ࡱ>   9 bjbjpl " ~~~D>>>>>V4@@@@4@_C_C_CUUUUUUU$SW sYU~_CC@_C_C_CUG..@4@UGGG_CR.8@~4@UG_CUGxGyMMf~N4@@ <0@9>CMNU0VMYF4YNG....CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE BRASLIA FACULDADE DE FILOSOFIA, CINCIAS E LETRAS DO DF CURSO: PSICOLOGIA (NOTURNO) DISCIPLINA: PSICOPATOLOGIA I PROFESSORA: VRGINIA TURRA 7 SEMESTRE/ 1999  ADRIANA MAIA 900546/1 ADRIANA PEPINO 955525/7 ANA PAULA 960580/1 RIKA MARIA 960591/0 MEG GOMES 960607/6 VERA LCIA 910495/2 JUNHO,1999 INTRODUO Todos os questionrios foram feitos tendo como base o modelo abaixo, sendo que em cada um deles houve a liberdade para o entrevistador complementar com mais algumas perguntas, se necessrio, no decorrer da entrevista com os bombeiros. Ressalta-se que aps o relato de cada entrevista existe um comentrio e um relao dos dados colhidos com alguma teoria psicopatolgica. H tambm ilustraes de alguns dados em forma de tabelas e grficos. ( Amostra O presente trabalho teve como amostra 20 bombeiros militares do Distrito Federal. Todas as entrevistas foram feitas com pessoas do sexo masculino. ( Justificativa A justificativa da escolha desses profissionais para esta pesquisa, se deve ao fato de que estes esto constantemente em contato com as pessoas que sofrem com a doena mental em estudo: a loucura. QUESTIONRIO( 1. Idade: __ __ anos. 2. Sexo: ( ) M ( ) F 3. Estado Civil: ( ) Solteiro(a). ( ) Separado(a) ou divorciado(a). ( ) Vivo(a). ( ) Casado(a) ou vivendo com companheiro(a). 4. Naturalidade: __________________________________________________ UF:__ __ 5. Local de residncia. ( ) guas Claras. ( ) Guar. ( ) Riacho Fundo. ( ) Asa Norte. ( ) Lago Norte. ( ) Samambaia. ( ) Asa Sul. ( ) Lago Sul. ( ) Santa Maria. ( ) Brazlndia. ( ) Ncleo Bandeirante. ( ) So Sebastio. ( ) Candangolndia. ( ) Parano. ( ) Sobradinho. ( ) Ceilndia. ( ) Park Way. ( ) Sudoeste. ( ) Cruzeiro/Octogonal. ( ) Planaltina. ( ) Taguatinga. ( ) Gama. ( ) Recanto das Emas. ( ) Outra (especifique): ______________________________________________________ 6. Escolaridade: ( ) No alfabetizado( ) Superior incompleto. Curso: __________________________( ) 1(grau incompleto( ) Superior completo. Curso: ___________________________( ) 1(grau completo( ) Ps-graduao incompleta. Especifique: ________________( ) 2(grau incompleto ________________________________________________( ) 2(grau incompleto( ) Ps-graduao completa. Especifique: _________________ ________________________________________________ 7. Trabalho: _______________________________8.Renda Mensal: R$ ______________ 9. Sua casa : ()Alugada()Prpria()Cedida()Outros 10. Quantas pessoas moram em sua casa (contando com voc)? __ __ 11. Entrevista * Para voc, o que loucura? * Para voc, qual a diferena principal entre uma pessoa louca e uma pessoa normal? * Para voc, qual a causa da loucura? * D exemplos de comportamentos tpicos de loucura: ENTREVISTAS E COMENTRIOS FEITOS A PARTIR DE ALGUMAS TEORIAS PSICOPATOLGICAS ENTREVISTA 1: 27 anos, casado, natural de Alvorada do Sul - PR, morador de Ceilndia em casa alugada e com mais 2 pessoas, 2 grau completo e renda mensal de R$ 950,00. Acha que a loucura so distrbios psiquitricos. A pessoa age fora do que se considera normalidade, realidade. Tem atitudes extremas como matar sem motivos. No sente pena de si mesmo, nem dos outros. No se relaciona com o meio, com os outros, o que ela vive diferente do que vivemos. H os que se isolam porque os outros no fazem parte de seu mundo. H vrios tipos de loucos: os agressivos, rejeitados, isolados ou com alegria anormal. A diferena principal so as atitudes desta pessoa: so muito agressivas ou muito diferentes. Algumas loucuras no so detectveis facilmente, hoje em dia, pela agressividade normal do mundo, fica difcil diferenciar o louco do normal. A causa um choque emocional, um fato muito marcante, principalmente na infncia. Na fase adulta pode ocorrer por estresse ou rejeio, quando a pessoa alimenta a dificuldade de lutar para sair dela. ANLISE DA ENTREVISTA 1: Analisando as respostas deste primeiro questionrio, percebe-se a predominncia da teoria cognitivista, pois esta leva em considerao as informaes adquiridas sobre a pessoa e o seu meio, alm tambm de afirmar que, o ponto de vista negativo sobre si mesmo implica na crena que somos inadequados e indignos de confiana: ... no se relaciona com o meio, com os outros, o que ela vive diferente do que vivemos. H os que se isolam porque os outros no fazem parte do seu mundo. A teoria cognitivista faz referncia ao conjunto dos processos pelos quais uma pessoa adquire informaes sobre si prpria e seu meio, assimiliando-as para pautar seu comportamento. O funcionamento humano seria entendido em termos de como a informao proveniente do meio e a informao interna so tratadas e utilizadas. O sujeito assim concebido como um sistema de tratamento da informao. Ainda, a referncia ao estresse que a pessoa alimenta em si pode ser avaliada dentro da teoria ecossistmica uma vez que esta considera a interao ou relao entre a pessoa e a situao. Seria considerado todo acontecimento, objeto ou processo que suscita um estado de mudana num sistema organsmico. Hans Selye descreveu a sndrome geral de adaptao como uma resposta humana universal e invarivel, qualquer que seja o estressador que a engendre. ENTREVISTA 2: 36 anos, casado, natural de Braslia, morador de Taguatinga com casa prpria e com mais 3 pessoas, 2 grau completo e renda mensal de R$ 1.040,00. O entrevistador acha que loucura o estado de viver em desacordo com a sociedade no aceitando e no obedecendo as regras. No sabe ou no percebe seus direitos de cidado. A loucura pode ser uma doena cerebral que tira