvolver seu trabalho a partir de métodos e técnicas de coleta de dados? 2. Como vai caracterizar uma população ou amostra? 3. Como vai explicitar os instrumentos a serem utilizados na coleta de dados? 4. Quando, onde, com quem e como irá coletar os dados? 5. Como vai tratar e analisar os dados coletados? Caso tenha respondido afirmativamente as cinco questões anteriores, então sua metodologia é Pesquisa de Campo. 6. Como testará suas idéias em laboratório, caso ou simulação? 7. Como serão utilizados softwares, máquinas, equipamentos no trabalho? 8. Como explicará a utilização do laboratório, caso ou simulação para comprovar as hipóteses? Caso tenha respondido afirmativamente as três últimas perguntas, então sua metodologia é Experimental. 9. Seu método é Dedutivo? Indutivo? Hipotético-Dedutivo Obs.: O método deve ser escrito na Introdução. Exemplo: No Capítulo I será tratado isso. No Capítulo II será mostrado isso. E no último parágrafo, coloca-se qual o método foi utilizado. X - CRONOGRAMA O Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades a serem cumpridas. As atividades e os períodos serão definidos a partir das características de cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho. Os períodos podem estar divididos em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres etc. Estes serão determinados a partir dos critérios de tempo adotados por cada pesquisado. Exemplo: 20062007EtapasAgoSetOutNovDezJanFevMarAbriMaiJunProjeto de pesquisaColeta de dadosAnálise e interpretação dos dados coletadosElaboração de sumário (projeto de monografia)RedaçãoRevisão própriaRevisão do orientadorRevisão de profissionalDepósito provisórioDefesaDepósito definitivo (alterações sugeridas pelos examinadores) Questões 1. Elabore o cronograma da sua pesquisa XI - MODELO DE ESTRUTURA DE UM TRABALHO COMPLETO Capa Folha de rosto Folha de aprovação Dedicatória Agradecimento Epígrafe Resumo (palavras-chave – máximo 5) Sumário Texto Referências Anexos ou Apêndices Capa – proteção externa do trabalho feita com material duro com: nome do autor, título, local de publicação e ano. Folha de rosto – identificação do trabalho: nome do autor, título, subtítulo (quando houver), instituição à qual o trabalho é submetido e título pretendido, nome do orientador, local e ano. Folha de aprovação – com nomes dos professores da banca examinadora e espaço para suas respectivas assinaturas Dedicatória - Epígrafe – frase “bonita” e marcante Resumo – espaço simples, com palavras-chaves (máximo 5) Sumário – com lista de ilustrações: tabelas, gráficos, gravuras em separado Anexos ou Apêndices – Apêndices são documentos elaborados pelo próprio autor para consulta para melhor compreensão do texto, e que não precisam estar no corpo do texto. Ex: glossário, questionários, roteiros de entrevistas, roteiros de observação. Anexos são documentos não elaborados pelo autor do projeto. Ex: redação de entrevistas, tabelas, mapas, quadros. Identificados com letra minúscula. Questões 1. Elabore a estrutura da sua pesquisa XII - REGRAS E REFERÊNCIAS 1. Regras a) Paginação: Branco, folha A4 (21 x 29,7), utilizando apenas um lado e não o verso. b) Espaçamento e Alinhamento: Texto: 1,5 linha Referência: espaço simples Margens: 3,0cm superior e esquerda e 2,0cm inferior e direita Tabulação: no mínimo o espaço de 10 toques, recomendado 2,0 ou 2,5cm c) Fontes: Título de Capítulo: fonte 14, maiúscula, negrito Título dos