ࡱ> 9 MbjbjtMl4&&&&$,&SL'L'L'L'L'=== S S S S S S S$xT Vn1S=8===1SMBL'L'CFSMBMBMB=L'L' SMB= SMBfMBHJ|oKL'@' `$&@&KKoK\S0S]KW7BWoKMBTaxonomia dos sistemas de Memrias de Longo Prazo (MLP) associadas a um conjunto de estruturas cerebrais descrita e justificada: Tipo de memriaSub-tipo de memriaEstrutura cerebral responsvelEpisdica (eventos) Lobo temporal medial e DiencfaloDeclarativa (explcita)Semntica (fatos)Memria de Longo Prazo Habilidade e Hbitos  EstriadoPriming NeocrtexNo-declarativa (implcita) Condicionamento Clssico  Respostas Emocionais Amgdala  Respostas Esquelticas Cerebelo Aprendizagem no-associativaCaminhos reflexos Segundo Squire e Zola-Morgan (1986;1988;1991;1992;1993;1995) a memria de longo prazo est dividida em dois tipos: memria declarativa e memria no-declarativa. A dissociao entre memria declarativa (explcita) e no-declarativa (implcita) baseada em estudos de animais experimentais assim como em estudos com pacientes amnsicos e normais mostrando que memria para fatos e eventos difere de outros tipos de memria como habilidades, hbitos e priming (Squire e Knowlton, 1995, p. 825). 1- A memria declarativa referente ao conhecimento conscientemente evocvel atravs de imagens ou proposies e est subdividida, segundo Tulving (1983), em memria episdica (3) e memria semntica (4). Esta memria quase sempre flexvel e pode ser prontamente aplicada a novos contextos (Squire e Knowlton, 1995, p. 825). A lembrana pode ser declarada, isto , trazida mente verbalmente como uma proposio, ou no verbalmente como uma imagem. Seria este tipo de memria que estaria afetada em pacientes amnsicos (Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, 1993, p.128). 2 A memria no declarativa aquela na qual o conhecimento manifesto atravs do desempenho sem que o sujeito tenha conscincia de possu-lo e est subdividida em habilidades e hbitos (6), priming (8), condicionamento clssico (10) e aprendizagem no associativa (15). Esta memria geralmente adquirida aps mltiplas tentativas (com exceo ao priming e ao condicionamento de averso ao gosto que podem ocorrer aps uma nica tentativa) (Squire e Knowlton, 1995, p. 825). Pode ser considerada como a memria de procedimento de Cohen. a capacidade de adquirir gradualmente uma habilidade percepto-motora ou cognitiva atravs da exposio repetida a uma atividade especfica que segue regras constantes. Esta capacidade implcita e independe da conscincia, s podendo ser aferida atravs do desempenho do paciente. Pacientes amnsicos teriam este tipo de memria preservada. Cohen (1984) considera a memria declarativa e a de procedimento mais ou menos como sinnimos de memria explcita e memria implcita, respectivamente. (Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, 1993, p.128-128). A memria no-declarativa tende a ser inflexvel, vinculada a situao de aprendizagem e no prontamente acessada pelos sistemas de respostas que no participaram da aprendizagem original (Squire e Knowlton, 1995, p. 825). 3 A memria episdica a memria para eventos, relativa a episdios especficos, temporal e espacialmente localizados. Se refere a uma memria autobiogrfica, especfica para eventos que no podem ser repetidos. Segundo Tulving (1983) o termo memria episdica refere-se ao armazenamento de informaes pessoais que permite ao indivduo se lembrar de eventos dos quais participou no passado (Oliveira, M.G.M. & Bueno, F.A, 1993, p.129) 4 A memria semntica a memria para fatos, relativa ao conhecimento semntico sobre informaes gerais, o conhecimento impessoal de fatos relevantes. Dependendo como cada um define a memria semntica, h domnios desta que so severamente afetados na amnsia, como por exemplo a habilidade para aprender novos fatos, e h domnios desta que so relativamente preservados, como a capacidade para aprender gradual da gramtica artificial e outras habilidades (Squire e Knowlton, 1995, p. 828). 5 - Patologias nos lobos frontais podem apresentar tipos de dficits que afetam o desempenho, como por exemplo o prejuzo na memria necessria para a recordao (evocao), na metamemria (habilidade para fazer julgamentos e predies sobre a prpria memria), na ordem temporal e na lembrana de habilidades. H grande similaridade entre a amnsia dienceflica e a proveniente do lobo temporal medial. Em ambos os grupos de amnsicos as taxas de esquecimento so similares. Presumivelmente esta similaridade entre a amnsia no diencfalo e no lobo temporal medial refletem uma forte conexo anatmica entre as estruturas e sugere que estas duas regies podem ser consideradas pertencentes a um sistema funcional nico (Squire e Knowlton, 1995, p. 828). O lobo temporal medial processa informaes originrias das mais variadas regies corticais e retorna suas projees para essa mesmas reas. a rea exclusiva da memria de longo prazo que armazena a representao cortical at que ela esteja completamente desenvolvida. As mais importantes estruturas