o indivduo do mundo real pois ele no vive o que os outros vivem. Uma pessoa normal vive de acordo com a sociedade, mesmo no exemplo de matar algum ele sentir culpa, j o louco age de forma contrria ao mundo real imposto e no respeita a vida do prximo, matando, ferindo sem culpa. A loucura pode ter vrias causas: problemas genticos; uso de drogas, j que o consumo deterioriza o crebro e a pessoa no tem mais o controle de pensamentos e do que real; traumas emocionais como a perda de entes queridos em pessoas mais fracas psicologicamente, no aceitando situaes to delicada, preferindo a loucura para suportar a dor e traumas fsicos como grandes pancadas na cabea, tiro, etc, que causem prejuzo cerebral. ANLISE DA ENTREVISTA 2: Nesta segunda entrevista aborda-se uma grande variedade de teorias. A primeira referenciada foi a social por enfatizar o papel dos fatores sociais na etiologia das manifestaes psicolgicas e nas repercusses da doena mental sobre as relaes do paciente com seu ambiente social: ... o estado da pessoa viver em desacordo com a sociedade, no aceitando e no obedecendo regras (...) a pessoa normal vive de acordo com a sociedade... O entrevistado enfatizou tambm que a loucura pode ser uma doena cerebral, ter causas genticas ou traumas fsicos, nesta citao est inserida a teoria biolgica pelo fato desta priorizar a influncia das modificaes morfolgicas ou funcionais do sistema nervoso. Segundo a teoria estruturalista, as partes so dependentes do todo, e por conseqncia, solidrias umas as outras. Porm, s vezes o EU impossibilita a conciliao das duas partes contraditrias. Pelo fato das aes serem sentidas como so, sendo prprias do sujeito, este no consegue respeitar a vida do prximo ferindo assim sem culpa, conforme a entrevista. Uma outra causa dada loucura pelo indivduo foram os traumas emocionais devido a incapacidade humana de suportar a dor preferindo assim a loucura. Esta citao encontra-se inserida na teoria psicanalista, na qual a doena mental tem carter funcional, com a tentativa de ajustamento e resoluo dos problemas no resolvidos satisfatoriamente, optando assim pela loucura. ENTREVISTA 3: 26 anos, casado, natural de Braslia, morador da Ceilndia em casa alugada e com mais 2 pessoas, 2 grau completo e renda mensal de R$ 1.000,00. Acha que a loucura uma agressividade fora do normal ou um desligamento do mundo real. Atualmente h dificuldade em identificar certos loucos pois o mundo , s vezes, louco, s se identifica a diferena quando j est em um grau elevado. A diferena principal que o louco no tem o controle, no distingue o que seu mundo criado e o que o mundo do outro. A causa o que a pessoa viveu mesmo na vida intra-uterina. O tratamento que recebe na infncia, agressividade, presses, embriaguez dos pais, instabilidade familiar, grandes perdas afetivas. O indivduo que leva muito a srio as presses sociais, familiares, sofre mais e chega loucura por no ter uma estrutura que ajude a superar. O isolamento, a solido e a obsesso em deixar o mundo por uma causa s, tambm levam loucura. ANLISE DA ENTREVISTA 3: Nesta entrevista observam-se quatro teorias: fenomenolgica, behaviorista social, psicanalista e desenvolvimental. O entrevistado salientou que a diferena entre o louco e o indivduo normal que o primeiro no separa o seu mundo do outro, e isso, a teoria fenomenolgica considera uma vez que mostra que a forma que o indivduo reage realidade est diretamente ligada forma como percebe esta mesma realidade. O mundo, tal como percebido pelo sujeito que vai determinar seu comportamento e ser trabalhado essa experincia da loucura, a partir do que vivenciam as pessoas. Ocorre uma confuso entre doena mental e as variaes da vida de relao, uma impossibilidade de definir, ou de negar a doena mental quando o entrevistado coloca que atualmente h dificuldade em identificar certos loucos pois o mundo , s vezes, louco. tambm considerado nesta entrevista a teoria behaviorista social pelo fato de enfatizar que os estmulos do ambiente (agressividade, presses, embriaguez dos pais, instabilidade familiar, grandes perdas afetivas) desencadeiam respostas emocionais determinando com isso o comportamento do sujeito. Isso demonstra as falhas existentes nas condies de aprendizagem do indivduo. Ou seja, assim como o entrevistado, esta teoria no tem uma definio do comportamento anormal, pois a identificao deste conseqncia de uma discriminao entre comportamentos esperados e inesperados porque so em julgamentos sociais. Tambm quando cita o grau elevado para diferenciar a normalidade da loucura, vale mencionar que a teoria behaviorista leva em considerao a definio operacional procurando determinar a freqncia, a durao ou a intensidade (... grau elevado.) do comportamento estudado para precis-lo. O terceiro entrevistado relatou como causa da loucura o que foi vivido pelo indivduo e o tratamento que ele recebeu na infncia: ... agressividade, presses, embriaguez dos pais, instabilidade familiar, grandes perdas afetivas , que torna saliente a teoria psicanalista. A referncia a teoria desenvolvimental pode ser vista nesses dizeres: O indivduo que leva muito a srio as presses sociais, familiares, sofre mais e chega loucura por no ter uma estrutura que ajude a superar. Pressupe-se que se a pessoa no tem uma estrutura que ajude a superar pode ser porque no seu desenvolvimento, ela no estava adaptada anteriormente ou at podia estar, porm no havia formado uma competncia para passar para um perodo de desenvolvimento seguinte. O organismo em desenvolvimento passa, graas a diferenciaes e a uma integrao hierrquica, de um estado relativamente difuso e globalmente indiferenciado