sub-capítulos: fonte 13 pts, minúscula, negrito Corpo de Texto: times new roman ou arial, 12 pts d) Numeração de página: Não tem mais a regra dos números romanos para numerar páginas iniciais antes do começo do texto. A numeração hoje é feita na parte de cima no canto direito da folha. Não numera-se a página inicial da introdução, começa na segunda página do sumário. e) Partes e Capítulos Sumário - se o trabalho tiver capítulos, usa-se pelo menos 2 itens no sumário. Seções primárias – algarismos arábicos, alinhados à esquerda, com títulos em caixa alta Seções secundárias – número do capítulo + número de cada parte, até no máximo 3 subdivisões, com títulos alinhados à esquerda e primeira letra e iniciais de nomes próprios com letra minúscula. Alíneas – letras minúsculas, conteúdo pouco extenso de cada seção Cap. I 1.1 1.1.1 1.1.2 1.1.3 1.2 f) Ilustrações Numeradas em seqüência própria, títulos com letras minúsculas. Ilustrações – gráficos, fotografias, mapas, esquemas, desenhos, quadros, fórmulas, tabelas. Tabelas – descrição completa escrita acima da tabela, apresenta valores numéricos Gráficos – descrição completa escrita abaixo do gráfico Demais = figuras g) Notas de rodapé Quando as explicações são complementares e não fazem parte da linha de raciocínio do texto. 2. Referências: quando precisar ter 2ª linha, o alinhamento é em baixo da 1ª letra da 1ª linha. quando colocar a edição, ela é escrita após o título da obra e não se coloca o “a” ou “o” para indicar ordinal O nome da obra - escrever da forma como aparece na capa a) Padrão: nome do autor – completo, último nome em caixa alta nome da obra – negrito o principal e não negrita o subtítulo. edição – se necessário localidade ano v. - volume p. - página quando houver citação no texto Ex: 1 autor TRINDADE, Jorge. Manual de Psicologia Jurídica para operadores do Direito. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2004. Ex: 2 ou 3 autores – separados por ponto e vírgula cada um AZEVEDO, Maria Amélia; GUERRA, Viviane Nogueira de Azevedo. Infância e violência doméstica: fronteiras do conhecimento. São Paulo: Cortez, 2005. b) Quando publicado por uma associação ou órgão: Ex: ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MÃES SEPARADOS. Guarda Compartilhada: aspectos psicológicos e jurídico. Porto Alegre: Equilíbrio, 2005. c) O subtítulo não se negrita: Ex: MILLER, Mary Susan. Feridas invisíveis: abuso não físico contra mulheres. São Paulo, Summus: 1999. d) Se o autor for citado novamente, o traço que indica “idem” vai do começo da linha até o final do nome: Exs: CASOY, Llana. Serial Killer – louco ou cruel? São Paulo: WVC Editora, 2002. _______, Llana. Serial Killer – made in Brasil. São Paulo: ARX, 2004. e) Se o livro tem 1, 2 ou até 3 organizadores: Ex: CRUZ, Roberto Moraes; MACIEL, Saidy Karolin; RAMIREZ, Dario Cunha. O trabalho do psicólogo no campo jurídico. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005. f) Se o livro tem mais de 3 organizadores (a partir de 4 autores) usa-se: et al (em itálico porque é expressão estrangeira que significa et alli = e outros Ex: SUDBRACK, Maria de Fátima Oliveira et al. Adolescente e drogas no contexto da Justiça. Brasília: Plano Editora, 2003. g) Capítulo de livro SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do capítulo. In: ÚLTIMO SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do livro: subtítulo se houver. Número da edição. Cidade: Nome da editora, ano de publicação. p. número da página ou intervalo utilizado. Ex: LANE, Silvia Maurer. A mediação emocional na constituição do psiquismo humano. In: LANE, Silvia Maurer & Sawaia, Bader B. (0rgs). Novas Veredas da Psicologia Social. São Paulo: Brasiliense, 1995. h) Quando publicada em periódico, revistas científicas SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título do artigo: subtítulo se houver. Nome do periódico, cidade, v. , n. , p. inicial – final, mês. ano. Ex: FONSECA, C. O Internato do Pobre: Febem e a Organização doméstica em um Grupo Porto-alegresense de Baixa Renda. Temas IMESC, Soc. Dir. Saúde, São Paulo, 4(1); pp. 21-39 – jan.1987 i) Quando pesquisado na Internet: ÚLTIMO SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Título: subtítulo se houver. Disponível em: . Acesso em: dia mês (abreviado até a terceira letra, exceto maio) ano. Obs: Se houver muita pesquisa em sites da internet, fica melhor esteticamente sendo apresentadas duas seções separadas, uma para livros e outras para sites. j) Matéria de revista Ex: CAETANO, José Roberto. Vermelho, só Papai Noel. Exame, São Paulo, ano 35, nº 24, p. 40-43, 28 nov. 2001. l) Matéria de jornal Ex: VIEIRA, Fabrício. Na última hora, Argentina paga dívida. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 dez. 2001. Folha Dinheiro, p. B-1. k) Tese ou dissertação Ex: MARTINS, Meg Gomes. Controle Verbal e Ressurgência. 2003. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade de Brasília, Brasília. 3. Referências no corpo do texto: a) Referências a autores – sobrenome caixa alta e ano da obra De acordo com MEYER (1978).... TRIPODI, FELLIN e MEYER (1975) classificam.... * Citações textuais com até 3 linhas – no corpo do texto * Citações textuais de mais de 3 linhas – em bloco separado, afastado da margem esquerda (4,0cm), com espaço simples e em itálico, incluir aspas no início e no final dos períodos, e o número da página entre parênteses no final. * Citação em língua estrangeira – colocar em itálico, com a tradução em nota de rodapé, respeitando regras das citações textuais. * Frase com mais de 3 linhas – itálico, fora do corpo de texto ou em fonte menor (não usar os 2). Se em língua estrangeira, colocar a tradução na nota de rodapé. XIII - REDAÇÃO Cada pessoa tem um estilo para escrever seus textos, mas devemos sempre saber que as pesquisas são lidas tanto por profissionais na área, como pessoas leigas do assunto tratado. Para tanto, há certas regras que não podemos esquecer: Impessoalidade Redação na terceira pessoa Objetividade Evitar a voz passiva. Preferir a ordem direta: sujeito – verbo - predicado Clareza Sem ambigüidade, com argumentos apoiados em provas e dados e não em “achismos”. Precisão Preferir termos que indiquem quantificação e evitar: - o uso de adjetivos que não indiquem claramente a proporção dos objetos (pequeno, médio, grande. Quão pequeno? Quão médio? Quão grande?) - uso de expressões do tipo: quase todos, boa parte - advérbios que não explicitem tempo, modo e lugar: recentemente, antigamente, lentamente, alguns, provavelmente Coerência Seqüência lógica e ordenada de idéias, harmonia. Parágrafos: cada um escrito sobre um determinado assunto, com fluência entre si, não parecendo que cada parágrafo está “solto” no texto. Começar com tópico frasal (idéia-núcleo do parágrafo), desenvolver idéias secundárias e concluir cada parágrafo. Concisão Frases curtas, poucas