nesta regio o hipocampo, o crtex entorrinal, o crtex parahipocampal e o crtex perirrinal. A amgdala no uma parte do lobo temporal medial para a memria declarativa (Squire e Knowlton, 1995, p. 832), ela aparece como responsvel pelas respostas emocionais na memria no-declarativa. A leso conjunta bilateral do hipocampo e destas rea corticais subjacentes (poupando a amgdala) produziu um efeito deletrio maior em testes de memria do que a leso apenas no hipocampo (Squire & Zola-Morgan, 1991). O diencfalo pode ser dividido em tlamo (transmite os sinais sensoriais para o crtex; funes de anlise sensorial), hipotlamo (controla o funcionamento interno do corpo; estimula o sistema nervoso autonmico), subtlamo (funciona com os gnglios da base no controle da atividade motora no consciente) e o epitlamo. Desta forma, o diencfalo o principal responsvel por ligao semelhante entre o crebro e as partes inferiores do encfalo (Guyton, 1993, p.20). Leses em partes dos lobos temporais esto frequentemente associadas reduo da capacidade de armazenar novas memrias. Isso provavelmente resulta de dois fatores: 1) do processo usual de consolidao das memria e 2) do fato de que a rea de Wernicke, que o principal local de operaes intelectuais do crebro, fica localizada no lobo temporal (Guyton, 1993). Pacientes com amnsia do lobo temporal medial apresentam capacidade preservada de aprender tarefas que envolvam apenas habilidades motoras, perceptuais ou cognitivas, ou seja, que no exijam a lembrana de eventos especficos. 6 As habilidades e hbitos na memria no declarativa se refere as reas motoras, perceptuais e cognitivas. A descoberta de que pacientes amnsicos aprendem e lembram normalmente uma evidncia de que a memria de longo prazo declarativa no necessria para o desempenho de habilidades e hbitos. possvel que algum conhecimento declarativo desenvolvido durante a aprendizagem inicial, porm aps o aprendizado a performance permanece inalterada em pacientes amnsicos, da concluir que o desempenho apoiado pela memria no declarativa (Squire e Knowlton, 1995, p. 830). 7 O neoestriado importante para a aprendizagem de habilidades e hbitos em sujeitos humanos. O envolvimento do corpo estriado na memria de procedimento foi sugerido por Mishkin. Malamut e Bachevalier (1984). Segundo eles, o neoestriado, principalmente o ncleo caudado, teria um papel importante no estabelecimento do que eles chamam de hbito. Por suas conexes anatmicas, o neoestriado seria uma estrutura apropriada para promover ligao entre estmulos e aes, pois recebe projees de vrias reas do crtex, incluindo reas sensoriais, e envia fibras a estruturas subcorticais que fazem parte do sistema de controle dos movimentos (Mishkin & Appenzeller, 1987 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, 1993, p.130-131). 8 O priming uma subdiviso da memria no declarativa e representa a pr-ativao ou alterao do desempenho em funo do material previamente apresentado. a habilidade para enviesar uma informao, identificar ou detectar um estmulo como um resultado de sua recente apresentao, sem que o sujeito se d conta disso. Pacientes amnsicos apresentam efeitos de priming intacto para novos materiais que no apresentam representaes preexistentes. Estes resultados indicam que o priming no simplesmente derivado da ativao de representaes armazenadas na memria, mas sim baseado em traos sensorio-perceptuais criados pela apresentao do estmulo. Ambos pacientes amnsicos e normais so mais propensos a julgar um nome prprio como famoso se o nome j tiver sido apresentado recentemente (Squire e Knowlton, 1995, p. 828). 9 O locus anatmico para o priming provavelmente o neocrtex (crtex occipital, temporal e frontal). Estudos com PET (positron emission tomography) so consistentes com uma rea neocortical posterior direita para o priming na tarefa de completar palavras (word-stem completion) e mostra que esta tarefa baseada no priming visual, nos atributos ortogrficos (Squire e Knowlton, 1995, p. 829-830). 10 O condicionamento clssico ou simples subdivide-se em respostas ou associaes emocionais (11) e respostas ou associaes esquelticas (13). 12 e 14 O condicionamento clssico de respostas esquelticas depende do cerebelo, enquanto que o condicionamento de respostas emocionais depende da amgdala. O cerebelo desempenha papeis importantes no sequenciamento da atividades motoras. Ele auxilia na seqncia de atividades motoras como na monitorizao, e faz ajustes corretivos nas atividades motoras produzidas por outras partes do encfalo. Alm disso, o cerebelo auxilia o crtex cerebral no planejamento do prximo movimento seqencial com a antecedncia de frao de segundos, enquanto o movimento presente ainda est sendo executado, assim ajudando a evoluir suavemente de um movimento para o subseqente (Guyton, 1993, p. 201). O papel essencial do cerebelo no condicionamento clssico de respostas motoras (piscar