a um estado de maior articulao e de complexidade organizada. Por outro lado, a verdadeira questo no saber se certas emoes, se as presses sociais, familiares so vividas em diferentes nveis de desenvolvimento, mas como as diferenas de estatuto de desenvolvimento influenciam sobre a maneira de viver e de da pessoa se expressar. ENTREVISTA 4: 27 anos, casado, natural de Braslia-DF, morador de Samambaia em casa prpria e com mais 2 pessoas, possui o 2 grau completo e renda mensal de R$ 950,00. Acha que a loucura so distrbios psicolgicos com desequilbrio nas aes. Falta de controle, medos, manias de perseguio sem fundamento. Pessoa assimila os problemas interpretando-os de forma exagerada, no conduz as atividades ou atitudes da vida da forma considerada socialmente normal. Por exemplo suicdio em caso de dvida, sendo que poderia tentar resolver. H casos em que a caracterstica maior a agressividade. As causas geralmente so: traumas familiares; presses psicolgicas no trabalho retirando a liberdade da pessoa; causas herdadas geneticamente, casos repetidos de loucura na famlia e o uso exagerado de drogas que destroem partes do crebro. A diferena entre um louco e um normal principalmente o ponto em que a pessoa parte para a agressividade. Uma pessoa normal mesmo com algumas caractersticas de agressividade, no chega logo aos extremos de violncia. O louco tem formas diferentes de agir podendo enganar ser normal por algum tempo s revelando-se muito agressivo quando se sente ameaado em suas seguranas. Dentro do estado de loucura h nveis diferentes, uns mais loucos que outros. ANLISE DA ENTREVISTA 4: O quarto entrevistado relatou que a caracterstica e tambm a diferena fundamental entre o patolgico e o normal a intensidade da sua agressividade, e esta ocorre porque a pessoa assimila os problemas exagerando seu contexto e por esta intensidade exagerada eles no so considerados socialmente normais. ... As causas geralmente so: traumas familiares, presses psicolgicas no trabalho retirando a liberdade da pessoa... Esta citao est expressa na teoria behaviorista, na qual diz no haver causa interna como causa ltima do comportamento e sim, o aparecimento de todo comportamento ao meio pois, todas as variveis ambientais devem ser consideradas. Tambm a referncia ao behaviorismo quando ele diz que dentro do estado de loucura h nveis diferentes, uns mais loucos que outros, salientando a intensidade, assim sendo, deveria haver a mensurao do comportamento a qual trata esta teoria. Outra causa citada coloca a loucura como sendo herdada geneticamente e tambm pelo uso de entorpecentes, demonstrando assim o encaixa na teoria biolgica uma vez que esta se baseia em modificaes morfolgicas ou funcionais do sistema nervoso. Ocorre relatos que podem ser enquadrados na teoria desenvolvimental pela qual o desenvolvimento patolgico resultado da falta de integrao das competncias sociais, emocionais e cognitivas gerando o comportamento irrefletido e egosta. O achar que o louco se revela muito agressivo quando se sente ameaado em suas seguranas reflete uma abordagem etolgica da patologia uma vez que demonstra a agressividade como uma forma de defesa do seu territrio, de sua segurana, de modo a fazer o possvel para que esse no seja invadido e a pessoa continuar a se sentir protegida. A teoria etolgica seria o estudo biolgico do comportamento e est ligada a teoria do apego de Harlow. A forma como a pessoa d sentido aos problemas interpretando-os de forma exagerada, como disse o entrevistado est dentro da teoria cognitivista que frisa como o indivduo usa o seu saber, e de acordo com a teoria de Beck, certas pessoas tm uma tendncia a apresentar distores cognitivas sobre si mesmas, sobre o futuro e sobre seus problemas e que podem estar relacionadas a partir de informaes recolhidas no curso de experincias passadas. ENTREVISTA 5: 36 anos, casado, natural de So Paulo (capital), morador de Taguatinga em casa alugada e com mais 5 pessoas, oficial do corpo de bombeiro militar, possui curso superior completo (Direito) e renda mensal de R$ 2.000,00. Para ele a loucura uma situao em que o ser humano no esta com suas funes de reflexo, coordenao motora, coordenao de raciocnio em condies coerentes. A diferena entre uma pessoa normal e uma louca seria a falta de uma contnua resposta racional, ou seja, dificuldade na expresso. A causa da loucura seria a debilidade emocional. Pessoas que no conseguem concatenar sua idias seriam exemplos de comportamentos tpicos de loucura. Ex: Uma senhora chega em uma delegacia de Polcia e, sem ser apresentada, comea a contar sua vida. Aps ressaltar que estava pobre e abandonada, pediu que a polcia solucionar seu problema, invadindo uma casa para ela morar. Ocasio em que fui chamado para lev-la ao hospital pois, ante a negativa a mesma comeou a dar crise nervosa na delegacia. Outro exemplo seriam de pessoas que tentam o suicdio. ANLISE DA ENTREVISTA 5: Nesta quinta entrevista a nfase da definio e da diferena entre uma pessoa normal e a louca mostra a predominncia da teoria biolgica. Haja vista a definio desta: onde a causa da psicopatologia se deve a influncia morfolgica ou funcional do sistema nervoso sobre a gnese dos transtornos mentais. As seguintes citaes comprovam a teoria acima: ... loucura a situao em que o ser humano no est com suas funes de reflexo, coordenao motora... falta de uma contnua resposta racional... Tambm foi feita uma citao de acordo com a teoria desenvolvimental, onde a causa da loucura dada debilidade emocional, ou seja, a patologia atribuda a falta de integrao das competncias sociais, emocionais e cognitivistas, importante para a