linhas, máximo 2 ou 3. Períodos longos dificultam a compreensão. Muitas palavras intercalando o sujeito e o verbo principal dificultam o entendimento da idéia. Simplicidade Não “encher lingüiça”. Escrever para expressar e não impressionar. Evitar o abuso de sinônimos incomuns pelo simples fato de achar que o texto ficará mais rebuscado. Evitar os jargões técnicos, lembrando que nem só os profissionais da sua área poderão ter acesso ao texto. XIV - DICAS PARA PESQUISA NA INTERNET Para todas as áreas:  HYPERLINK "http://www.scielo.br/"www.scielo.br Para a área jurídica: Artigos de doutrina e jurisprudência:  HYPERLINK "http://www.temis.com.br/"www.temis.com.br  HYPERLINK "http://www.jusnavegandi.com.br/"www.jusnavegandi.com.br  HYPERLINK "http://www.teiajuridica.com.br/"www.teiajuridica.com.br  HYPERLINK "http://www.us.com.br/"www.us.com.br  HYPERLINK "http://www.faroljuridico.com.br/"www.faroljuridico.com.br  HYPERLINK "http://www.boletimjuridico.hyermart.net/"www.boletimjuridico.hyermart.net  HYPERLINK "http://www.direitoonline.com.br/"www.direitoonline.com.br  HYPERLINK "http://www.infojus.com.br/"www.infojus.com.br  HYPERLINK "http://www.neofito.com.br/"www.neofito.com.br  HYPERLINK "http://www.geocites.com/"www.geocites.com  HYPERLINK "http://www.advogado.com/bibliote.htm"www.advogado.com/bibliote.htm  HYPERLINK "http://www.advogado.com.br/juris.htm(jurisprudência"www.advogado.com.br/juris.htm(jurisprudência) Associações :  HYPERLINK "http://www.aasp.org.br/"www.aasp.org.br  HYPERLINK "http://www.abami.org.br/"www.abami.org.br  HYPERLINK "http://www.ajuris.or.br/"www.ajuris.or.br  HYPERLINK "http://www.amb.com.br/"www.amb.com.br  HYPERLINK "http://www.anamatra.org.br/"www.anamatra.org.br  HYPERLINK "http://www.anamagis.org.br/"www.anamagis.org.br Editoras:  HYPERLINK "http://www.saraiva.com.br/"www.saraiva.com.br  HYPERLINK "http://www.ediforum.com.br/"www.ediforum.com.br  HYPERLINK "http://www.ltr.com.br/"www.ltr.com.br  HYPERLINK "http://www.ndj.com.br/"www.ndj.com.br  HYPERLINK "http://www.consulex.com.br/"www.consulex.com.br  HYPERLINK "http://www.justilex.com.br/"www.justilex.com.br  HYPERLINK "http://www.atlas.com.br/"www.atlas.com.br  HYPERLINK "http://www.lumenjuris.com.br/"www.lumenjuris.com.br  HYPERLINK "http://www.delrey.com.br/"www.delrey.com.br  HYPERLINK "http://www.rt.com.br/"www.rt.com.br Legislação:  HYPERLINK "http://www.planalto.gov.br/"www.planalto.gov.br  HYPERLINK "http://www.servidor.gov.br/"www.servidor.gov.br  HYPERLINK "http://www.inss.gov.br/"www.inss.gov.br  HYPERLINK "http://www.senado.gov.br/"www.senado.gov.br  HYPERLINK "http://www.camara.gov.br/"www.camara.gov.br  HYPERLINK "http://www.fazenda.gov.br/"www.fazenda.gov.br Referências desta apostila: GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002. ABNT – Associação Brasileira de Normas e Técnicas, 2003. FACTED - Faculdade de Tecnologia Equipe Darwin – Curso de Pós-Graduação Educação Especi <Y\abkäå… ¥ ? X Ý ÷ ¸ Ø ÛÜnħ¨ç HuÉìø-$a{|¬­ýþ% S Ÿ! !#T#†#•# #{$†$&&H,I, -÷ç×çÉç¿÷·÷·÷«÷¿÷¿÷Ÿ•÷•«•¿÷¿÷¿÷Ÿ÷Ž•«¿÷¿÷¿÷¿÷•÷•¿÷¿÷¿÷¿÷¿÷ hS&5CJhS&B*CJphhS&5B*CJphhS&5B*CJphhÀ B*phhS&5B*phhS&5B*OJQJphhS&5B*CJOJQJphhS&5B*CJ(OJQJphhS&B*ph8     %9:;<YZ[\abcklöíííííííííííäääääääääääâíí$ ÆŠa$$ ÆŠa$ Ë$ ÆC†"a$§ËmTzTþþþlm•¦»Ñåÿ / ; h } … ¥ Â Ã Ä Å ? öçççççÕIJççç²²²²öööö$ & F7 Æ ÐSZa$gdÀ $ & F7 ÆÐSa$gdÀ $ & F7 Æ Ð Za$gdÀ $ & F7 Æ Ð Za$$ ÆŠa$? 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