o olho) foi estabelecido em coelhos (Thompson, 1986 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, 1993, p.132). Em seres humanos, o cerebelo parece desempenhar papel semelhante, pois uma leso na circuitaria cerebelar de uma paciente provocou um grande dficit na aquisio de condicionamento clssico da resposta de piscar (Solomon, Stowe & Pendlbeury, 1989 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, 1993, p.132). A amgdala responsvel pelos eventos mnemnicos que tm um significado emocional para o sujeito (Sarter e Markowitsch, 1985 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, 1993, p.122). Amgdala um ncleo complexo, situado imediatamente abaixo da superfcie do crtex cerebral, no plo anterior de cada lobo temporal. Est mantm conexes recprocas com o hipotlamo, tlamo e hipocampo. Associada ao hipotlamo, giro do cngulo e outras estruturas, constituem o sistema lmbico, substrato anatmico das emoes. A amgdala est envolvida no condicionamento clssico de recompensa e da punio a estmulos inicialmente neutros. Sua atuao muito ntima com o hipotlamo no controle de muitos padres comportamentais. Acredita-se que a funo normal de vrios ncleos da amgdala seja a de participar no controle dos padres globais do comportamento que exigido para cada situao social (Guyton, 1988, p.176). 15 Alguns autores agrupam o condicionamento clssico e operante em uma nica categoria chamada de aprendizagem associativa em que o organismo exposto a dois tipos de eventos, ou seja, US-CS no condicionamento clssico e estmulo-reforo no condicionamento operante e reservam a denominao de aprendizagem no associativa para aquelas condies em que o organismo exposto a apenas um tipo de estmulo (Brando, 1991, p.59). A aprendizagem no associativa simples e rudimentar. Tem-se como exemplo a pulsao, a orientao, toda resposta de sobressalto do corpo, o olhar para o lado, etc, que ocorre com repetidas apresentaes do estmulo (luz, choque, aroma, gosto). A habituao a forma mais elementar da aprendizagem no associativa e a mais difundida de todas as formas de aprendizagem. Atravs da habituao os animais, incluindo os seres humanos, aprendem a ignorar os estmulos que perderam o significado ou a caracterstica do novo. A habituao considerada como sendo o primeiro processo de aprendizagem em crianas e comumente usada para estudar o desenvolvimento de processos intelectuais como a percepo e a memria (Brando, 1991, p.59) A sensibilizao (ou sensitizao) tambm conhecida como pseudocondicionamento um processo mais complexo, no qual o animal aprende acerca das propriedades de um estmulo nocivo. Aps ser submetido a um estmulo desta natureza,, o animal aprende a fortalecer seus reflexos defensivos durante um certo perodo, de forma que, mesmo estmulos incuos (uma estimulao tctil moderada, por exemplo) apresentados em substituio ao estmulo nocivo induzem uma resposta vigorosa por parte destes animais (Brando, 1991,p. 60). Qualquer organismo apresenta para sua adaptao a sensitizao (aumento da responsividade) e a habituao (diminuio da responsividade) do sistema nervoso central aos estmulos. Esses dois tipos de aprendizagem no-associativa foram investigados por muito tempo em invertebrados (Especialmente o molusco Aplysia) que so organismos muito simples ( Miller & Eckerman, 1986, p.97-98). 16 Os caminhos reflexos so responsveis pela aprendizagem no-associativa. Hipteses que testaram a influncia dos neurotransmissores GABA e acetilcolina sob a memria: GABA O armazenamento da informao ( processo chamado de memria) depende das sinapses. Certos tipos de sinais sensoriais passam por seqncias de sinapses, essas sinapses ficam mais capazes de transmitir, de novo, esses mesmos sinais, num processo chamado de facilitao (Guyton, 1993, p.79). Benzodiazepnicos (BZDs) atuam em especficos receptores neurais facilitando a transmisso do cido gamma-aminobutrico conhecido como GABA, o principal neurotransmissor inibitrio do crebro. Como o diazepam, lorazepam, midazolam e outros 30 compostos similares, os BZDs atuam como agonistas do GABA. O termo benzodiazepnicos pode ser usado para se referir a todos esses agonistas do GABA (Curran em Gazzaniga, 2000, p. 799) . Doses de BZDs ou escopolamina podem produzir amnsia antergrada (distrbio de reteno) dependendo da dosagem e rota de administrao, das avaliaes de memria usadas, dos tempos ps-administrao da droga nos quais a informao apresentada e recuperada, das caractersticas dos sujeitos da populao testada, e o benzodiazepnico especfico utilizado (Curran em Gazzaniga, 2000,p.799). Em geral, tarefas que requerem a lembrana de poucos itens por um perodo de segundos (Ex: digit span, block span) no so afetados pelos BDZs ou escopolamina apenas em tarefas mais complexas onde a informao manipulada enquanto est sendo retida. BDZs e escopolamina prejudicam o desempenho em tarefas que necessitem da memria episdica. Seus