adaptao a um nvel desenvolvimental particular. ENTREVISTA 6: 35 anos, casado, natural de Recife PE, morador da Asa Norte em casa prpria e com mais 6 pessoas, oficial do corpo de bombeiro militar, possui o curso superior de Educao Fsica e renda mensal de R$ 2.000,00. Na sua viso, loucura ocorre quando uma pessoa no consegue demonstrar, seja atravs de palavras ou expresses fsicas, uma coerncia nas suas idias. Normalmente suas reaes no condizem com o que ela diz. Fica alegre sem motivo e chora sem sentido, mostra-se alienada do mundo e daqueles que a cercam. A principal diferena est em como ele coordena e expressa suas idias dos outros. Uma pessoa dita louca, voc no tm como prever suas atitudes, enquanto em um ser dito normal, suas reaes so mais previsveis. No gosta de afirmar apenas um fator determinante para um problema. Acredita que so vrias coisas e acontecimentos reunidos que podem provocar a loucura. Hoje ele v que a solido pode levar uma pessoa a um estado de carncia to grande que talvez para loucura. Cita dois exemplos: Certa feita um garoto imaginava estar cercado por inimigos, ele se achava estar no centro de uma batalha da era medieval e tinha em sua mo um grande taco e qualquer pessoa que tentasse aproximar, ele atacava. Felizmente ningum saiu ferido. De outra feita, uma moa jovem desiludida pelo namorado tentou cometer suicdio. O feito que o prprio namorado a impediu solicitando socorro pois, ela havia ingerido vrias cpsulas de remdios; mesmo assim os dois no mais se viram. ANLISE DA ENTREVISTA 6: O sexto entrevistado definiu a loucura e especificou a diferena principal entre uma pessoa louca e uma normal cabendo um enquadrando na teoria cognitivista, afinal, esta leva em conta os processos pelos quais uma pessoa adquire informaes sobre ela e seu meio e as assimila para pautar seu comportamento. Para o entrevistado ... a loucura ocorre quando uma pessoa no consegue... coerncia nas suas idias... como ela coordena e expressa suas idias dos outros. No gosta de afirmar apenas um fator determinante para um problema. Acredita que so vrias coisas e acontecimentos reunidos que podem provocar a loucura, essa frase poderia exprimir um ateorismo por parte do entrevistado. Essa abordagem aterica ou agnstica concebe os transtornos mentais como respostas da personalidade a fatores psicolgicos, sociais e biolgicos. Visa atenuar os limites de conhecimento atual concernentes etiologia dos transtornos mentais. O princpio fundamental a ausncia de referncia a toda concepo terica. Entretanto, quando elucida a causa para a loucura, o pensamento do entrevistado pautado na teoria psicanalista, afinal, coloca uma experincia individual, a solido como determinante para a loucura. A teoria fenomenolgica tambm cabe nesta entrevistado quando dito que a pessoa louca mostra-se alienada do mundo e daqueles que a cercam, demonstrando a uma fuga da realidade e uma vivncia em um mundo que ela mesma cria. Como ele coordena e expressa suas idias dos outros, assim como expressou o entrevistado, tambm ilustra essa teoria uma vez que esse modelo tenta conhecer o que a experincia da loucura a partir do que vivenciam as pessoas loucas. ENTREVISTA 7: 28 anos, casado, natural de Braslia, morador do Guar em casa alugada e com mais 4 pessoas. oficial do corpo de bombeiros, possui dois cursos superiores: Engenharia de Incndio e Administrao e tem renda mensal de R$ 2.000,00. Acha que a loucura quando o indivduo pensa ou age de forma bastante diferente do padro estabelecido pela sociedade. As atitudes, capacidade de julgar o certo e o errado so as principais diferenas entre uma pessoa louca e outra normal. A causa da loucura seria a gentica, a pessoa j nasceria louca, ou quando o meio que a pessoa vive a torna louca. Exemplos de comportamentos tpicos de loucura seriam a agressividade excessiva, falta de controle emocional, viver em um mundo criado por ela (viver fora da realidade), no admitir a prpria loucura. ANLISE DA ENTREVISTA 7: Quando o indivduo pensa ou age de forma bastante diferente do padro estabelecido pela sociedade pode ser considerada uma afirmativa dentro da teoria fenomenolgica que considera a viso do louco, como ele percebe a realidade fazendo-a diferente daquela esperada pela sociedade. ... viver em um mundo criado por ela (viver fora da realidade). Quando o entrevistado se refere a causa da loucura dizendo que esta pode ser gentica, est fazendo uma apologia teoria biolgica. Quando diz que o meio torna a pessoa louca, tem-se uma expresso da teoria behaviorista. A primeira, afirma a psicopatologia como sendo influncia das modificaes morfolgicas ou funcionais do sistema nervoso sobre a gnese dos transtornos mentais. Enquanto, na segunda teoria, compreende-se que todo comportamento normal e anormal adquirido e mantido por mecanismos idnticos e ligam o aparecimento de todo comportamento ao ambiente do sujeito. ENTREVISTA 8: 29 anos, separado judicialmente, natural de Braslia, morador da Asa Norte em casa alugada e com mais 2 pessoas, possui o 2 grau completo e trabalha no 2 batalho de Taguatinga. Tem renda mensal de R$ 1.000,00. Acha que a loucura uma tentativa de suicdio. Loucura so vrias coisas, essa uma das formas. A principal diferena entre a pessoa louca e a normal seria que a normal no se suicida. As causas seria a hereditariedade e tambm h a causa espiritual. ANLISE DA ENTREVISTA 8: O indivduo da oitava entrevista foi muito simplista em suas respostas e apesar da entrevistadora insistir para que este explanasse melhor suas idias, ele no quis. Logo, o que se pode inferir que este acredita ser a causa da loucura hereditria, ou seja, teoria biolgica que afirma que as afeces mentais possuem um substrato orgnico e considera que o suporte nervoso delas deve ser pesquisado. Seu relato tambm pode ser encaixado na teoria etnopsicopatolgica quando descreve a causa da loucura como sendo espiritual. Esta teoria estuda a relao entre os transtornos psicopatolgicos e a cultura de origem da pessoa. ENTREVISTA 9: 33 anos, casado, natural do Rio de janeiro RJ, morador do Valparaso GO em casa alugada e com mais 4 pessoas, possui 2 grau completo e trabalha no 2 batalho de Taguatinga. No quis falar sua renda mensal. Traduziu a loucura em uma frase: eu pegar o copo de suco e derrubar na pessoa sem conhec-la. Os loucos no so seres humanos. Acha que repreenso para os loucos pior. A eles falta carinho e compreenso. No h diferena entre o normal e o louco. No h diferena entre eu e voc. O louco s precisa de ajuda. O louco deve ser cativado. A causa seria a depresso, drogas, rejeio do outro. Coisas que provocam a sociedade. Explica muito e no faz nada. Deve-se ter amor ao prximo. O amor essencial! ANLISE DA ENTREVISTA 9: As idias do nono entrevistado refletem com clareza a teoria existencialista, segundo esta deve-se procurar, antes de tudo, ver o paciente tal como ele realmente, descobr-lo enquanto ser humano, ser-no-mundo. O entrevistado definiu a loucura como falta de carinho e compreenso. Quando se refere causa enfatizou bastante a falta de amor e diz ser este essencial. Tambm, atribuiu a causa da loucura s drogas, depresso e isto reflete a teoria biolgica, onde a psicopatologia influncia das modificaes morfolgicas ou funcionais do sistema nervoso sobre a gnese dos transtornos mentais. Tambm poderia ser levado em considerao a teoria behaviorista ou a social se essa drogas e os fatores que levaram a depresso fossem vistos como estmulos externos influenciando o comportamento da pessoa. ENTREVISTA 10: 31 anos, casado, natural de Braslia, morador do Gama em casa prpria e com mais 4 pessoas, possui o 2 grau completo e renda mensal de R$ 1.200,00. Acha que na loucura a pessoa est fora de si, com atitudes diferentes dos demais da sociedade. A principal diferena entre o louco e o normal seria o raciocnio e a causa principal da loucura seria o meio ambiente. ANLISE DA ENTREVISTA 10: As respostas da dcima entrevista relacionam-se a quatro teorias: cognitivo-fenomenolgica e behaviorista-social. cognitivista quando citado pelo entrevistado a diferena entre loucura e normalidade que seria o raciocnio. Esta abordagem considera os processos pelos quais uma pessoa adquire informaes sobre ela e seu meio e as assimila para pautar seu comportamento. Poderia ser tambm fenomenolgica a qual considera como o mundo percebido pelo louco. behaviorista quando ele afirma que a causa da loucura o meio ambiente. Esta teoria afirma ser os comportamentos anormais e normais adquiridos e mantidos por mecanismos idnticos e segundo leis gerais de aprendizagem. Os behavioristas ligam o aparecimento de todo comportamento ao ambiente do sujeito. social quando ele define a loucura como sendo atitudes diferentes dos demais da sociedade. Ou seja, as repercusses da doena mental sobre as relaes do paciente com seu ambiente social. ENTREVISTA 11: 25 anos, casado, natural de Braslia, morador de Taguatinga em casa prpria financiada e com mais 3 pessoas, possui o superior completo (curso CFO) e 2 tenente com renda mensal de R$ 2.600,00. Acha que a loucura quando um indivduo apresenta um comportamento socialmente reprovvel e fora dos padres tidos como normais para a sociedade, e esse comportamento tido como adequado ao indivduo, ou seja, um comportamento constante e aprovvel para ele. As pessoas normais seguem padres sociais que so formulados por pessoas normais, e limitam sua conduta a estes padres e muitas vezes at quebram algumas dessas regras e so tratadas como pessoas que fizeram uma loucura, mas, as recobrar a lucidez tm noo clara do que fez e a sua atitude no se torna uma constante, ao passo que a pessoa louca no possui o senso desses princpios de normalidade e seguem fazendo coisas rotineiramente reprovveis pela sociedade sem distinguir em momento algum ou sentirem qualquer remorso pelo que fazem. A loucura pode ser causada por algum acidente que afete o sistema nervoso central ou por algum distrbio gentico, ou ainda, por situaes cotidianas que muitas vezes o indivduo sofre e no consegue superar. ANLISE DA ENTREVISTA 11: De acordo com a dcima primeira entrevista a causa da loucura foi atribuda a causa social, assim, est de acordo com a teoria social uma vez que esta ressalta o papel dos fatores sociais na etiologia das manifestaes psicopatolgicas. Segundo, o entrevistado as pessoas normais seguem padres sociais... a pessoa louca no possui o senso dos princpios de normalidade. Poderia levar em considerao tambm a teoria fenomenolgica porque nela o indivduo vive seu mundo sem ligar para os padres da sociedade. ...no possuem o senso desses princpios de normalidade e seguem fazendo coisas rotineiramente reprovveis pela sociedade. A causa da loucura foi atribuda ao sistema nervoso central, a algum distrbio gentico, ou a situaes cotidianas que o indivduo sofre. Essas citaes refletem as teorias biolgica e ecossistmica. biolgica por d nfase as modificaes morfolgicas ou do sistema nervoso e ecossistmica por avaliar a interao ou relao entre pessoa e situaes. ENTREVISTA 12: 30 anos, solteiro, natural de Braslia, morador de Taguatinga em casa alugada e com mais 6 pessoas, possui 2 grau completo e renda mensal de R$ 1.300,00. Acha que loucura a perda do controle psicolgico, sendo que s vezes, no se tem a noo do tempo e espao, decorrente de