efeitos so vistos apenas na administrao antes da tentativa de aprendizagem, mas no depois da aquisio. (Curran in Gazzaniga, 2000, p.799). BDZs no afeta a memria procedural em tarefas perceptuais, ou seja, o priming em tarefas perceptuais fica intacto, porm os BDZs afetam a memria explcita ou declarativa (Curran in Gazzaniga, 2000,p.800). Polster, Gray, OSullivan, McCarthy e Park apresentaram um estudo no British Journal of Anaesthesia, 1993; vol.70, p. 612-616 sobre uma comparao dos efeitos sedativos e amnsicos do midazolam e do propofol em 35 sujeitos sadios voluntrios com idade entre 18 e 40 anos. Esses sujeitos foram testados em 7 grupos de 5 pessoas usando midazolam, propofol e placebo em duas sesses. Os pesquisadores mediram os efeitos sedativos pelo tempo de reao imediatamente antes e depois da aplicao da injeo e 1h aps o comeo de uma contnua subsequente infuso. A memria foi medida trs vezes usando dois testes de memria: facilitao perceptual para medir a memria implcita e reconhecimento para medir a memria explcita. Aps as doses aplicadas por injeo e aps 1h de contnua infuso, o propofol e midazolam tiveram efeitos cognitivos similares. As doses e a infuso de ambas as drogas produziram nveis similares de sedao, por isso diferentes nveis de amnsia (no atribudos as diferenas na sedao). As drogas tiveram pequeno efeito no desempenho no teste de memria implcita uma vez que nem o propofol nem o midazolam afetaram o desempenho na facilitao perceptual. Esta aparente inabilidade do midazolam e do propofol em prejudicar a memria implcita sugere que a formao de memria inconsciente no pode ser perdida. Entretanto, midazolam, que um benzodiazepnico que facilita a ao do GABA, teve um efeito amnsico mais profundo que o propofol no teste de reconhecimento que avalia a memria explcita. Os achados confirmam que o propofol tem propriedades amnsicas, mas no to profundas quanto o midazolam. Acetilcolina Chatterjee, Morris, Bowers, Williamson, Doty e Heilman em 1993 apresentaram um estudo sobre tratamento colinrgico de um homem amnsico com uma leso no prosencfalo basal. Diante da importncia do sistema colinrgico para a aprendizagem e memria, eles buscaram agentes teraputicos que pudessem reverter os danos cognitivos no prosencfalo basal. A grande populao de clulas colinrgicas no prosencfalo basal tem sido implicada em uma srie de processos fisiolgicos e comportamentais. Na doena de Alzheimer, ocorre uma reduo considervel de enzimas que sintetizam acetilcolina no prosencfalo basal e o ncleo basal de Meynert sofre uma degenerao profunda e seletiva. A eficcia do aumento colinrgico na doena de Alzheimer pode ser limitada porque outros mecanismos alm da deficincia colinrgica, contribuem para a amnsia nessa doena, como por exemplo, deficincia em outros neurotransmissores como a noradrenalina, serotonina e somatostina. O hipocampo uma estrutura crtica para o funcionamento normal da memria e a localizao estrutural de neuropatologia em seus lugares de maiores inputs e outputs pode isol-lo do resto de uma grande rede neural mediando a memria. O aumento colinrgico no alteraria essa patologia estrutural, e ento o melhoramento da memria seria modesto. Hiptese: se uma deficincia colinrgica pode causar amnsia e pacientes com Doena de Alzheimer que so amnsicos tm deficincia colinrgica, ento o aumento colinrgico potencialmente reverteria ou atenuaria o distrbio de memria. Para isso fizeram tentativas usando drogas para aumentar o sistema colinrgico em um homem amnsico com uma discreta leso localizada na banda diagonal de Broca direita uma vez que essa regio fornece muitos dos inputs colinrgicos para o hipocampo e por isso provvel que sua amnsia tenha resultado de um deficincia colinrgica no circuito septo-hipocampal. Na ausncia de uma histria prvia de demncia, improvvel que ele tenha deficincia noradrenrgica ou serotoninrgica. Tambm improvvel que ele tivesse acmulo de placas senis ou emaranhados neurofibrilares contribuindo para danos cognitivos. Colinrgicos (colinesterase: destruio da acetilcolina que um neurotransmissor excitatrio secretado pelos terminais neurais)Agonistas (a favor inibe a anticolinesterase)Antagonistas (contra que destri)PhysostigminaEscopolaminaNerve gas (sarine) que enche o pulmo de fluidosAtropina A escopolamina causa dano na memria de sujeitos normais porque um antagonista colinrgico. A physostigmina pode reverter agindo como inibidor da anticolinesterase. Neste caso, os pacientes respondem de maneira variada, e registros da eficcia dessa droga no so consistentemente replicados. Mesmo quando h melhoramento na memria foi registrado, os resultados foram modestos e com significncia clnica duvidosa. A hiptese de que deficincia colinrgica patolgica causando amnsia pode ser revertida pelo aumento colinrgico farmacolgico da administrao da physostigmina foi testada e a tentativa falhou em demonstrar