vrios problemas particulares. H certos casos que a pessoa normal age identicamente a uma outra que esta insana. A loucura varia de acordo com cada pessoa. As causas da loucura seriam drogas, bebidas, problemas familiares, meningite, medicamentos que levam a dependncia e, que em casos, quando o paciente no o usa, reaes adversas ao seu estado normal, problemas espirituais principalmente, etc. Alguns comportamentos tpicos da loucura seria: jogar urinas e fezes nas pessoas, o extermnio dos judeus nos campos de concentrao, jogar pedra na lua, sair despido em praa pblica sem saber o porqu do uso das roupas, etc. ANLISE DA ENTREVISTA 12: Para o entrevistado 12, cabe a teoria ecossistmica. Quando ele cita a que loucura seria a perda do controle psicolgico por causa de problemas particulares, demonstra assim, que os fatores estressantes existentes no nvel social, os quais ele vivenciou, foram importantes ao nvel do funcionamento da pessoa dele. Para corroborar com esta hiptese, ele comenta que a loucura varia de pessoa para pessoa, demonstrando assim que o componente pessoa, item importantssimo para esta teoria, a qual identifica as diferenas individuais como explicao para as conseqncias diversas a um mesmo problema. Ocorre uma apologia a teoria etnopsicopatolgica quando a referncia aos problemas espirituais. Tal abordagem avalia a cultura de origem do paciente. Os vrios problemas particulares, problemas familiares citados pelo entrevistado pode estar dentro de uma abordagem cognitivista que avalia como a pessoa processa as informaes provenientes do meio e como essa informao j interna e interpretada por esse sujeito. Por outro lado, pode tambm refletir uma abordagem behaviorista. A anlise do ambiente revela condies que explicam a manuteno de um comportamento anormal, a despeito de seu carter inadequado para o sujeito. A teoria behaviorista tambm cabe na afirmao de que h certos casos que a pessoa normal age identicamente a uma outra que esta insana. A loucura varia de acordo com cada pessoa mostrando assim, uma questo de freqncia, intensidade e durao que esta abordagem sugere que devem ser mensurados no comportamento para determinar a loucura, a qual um comportamento que se desenvolve de acordo com as mesmas leis que determinam o desenvolvimento do comportamento. ENTREVISTA 13: 34 anos, casado, natural do Rio de Janeiro, morador de guas Claras em casa alugada e com mais 4 pessoas, possui o curso superior incompleto e renda mensal de R$ 2.000,00. Acha que a loucura ter uma mentalidade fraca. A pessoa que frgil comete loucura, a qual pode ter vrias formas. O louco apresenta distrbio, fica doido de repente e a pessoa normal no tem distrbio. A causa da loucura depende da situao (Ex: estupro), mas acha que uma pessoa sem vergonha, que nasceu assim. O tpico da loucura seria fragilidade que surpreendem, falta de coragem de vida, fuga. A pessoa no tem noo, inato. No fala nada com sentido, nunca termina, no tem certeza do que fala, do que faz. ANLISE DA ENTREVISTA 13: Para o entrevistado o fator fragilidade, mentalidade fraca, falta de coragem de vida e fuga parece ser bsico para acarretar a loucura. Mas ele tambm frisa que dependeria da situao. Parece sugerir uma abordagem desenvolvimental. Seria como se a pessoa estivesse se desenvolvendo mas, sua estrutura no est pronta para acompanhar. Esse desenvolvimento patolgico concebido como uma falta de integrao das competncias sociais, emocionais e cognitivas importantes para a adaptao em nvel desenvolvimental particular. Essa abordagem mais uma maneira de encarar os problemas do que uma soluo completa trazida para esses problemas. Tambm a referncia da abordagem biolgica quando ele julga a causa da loucura como sendo inato, a pessoa nasce assim, sugerindo assim uma submisso ao destino uma vez que nasceu assim e a pessoa no tem noo. ENTREVISTA 14: 42 anos, separado, natural de Minas Gerais, morador da Ceilndia em casa prpria e com mais 2 pessoas, possui 2 grau completo e renda mensal de R$ 1.700,00 Acha que a loucura um estado total de desequilbrio. As causas podem ser econmicas, emocionais, ambientais. ANLISE DA ENTREVISTA 14: As causas sociais so os determinantes para a origem da loucura para esse entrevistado uma vez que o mesmo citou aspectos econmicos e ambientais podendo esses fatores serem vistos dentro de uma tica social ou desenvolvimental. Desenvolvimental porque sugere que o estresse psicolgico est ultrapassando freqentemente a capacidade de ajustamento das pessoas e social quando mostra tambm, a importncia da relao do indivduo com as normas de sua sociedade e o modo de interiorizao dessas. Tudo isso leva uma disfuno desabamento das defesas e dos mecanismos de ajustamento, tendo como resultado um estado de descompensao no especfico ou especfico. ENTREVISTA 15: 37 anos, casado, natural de Tocantins, morador de Taguatinga em casa cedida com mais 3 pessoas, curso superior completo de Direito, possui renda mensal de R$ 2.500,00. Acha que a loucura se manifesta quando a pessoa conversa sozinha, escutar vozes. A diferena entre normalidade e loucura seria que o louco tem fisionomia diferente, trajes diferentes, viaja A causa da loucura seria um distrbio mental passado hereditariamente. Alguns comportamentos tpicos: ouvir vozes, a agressividade ANLISE DA ENTREVISTA 15: O entrevistado acredita que o louco tem fisionomia diferente e que a loucura distrbio mental passado hereditariamente. Essa afirmaes podem ser enquadradas dentro de uma perspectiva biolgica a qual atribui s psicopatologias defeitos e deficincias biofsicas na anatomia, fisiologia e bioqumica. O conceito de psicopatologia estaria