uma reverso ou melhoramento na amnsia porque o paciente apresentou uma curva de resposta a dose em forma de U invertido significando que ele recebeu o benefcio clnico mximo da physostigmina, mas que depois a taxa de respostas decai e o padro de melhora consistente com o padro de prejuzo induzido em sujeitos pelo bloqueio colinrgico (diminuio da recordao verbal e nenhuma mudana na no-verbal). Este estudo mostrou que a recuperao da memria envolve uma reativao de estruturas neurais espalhadas. Evocar efetivamente uma memria envolveria a coordenao de um padro especfico de disparo com caractersticas espaciais (que estruturas do crebro so ativadas) e temporais (em que ordem elas so ativadas). O aumento colinrgico com physostigmina aumenta a concentrao sinptica da acetilcolina e aumenta a probabilidade de disparo ps-sinptico, porm, simplesmente aumentar esta probabilidade sem controle especfico do seu padro temporal pode ser insuficiente para restaurar a funo hipocampal na codificao e evocao de memrias especficas. Deve haver um nvel de dano colinrgico mnimo onde o prejuzo da memria possa ser beneficiado pelo aumento colinrgico. Esse melhoramento mnimo, talvez, ajude na recuperao imediata de memrias passageiras que so frgeis para resistir a dissoluo atravs do tempo. - Taxonomia referente as medidas de alguns testes neuropsicolgicos sob os sistemas de memria de curto e longo prazo e seus sub-tipos. As avaliaes neuropsicolgicas descrevem a funo cognitiva em termos dos comportamentos relevantes. Fornecem uma medida de como os indivduos interagem com o ambiente para satisfazer suas necessidades. A inteligncia um aspecto importante nesta funo adaptativa, mas ela fortemente dependente da instruo e das experincias de vida. Em geral no imediatamente influenciada por alteraes cerebrais orgnicas, e, consequentemente, nem sempre pode predizer o funcionamento potencial de uma pessoa (Chaves, M.F.F.,1993, p.141). Testes neuropsicolgicos colocam o indivduo numa situao estruturada que requer a ativao de um processamento de informaes novas que envolve esforo (Chaves, M.F.F.,1993, p.141). O Mini Mental o teste de triagem de alteraes cognitivas mais amplamente utilizado (Chaves, M.F.F.,1993, p.141). Ele avalia orientao, registro, recordao, ateno, clculo, linguagem e tarefas de construo visual. Tipo de memriaTeste neuropsicolgicoCitao bibliogrfica1. Memria de curto prazoa) Desempenho em testes de capacidade de memria (span) ou atravs do efeito de recncia em testes de recordao livre de palavras. b) Repetio de dgitos (digit span) onde o desempenho adequado garante que o sujeito capaz de responder a um estmulo verbal e manter a ateno pelo perodo de tempo requerido para a repetio dos dgitos.a) Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.120, 1993. b)Chaves, M.F.F.,1993, p.146).  2 - Memria de Longo Prazo Tipo de memriaTeste neuropsicolgicoCitao bibliogrfica2.1. Memria declarativa ou memria explcitaTarefa de reconhecimento de palavras j vistas onde os sujeitos devem apontar, no meio de lista, as palavras apresentadas anteriormente. Martone, Butters e Payne, 1984 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, 1993, p. 131.2.1.1. Memria declarativa episdicaTeste de Dados Autobiogrficos que um teste de eventos, fatos e datas importantes da vida do prprio indivduoChaves & Izquierdo, 1986; Chaves & Izquierdo, 1992 em Chaves, M.F.F.,1993, p.144). 2.1.2. Memria declarativa semnticaVerificar se os sujeitos sabem o nome do atual presidente, se tm memria de reconhecimento para o rosto de pessoas que se tornaram famosas recentemente. Usar o WAIS-R (Wechsler Adult Intelligence Scale) e WMS-R (Wechsler Memory Scale).Baddeley, 1984 em Eysenk & Keane, 1994, p. 167 Neurology, 1996; 47:592-599.  2.2. Memria no-declarativa ou memria implcitaTeste da Escala de Memria de WechslerChaves, M.F.F.,1993, p.144-145). 2.2.1. Memria no-declarativa - habilidades e hbitosa)Tarefas de perseguio de um ponto giratrio, de traado bimanual, escrever ou ler palavras invertidas por um espelho, solucionar o jogo da Torre de Hani. b) Costurar vestidos, bilhar, labirintos traados com o dedo, rastrear um alvo mvel sob um rotor de perseguio, completar quebra-cabeas, desenhar com um auxlio de um espelho. Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.120, 1993. Parkin, 1987 em Eysenk & Keane, 1994, p. 1602.2.2. Memria no-declarativa PrimingApresentar uma lista de palavras e subsequentemente testar os sujeitos atravs de dois testes: reconhecimento, no qual o sujeito deve identificar no meio de vrias palavras quais foram apresentadas anteriormente e completamento de palavras, no qual so dadas as letras iniciais para que se forme a palavra completa.Warrington e Weiskrantz, 1970, em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.119, 1993.2.2.3. Memria no- declarativa Condicionamento clssicoTestar a resposta de piscar o olhoWarrington e Weiskrantz, 1979 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.120, 1993.2.2.4. Memria no-declarativa Aprendizagem no associativaa) Avaliar a resposta de sobressalto (response startle) a estmulos sensoriais para ambas as respostas de habituao (aumento na responsividade) e sensitizao (diminuio da responsividade ao estmulo). A amplitude da resposta deve ser a mesma no comeo e no final da testagem. b) Mini Mental State Examination (Mini Exame do Estado Mental) pois este mede a orientao, ateno. Orientao temporal: dia do ms, ano, dia da semana, estao do ano e Orientao espacial: cidade, estado, pas, local. Espera-se que pessoas normais acertem todas as questes. a) Adams & Buelke-Sam, 1981 e Cabe e Eckerman, 1982. b) Folstein, Folstein & McHugh, 1975 em Chaves, M.F.F.,1993, p.147).  Taxonomia comparativa de desempenhos para as patologias de Aneurisma de artria comunicante anterior, Doena de Alzheimer, Sndrome de Korsakoff, Parkinson e Coria de Huntington sob os sistemas de memria de curto e longo prazo e seus sub-tipos. Aneurisma da Artria Comunicante anterior Aneurismas cerebrais ou IntracranianosAneurisma da Artria comunicante posterior ou da cartida interna Patologias da Sndrome Amnsica Doena de Alzheimer Sndrome de Korsakoff DemnciasMal de Parkinson Coria de Huntington  Esclerose mltiplaPatologiaSintomatologia/Etiologiareas afetadasDesempenhoMemria prejudicadaAneurisma de artria comunicante anterior (AcoA)Cefalia de incio agudo, acompanhada de vertigens, vmitos e graus variados de baixa da conscincia e convulses. As cefalias sbitas intensa e as convulses geralmente esto associadas a ruptura do aneurismaLeses da rea prosenceflica basal, como septo, ncleos da banda diagonal de Broca, ncleos accubens, frnix e cngulo, alm de rea hipotalmicas ventral e anterior.Exibem uma preservada capacidade para tarefas de reconhecimento de material verbal, de pr-ativao (priming) e testes de memria de procedimento (Bondi et al, 1993; DEsposito et al, 1996; Hanley et al, 1994). Favorece confabulaes e mudanas de personalidade (De Luca & Diamond, 1995)Memria declarativa avaliada em tarefas de livre recordao verbal de longo prazo e recuperao visuo-espacial imediata e marcante sensibilidade imediata em testes de inibio pr-ativa de material verbalDoena de AlzheimerDemncia degenerativa primria que aparece tanto na idade pr-senil (65 anos) quanto na senil e envolve uma interao entre fatores genticos e ambientais. A pr-disposio gentica leva a deficincia dos sistema inunolgico acentuada com o envelhecimento pode ser a causa para a degenerao do sistema olfativo e assim facilitando a entrada do vrus ou toxina no crebro pela via nasal.Hipocampo, crtex, reas prosenceflicas, como ncleo de Meynert, cngulo e possivelmente corpos mamilares, alm de alteraes neuroqumicas primordiais no sistema colinrgico e outras alteraes no sistema dopaminrgico e serotoninrgico.Preservada aprendizagem de habilidades motorasMemria declarativa episdica e severo prejuzo da semntica e no priming da memria de procedimentoSndrome de KorsakoffCausada por deficincia de tiamina, geralmente secundria e desnutrio associada com alcoolismo crnico (Butters, 1985; Lishman, 1981; Victor et al, 1971 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.123, 1993).Diencfalo, mais o ncleo medial dorsal do tlamo e os corpos mamilares no hipotlamo. Diminuio nos nveis de norepinefrina no hipocampo e crtex entorrinal, acetilcolina no prosencfalo basal, vasopressina no diencfalo, GABA, glutamato, aspartato e h aumento de serotonina no tlamo. Atrofia de regies neocorticais.Capacidade de inteligncia e percepo, preservao da memria de procedimento. Amnsia antergrada e retrgrada (mais notvel) (Butters, 1985; Shimamura & Squire, 1986 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.123-124, 1993). Se beneficiam do efeito de pr-exposio (Simamura, 1986 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.124, 1993.) e aprendem habilidades percepto-motoras (Brooks & Baddeley, 1976 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.124, 1993). No percebem que tm problemas de memria e confabulam (Parkin, 1984 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.126, 1993) introduzindo na conversao elementos vividos em diferentes perodos da sua vida (paramnsicas), onde os lugares e os personagens esto embaralhados. Bom desempenho na tarefa de ler as palavras invertidas (Martone, Butters e Payne, 1984 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.131, 1993). Memria declarativa. No existe consenso se afeta a memria de curto prazo (Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.124, 1993).Mal de ParkinsonDificuldade em iniciar movimentos (hipocinesia) pela rigidez da musculatura esqueltica por tremores de repouso que desaparecem durante o sono. Tm humor deprimido, dificuldade de mudar de uma ao para outra, tanto no nvel motor quanto no cognitivo.Via dopaminrgica nigro-estriatalAprendem habilidades perceptuais visuais. Testes de memria declarativa permanece intacto Saint-Cyr et al, 1988 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.132, 1993).Memria de procedimento testada atravs da Torre de Hanoi simplificada e aquisio de tarefas de habilidades motoras (Saint-Cyr, 1988 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.132, 1993).Coria de HuntingtonTransmitida geneticamente e resulta em uma atrofia progressiva dos gnglios da base. Presena de movimentos coreiformes (hipercinesia), movimentos repetitivos com a boca e a lngua, membros do tronco que o paciente no consegue controlar.Estriado que atinge a via do neurotransmissor GABA que inibe os neurnios dopaminrgicos que do origem a via nigro-estriatal.Tarefas de reconhecimento prximo ao normal (Butters, 1985 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.120, 1993). Memria de procedimento, memria declarativa em alguns testes que envolvem recordao livre Butters, 1985 em Oliveira, M.G.M. & Bueno, O.F.A, Psicologia USP, So Paulo, p.131, 1993).  MemriaTipo de memriaSub-tipo de memriaPatologia com dficit neste sub-tipo de memriaPatologia com desempenho normal neste sub-tipo de memria Memria de curto prazoCurto prazoH divergncias para a Sndrome de KorsakoffH divergncias para a Sndrome de KorsakoffEpisdica (eventos)ACoA, Doena de Alzheimer, Snd. de Korsakoff, Coria de Huntington Mal de ParkinsonDeclarativa (explcita)Semntica (fatos)ACoA , Doena de Alzheimer, Snd. de Korsakoff, Coria de HuntingtonMal de Parkinsonmemria de Longo Prazo Habilidade e Hbitos  Mal de Parkinson Doena de Alzheimer, ACoA, Sndrome de Korsakoff, Coria de HuntingtonPriming Doena de Alzheimer, Sndrome de KorsakoffACoA, Sndrome de Korsakoff, Coria de Huntington No-declarativa (implcita) Condicionamento Clssico Mal de Parkinson ACoA, Doena de Alzheimer, Sndrome de Korsakoff, Coria de Huntington Aprendizagem no-associativaMal de ParkinsonACoA, Doena de Alzheimer, Sndrome de Korsakoff, Coria de Huntington.  Dado experimental descrito com infra-humanos ou no-humanos que auxiliou na discusso de sistemas de memria. McKee e Squire em 1993 mostram em um artigo On the development of declarative memory - divulgado pelo Journal of Experimental Psychology um experimento envolvendo um estudo sobre a memria declarativa. Eles afirmam que pacientes amnsicos provem um caminho favorvel para avaliar o tipo de memria que apoia o desempenho em qualquer tarefa particular. Em pacientes amnsicos podem ser medidas as alteraes quando o desempenho depende dos danos amnsicos das estruturas cerebrais lmbico-dienceflicas (as estruturas importantes para a memria declarativa). Se fosse localizado um desempenho intacto seria uma poderosa evidncia que a tarefa independente dessas estruturas cerebrais e pode ser apoiada pela memria no-declarativa (implcita). No caso da tarefa de comparao visual de pares, um achado de alterao do desempenho nesta tarefa em pacientes amnsicos poderia sugerir que a tarefa depende da memria declarativa. Alternativamente, um achado de desempenho intacto poderia sugerir que a tarefa depende da memria no-declarativa. A tarefa de comparao visual entre pares tem sido muito utilizada para demonstrar habilidade na memria de infantos. Estas pequenas crianas (bebs) olham pares de figuras e depois olham novas figuras emparelhadas com as que viu antes. A memria demonstrada quando estes infantos passam mais tempo olhando as novas figuras que as velhas. Experimento 1a: Sujeitos normais observavam 24 diferentes pares de figures coloridas de revistas (duas idnticas figuras para cada par). Depois, sujeitos observavam um segundo set de 24 pares de figuras, cada qual consistindo de uma j apresentada previamente e outras nova figura. Cinco grupos separados de dez sujeitos em cada foram testados com atraso de 2 minutos, 1h, 4h, 6-8h, e 24h. A medida de interesse foi o tempo relativo gasto olhando para as novas figuras em cada par. Experimento 1b: Para examinar a validade do mtodo para medir o tempo que cada sujeito passava observando as novas figuras foi testado um novo grupo de sujeitos na tarefa de comparao visual de pares. Neste experimento, as medidas feitas por cada observador foram comparadas com as medidas obtidas independentemente por dois avaliadores que estimaram o tempo de observao com base em gravaes concorrentes de videotape dos mesmos sujeitos. Experimento 2a: Neste experimento, foram testados pacientes amnsicos e um novo grupo de sujeitos normais na mesma tarefa. Onze pacientes amnsicos e dez sujeitos controles foram testados em duas diferentes sesses com atraso de 2min e 1h, usando o mesmo procedimento do experimento 1a. Aps, numa terceira sesso, os sujeitos eram testados novamente, mas neste caso, eles eram perguntados no final de 1h aps a sesso para apontar o novo item de cada par (teste de reconhecimento com