ligado a aspectos como infeces, erros genticos, etc. Por outro lado o viaja e o uso de trajes diferentes sugerem uma anlise dentro da abordagem fenomenolgica que considera o mundo como percebido pelo louco. ENTREVISTA 16: 27 anos, casado, natural do Rio de Janeiro RJ, morador do Cruzeiro (Octogonal) em casa prpria (financiada) com mais 3 pessoas, possui o curso superior completo (curso CFO), 1 Tenente e tem uma renda mensal de R$ 2.500,00. Acha que a loucura a pessoa viver num mundo fora da realidade. perder noes, perder conceitos de moral, at de moral, melhor dizendo. A pessoa louca no tem limite e tudo gira em torno do limite. No sabe dizer qual a causa da loucura porque nem o ser humano conhece ele mesmo. complicado! Existe causa para a loucura? ANLISE DA ENTREVISTA 16: A loucura aqui, uma perda de conceitos de moral, no ter limites. Com essa idia, ele o entrevistado, sem saber, se baseia na teoria estruturalista. Esta teoria diz que existe um deslocamento que consiste na transferncia de valor, e que as estruturas psicopatolgicas estruturam o mundo e so estruturadas por ele mesmo quer seja de maneira inadaptada. Viver fora da nossa realidade sugere um enquadramento na abordagem fenomenolgica uma vez que esta diz que a forma como o indivduo reage realidade est diretamente ligada forma como percebe esta mesma realidade. O mundo, tal como percebido pelo sujeito, que vai determinar o seu comportamento, no importando o quanto a sua percepo possa ser passvel de transformao ou distorcida inconscientemente. ENTREVISTA 17: 29 anos, casado, natural de Goinia GO , morador da cidade de Valparaso GO em casa prpria com mais 4 pessoas, possui 2 grau completo, Sargento e tem rende mensal de R$ 1.700,00. Acha que loucura o estado em que o ser humano no consegue controlar seus sentimentos, esses ficam incontrolveis. A diferena entre normal e loucura est no temperamento, no comportamento. A primeira vista no se tem como identificar isso. Tem muito maluco que camufla. J chegou a encontrar com paciente psiquitrico que enganou a guarnio dizendo que o louco era seu irmo e no o prprio louco. Da, a guarnio pegava o irmo do louco e o maluco saa correndo. s vezes, os dois (louco e normal) tm o mesmo temperamento. como se fosse excesso de sabedoria. A causa da loucura pode ser neurtica, gentica, excesso de conhecimento (a pessoa chega a um ponto de estresse e aps o estresse, acontece a loucura). O estresse seria uma causa. ANLISE DA ENTREVISTA 17: No relato desse entrevistado pode-se perceber referncia a teoria behaviorista quando este relato que na primeira vista no se tem como identificar a loucura e a normalidade. Esta teoria diz que o comportamento anormal difere do normal somente em termos de magnitude, freqncia e adaptabilidade social. Quer dizer que s aps uma anlise mensurada do comportamento ou quando este apresentado de forma extrema ou freqente poderia se caracterizar uma loucura. A teoria biolgica tambm foi referida quando o entrevistado falou em causa gentica. ENTREVISTA 18: 43 anos, casado, natural de Minas Gerais, morador de Ceilndia em casa prpria e com mais 4 pessoas, possui o 2 grau completo e Subtenente com uma renda mensal de R$ 2.200,00. Acha que a sobrecarga do dia-a-dia leva a pessoa a loucura, ao estresse. A causa da loucura seria o estresse, a rotina. Tem o louco calmo e louco nervoso. Para o louco, as atitudes dele so normais, dizem que ele louco. O que para as pessoas no normal considerado loucura. Aquele indivduo que tem comportamentos inadequados, que no respeita determinados locais e ambientais. Quem tem atitudes agressivas o louco. o que no bate bem dos parafusos, que apresenta comportamentos anormais, agressivos demais. A pessoa normal aquele que tem bom senso, respeita sua residncia, seu local de trabalho, local em que se encontra, respeita as normas cotidianas, a pessoa que faz por onde a coisa ande. coerente em suma. ANLISE DA ENTREVISTA 18: Esta entrevista cita fatores estressantes, falta de respeito a determinados locais e ambientes se enquadrando na teoria social que mostra que os transtornos psquicos so o encontro de uma pessoa, tendo seu limiar de vulnerabilidade e seu tipo de vulnerabilidade com fatores de sobre-solicitao (estresse na ausncia de fatores de proteo anti-estresse ou quando esses so insuficientes). Tudo isso leva a um desabamento das defesas e dos mecanismos de ajustamento, tendo como resultado um estado de descompensao no especfico (estado de crise). Caberia tambm a teoria cognitivista uma vez que levado em considerao tambm Acha que a sobrecarga do dia-a-dia leva a pessoa a loucura, ao estresse. A causa da loucura seria o estresse, a rotina. Ou seja, como o estresse psicolgico ultrapassa normalmente a capacidade de ajustamento das pessoas e como as pessoas assimilam esses processos oriundos do meio. Consiste na aquisio, na organizao e na utilizao do saber. De uma certa forma a teoria behaviorista tambm levaria em considerao esses fatores estressantes vindos do meio, seria feita uma anlise do ambiente. ENTREVISTA 19: 26 anos, casado, natural de Braslia, morador de Taguatinga em casa prpria com mais 3 pessoas, possui 2 grau incompleto e renda mensal de 1.000,00. Acha que quando algum quer se jogar de um edifcio uma pessoa louca. Pessoas que esto com as faculdades mentais desreguladas, sem domnio, um desequilbrio, aes sem razo. A pessoa normal tem controle da situao o louco no. A causa pode ser gentica ou ambiental. Exs: desejo de se matar, agressividade, descontrole emocional, apatia. ANLISE DA ENTREVISTA 19: Para esse entrevistado cabem duas teorias porque ele justificou a causa para a loucura como