duas escolhas) Experimento 2b: Finalmente, foi considerada a possibilidade de uma performance fraca nos pacientes amnsicos na tarefa de comparao visual de pares ser devida mais a uma alterao na reao novidade do que um prejuzo na memria. Uma vez que a memria imediata (curto-prazo) est intacta na amnsia, estes pacientes deveriam exibir uma preferncia normal para o novo item em cada par se o intervalo de atraso entre a fase de apresentao e a fase de teste fosse rigorosamente reduzida. Ento, foram testados pacientes amnsicos e sujeitos normais em uma verso de comparao imediata da tarefa de comparao visual de pares. Em cada tentativa experimental, os sujeitos primeiro observavam um par de figuras idnticas e imediatamente observavam a figura antiga junto com a figura nova. Foi atentado para que fosse apresentado cada tentativa da tarefa de comparao visual de pares dentro do espao que ocorre a memria de curto prazo. Discusso geral: Os resultados indicaram que o efeito de familiaridade no tempo de observao marcadamente diminuda na amnsia humana. O prejuzo no desempenho de pacientes amnsicos no pode ser atribuda a uma dificuldade na percepo ou em outra resposta a novidade porque os pacientes exibiram respostas normais para a novidade quando era curto o intervalo entre a primeira e a segunda apresentao de cada item. Conclui-se que o desempenho na tarefa de comparao visual entre pares dependente da integridade da estrutura cerebral lmbico-dienceflica que est alterada na amnsia e essencial para a memria declarativa. Danos no hipocampo em animais experimentais tambm prejudicam o desempenho em tarefas de memria com uma tentativa que dependem de alternao espontnea e explorao do objeto. Outros estudos j haviam demonstrado em adultos que a memria declarativa responsvel pelo desempenho na tarefa de comparao visual entre pares. Entretanto o sucesso deste estudo se mostra importante pois estende os achados para os infantos (bebs) o que pode refletir uma precoce capacidade para a memria declarativa. Se essa idia estiver correta, ento este sistema de memria deve ser funcional, para pelo menos algum estgio da vida inicial dos indivduos. A ausncia ou o desenvolvimento lento deste sistema no pode ser considerado uma amnsia infantil. A capacidade para formar e manter memrias declarativas limitada mais pela maturao das reas neocorticais, as quais acredita-se que so os depsitos da memria permanente, do que pela taxa de maturao das estruturas lmbico-dienceflicas que so essenciais para a memria declarativa. Esta perspectiva propes contatos entre a considerao neurolgica da amnsia infantil e da psicologia cognitiva que enfatiza a maturao gradual da cognio, a emergncia de habilidades e estratgias para organizao da informao nos sistemas de conhecimento, o desenvolvimento da linguagem e o crescimento da identidade individual.  !$%;<?Vyz|MNK^ m # ""u&~&''))----z/|/0011ʰ56CJOJQJ#j5CJOJQJUmHnHu5CJOJQJCJ jCJOJQJUmHnHu 56>*CJ56>*CJOJQJ CJOJQJ6CJOJQJAs{$$IfFr &#2N\24 Fa $$Ifa$ & F M !"#$y}$$IfF4r &#2N\`24 Fa $$Ifa$ $%&'19:;<VWXmno\yyyyyyyyyyyy $$Ifa$}$$IfF4r &#2N\ 4 Faopyz}~zdz{$$IfFr &#2N\24 Fa $$Ifa$w$$IfF4=r &#`2``N\24 Fa $$Ifa$ :;Mw$$IfF4=r &# \24 Fa $$Ifa$ MNQRSCD m vw{{{{`{$$IfFr &#2N\24 Fawqrko  ""<&''i(j()-00C3.5;78899`1l8s8889p9q9v9::??FGL%LnOzO|OOOOEPFPaPbPPP\XX\\\]^^!_"_P_,`-`R`aa=aawbybbbb-cddd!effggggjjjzk~kԺԺ CJmH sH  56CJCJ56CJOJQJCJOJQJmH sH 5>*CJOJQJ5CJOJQJ6CJOJQJ CJOJQJC9p9q9v9:E<=@^CFFGGLmOnO|OO $$Ifa$`$a$ & FOO!PEPFPTPT4pi$$IfF0b#R04 Fa $$Ifa$X$$IfF4##04 FaTPaPbPPPPDRT[X\XXXZ[\ & F`i$$IfF0b#R04 Fa $$Ifa$\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ $$Ifa$$a$`\\]]Z^^^^^^^^ _!_tyyyyyywuyyy $$Ifa$|$$IfFFO1+{8"J 0    4 Fa !_"_P__,`-`R``aaa=aa,yyyyyyyyl $ & F$Ifa$ $$Ifa$|$$IfFFO1+{8"J 0    4 Fa a*bYbwbxbybbbbbbhf]]]]h  $$Ifa$|$$IfFFO1+{8"J 0    4 Fa $ & F$Ifa$ $ & F$Ifa$ b-ccdddd!e]fffg(glHl(|$$IfFFO1+{8"J 0    4 Fa $ & F$Ifa$ $$Ifa$ (gggghj9j~jjjjjjzky ywwwr & F|$$IfFFO1+{8"J 0    4 Fa $$Ifa$ zk{k|k}k~kkkkkkkkkkkkllX$$IfFF y6  Y9    4 Fa $$Ifa$$If~kkkkkkkkkll!lAlWlXlYlsltlwlxllllllllmmImpppssszzzI}J}_}9:<Ɓǁȁ236‚+,/ƒÃă=>? 56CJ56CJOJQJ#j5CJOJQJUmHnHu5CJOJQJCJ CJOJQJ jCJOJQJUmHnHuGllAlBlClWlXlZl[l\lrlsltlxlllllpd$If $$Ifa$X$$IfFF y6  Y9    4 Falllllllllllllllmm`HX$$IfFF y6  Y9    4 Fa $$Ifa$$IfmmImnnopppJrZhQQQQQZt QQ $$Ifa$$$IfTFrw. ;D  *( 04 Fa Jr:sisssstv`v wQ$$IfTFrw. ;D  *( 04 Fa $$Ifa$ wJyyyzzzz{{Q $$IfTFrw. ;D  *( 04 Fa $$Ifa$ {{u|I}J}_}N~~WXQ $$IfTFrw. ;D  *( 04 Fa $$Ifa$ XQOOOOOO$$IfTFrw. ;D  *( 04 Fa $$Ifa$ %5Ifz$If $$Ifa$ Ѐ܀݀ 9 zzzzz $$Ifa${$$IfFr % 924 Fa9:=>HRāŁƁyyyyyyyxyyyyy $$Ifa$}$$IfF4r % 924 FaƁǁɁʁԁ܁!2 $$Ifa$j$$IfF4\  92p#4 Fa23MNOdefwx4yyyyyyyyy $$Ifa$}$$IfF4r % 924 Fa ÂĂ̂͂+,0@LM]fzzzzzz\zzzzzz $$Ifa${$$IfFr % 924 FafghyzƒÃŃƃ=w$$IfF4hr % 924 Fa $$Ifa$ =>?~ʈ#ōoϘ|vvvvvvvvv` & F{$$IfFr % 924 Fa ?;#2ōӍˏo~M>*CJOJQJ CJOJQJ6CJOJQJϘJKM`(&P . 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