sendo gentica, e a cabe a teoria biolgica, e ambiental, podendo ser a teoria social ou a behaviorista que consideram as influncias ambientais, vale ressaltar que para a behaviorista essa influncias interagindo com o comportamento devem ser definidas objetivamente e se possveis mensuradas. ENTREVISTA 20: 28 anos, solteiro, natural de Teresina PI, morador de Samambaia em casa prpria e com mais 1 pessoa, 2 grau completo e renda mensal de R$ 1.000,00. A loucura um transtorno que passa na cabea da pessoa. A pessoa louca age sem medir as conseqncias e a normal mede um pouco mais. A causa pode ser gentica, ou do ambiente. Se a criana passou por muitos maus tratos por exemplo, pode se tornar louca. Exs: gastar dinheiro toa, pular de um prdio. ANLISE DA ENTREVISTA 20: Nesta ltima entrevista, temos que o entrevistado justifica a loucura dentro de uma teoria psicanaltica quando fala que a criana mal tratada pode se tornar uma louca. Esta teoria d nfase nas experincias infantis precoce. As perturbaes na vida adulta seriam produto da operao contnua e insidiosa dos acontecimentos passados. Tambm refere-se a loucura advindo de uma gentica (teorias biofsicas) ou do ambiente (teoria social). Na primeira, a psicopatologia est ligada a dados biofsicos como erros genticos e na segunda as repercusses da doena mental dependem das relaes do paciente com seu ambiente social. H tambm referncia a teoria cognitivista no momento que ele fala que a loucura coisa que est na cabea da pessoa. Esta teoria trata de como a informao proveniente do meio e a informao interna so tratadas e utilizadas. O sujeito concebido como um sistema de tratamento da informao. Entretanto, vale ressaltar que s vezes, a impossibilidade de relatar verbalmente um processo no demonstra forosamente que o sujeito no tem conscincia do processo em questo. TABELAS E GRFICOS DOS DADOS OBTIDOS ENTREVISTAIDADEESTADO CIVILNATURALIDADELOCAL DE RESIDNCIAESCOLARIDADERENDA MENSALCASA+ PESSOAS C/ ELE127CasadoAlvorada do SulCeilndia2 grau950Alugada2236CasadoBrasliaTaguatinga2 grau104Prpria3326CasadoBrasliaCeilndia2 grau1000Alugada2427CasadoBrasliaSamambaia2 grau950Prpria2536CasadoSo PauloTaguatingaOficial (Direito)2000Alugada5635CasadoRecifeAsa NorteOficial (Ed.Fs.)2000Prpria6728CasadoBrasliaGuarOficial (Eng.Inc e Adm.)2000Alugada4829SeparadoBrasliaAsa Norte2 grau1000Alugada2933CasadoRio de JaneiroValparaso2 grauAlugada41031CasadoBrasliaGama2 grau1200Prpria41125CasadoBrasliaTaguatingaSuperior (CFO)2600Prpria31230SolteiroBrasliaTaguatinga2 grau1300Alugada61334CasadoRio de Janeiroguas ClarasSuperior incompl.2000Alugada41442SeparadoMinas GeraisCeilndia2 grau1700Prpria21537CasadoTocantinsTaguatingaSuperior (Direit.)2500Cedida31627CasadoRio de JaneiroCruzeiroSuperior (CFO)2500Prpria31729CasadoGoiniaValparaso2 grau1700Prpria41843CasadoMinas GeraisCeilndia2 grau2200Prpria41926CasadoBrasliaTaguatinga2 grau1000Prpria32028SolteiroTeresinaSamambaia2 grau1000Prpria1  ( DISCUSSO De acordo com a tabela que ilustra os dados dos entrevistados, temos que: ( a mdia de idade de 31,45 anos ( a mdia de renda mensal de R$ 1.352,00 ( a maioria tem 2 grau completo De acordo com o grfico e com os dados colhidos, a abordagem biolgica foi a mais citada entre os entrevistados. Foram 11 pessoas que julgaram ser a causa da loucura processos orgnicos, defeitos e deficincias biofsicas da anatomia, fisiologia e bioqumica da pessoa. Foram citadas tambm problemas no sistema nervoso central que se manifestavam em sintomas sociais e comportamentais. Em segundo lugar aparece a abordagem behaviorista nas citaes referentes ao meio ambiente, aos estmulos externos como causa para a loucura. A abordagem biolgica e a behaviorista foram as de maior frequncia, talvez, pelo fato de que os bombeiros j so chamados quando as pessoas j esto em surto, ou seja, eles j lidam com a loucura com contato direto e por isso, vem as pessoas com ataques (aspectos biolgicos) ou sabem da histria que as pessoas passaram at chegar a loucura (behaviorismo a pessoa no nasce louca e sim vai ficando aos poucos com o contato a estmulos do meio que possam acarretar na loucura). Foi observado que os bombeiros tratam a loucura com muito carinho porque eles sabem que para os loucos necessrio muitos cuidados. Dentro da questo existencialista mesmo, apenas um entrevistado foi enquadrado, porm, durante a entrevista, como eles iam relatando o trabalho, percebemos esse respeito por esses doentes mentais. Algumas pessoas no souberam explicar o que era a loucura, apenas atravs de exemplos, sabendo identificar a loucura apenas no concreto, sem fazer uma generalizao para outros contextos. As caractersticas de suicdio, agressividade e fatores estressantes foram as mais citadas em todas as entrevistas. Ou seja, as pessoas vincularam a idia de loucura esses comportamentos especficos. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS Ionescu, Serban. (1997) Quatorze Abordagens de Psicopatologia, Porto Alegre: Artes Mdicas. Scharfetter, C. (1996/97) Introduo Psicopatologia Geral. Lisboa: Climepsi Editores.  EMBED Excel.Sheet.8  'Wmn:;  ( ) y z    .BC#q8#F#$L%''22288 AAZEsEǺǺǺǺǶǶǶǶ尶ǶǪǤ >*OJQJ 5>*CJ 56CJ>*CJ jCJ CJmH sH CJ j*0J5CJ5CJ jOJQJ 6>*@(CJj5CJUmHnHuOJQJ5CJ@'Wudhd$a$ 4G[\]^_`abmnz|dh$a$ $^`a$$a$$a$|h9:D > { ,_&dh f`&@dh)$dh$d%d&d'dNOPQa$$a$`{ |  E t  N p "  J `&dh$If v __&dh `&dh" # 9 s t   ( c d e DD4H `&dh J `&dh$IfB$$IfF0 # 04 Fa  !"cdswh$$IfF\#4 Fa J y`&*@dh$If `&*dh C?E  $ `&*dha$ $ `&*a$$ `&*dha$ `&*dh"#pqER !5#7#8#F#G##$L%'$a$ $ dha$ `&*dh$ `&*dha$ ''''i)-/22222=5267888Q9;<  `&* `&* `&*dh$ `&*dha$$ `&*dha$  dh<=K? 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