ࡱ> 7969 Xbjbj".Xlrrrrrrr^ ^ ^ ^ j ,`4 $ r drr ddd fr r d ddPrr  ^ R 00`FZ FdrrrrCENTRO UNIVERSITRIO DE BRASLIA - UNICEUB FACULDADE DE FILOSOFIA, CINCIAS E LETRAS DO DF DISCIPLINA: TEORIAS E TCNICAS PSICOTERPICAS PROFESSOR: FERNANDO REY 9 SEMESTRE/ 2000 O PAPEL DA INTERPRETAO EM ALGUMAS TCNICAS PSICOTERPICAS ADRIANA MAIA 900546/1 ADRIANA PEPINO 955525/7 ANA PAULA 960580/1 RIKA MARIA 960591/0 MEG GOMES 960607/6 VERA LCIA 910495/2 JUNHO, 2000 Este trabalho tem como objetivo primordial discorrer sobre o papel da interpretao em algumas tcnicas psicoterpicas. GESTALT-TERAPIA A psicologia da Gestalt foi fundada por Perls. Este sofreu grande influncia da Psicanlise porque estudou com Freud, mas Perls sentia que o trabalho de Freud era basicamente limitado pela falta de nfase numa viso holstica do funcionamento do organismo, na qual o indivduo e o meio so partes de um nico campo em constante interao. As divergncias entre Perls e Freud estavam relacionadas principalmente com os mtodos de tratamento psicoterpico, mais do que com suas exposies tericas. Assim, Perls acentuava a importncia do exame da situao no presente e acreditava que a conscincia do como o indivduo se comporta mais relevante do que a compreenso do porqu. Na viso de Perls, nenhum instinto bsico, todas as necessidades so expresses diretas de instintos do organismo. Portanto, sugeriu que o mtodo psicanaltico de interpretao, vinha sendo geralmente usado por Freud, como uma fuga da experincia direta do material interpretativo e era, portanto, mtodo de auto-explorao ineficiente e via de regra ineficaz. Isso porque Perls achava que todo indivduo, pelo simples fato de existir, tem muito material de fcil acesso ao trabalho teraputico; para ele a tarefa importante e difcil a de assimilao do prprio processo. Logo a interpretao no era a ferramenta principal da Gestalt, mas utilizada s vezes e principalmente com sonhos. O principal o encontro entre o paciente e o terapeuta que uma tela de projeo na qual o paciente v seu prprio potencial ausente. TERAPIA ANALTICA No aspecto de interpretao, a teoria analtica, desenvolvida por Carl Gustav Jung, utiliza-se deste recurso para entendimento dos conflitos e para o contato do paciente com estes promovendo assim, sua elaborao. A interpretao feita pela mediao verbal e no verbal livre e aberta do paciente com o terapeuta, atravs da postura e verbalizao deste, Faz parte deste trabalho analtico a compreenso das defesas, resistncias apresentadas pelo paciente e precedendo a interpretao dos impulsos e contedos que foram resistidos. Diferenciando-se da psicanlise, aqui as interpretaes no visam o desenvolvimento de uma neurose de transferncia, so sim interpretaes integradoras que diminuem a distino entre defesa e impulso, infncia e presente. Nesta interpretao observou-se mais a dinmica da personalidade, em todas as suas estruturas de forma mais visvel e compreensvel. Esta interpretao parcial e determinada pelos fatores: resistncia transferencial predominante, realidade externa e imediata do paciente e objetivos do tratamento. Utiliza-se os conceitos de inconsciente coletivo, arqutipos, smbolos na atividade psquica do indivduo e suas implicaes nos fatos vividos. O terapeuta junguiano observa o crescimento psicolgico, ou seja, a tendncia de todos para a individuao, para compreender em que estgio de autodesenvolvimento encontra-se o indivduo. Pode assim interpretar atitudes observveis em cada etapa deste processo de desenvolvimento da totalidade humana que inclui a integrao de diversas partes da psiqu, tais como o ego, a persona, a sombra, a anima e o animus e outros arqutipos inconscientes. A interpretao nesta abordagem considera que o indivduo um agregado de suas necessidades humanas, de suas crenas e supersties e de seu sistema orgnico e ainda que a sabedoria e o bem estar psquico consiste no equilbrio destes aspectos. TERAPIA COMPORTAMENTAL O terapeuta comportamental no faz interpretaes, faz anlises funcionais. Anlise funcional uma anlise do comportamento em termos de relaes de causa e efeito. Trata todo aspecto do comportamento como funo de uma condio que pode ser descrita em termos fsicos. Assim, o comportamento e suas causas podem ser descritas sem fices explanatrias. Descries precisas do comportamento ajudam a fazer previses exatas de comportamentos futuros e a melhorar a anlise dos reforamentos anteriores que levaram ao comportamento. Para nos compreender, temos que reconhecer que nosso comportamento no nem casual nem arbitrrio, mas um processo contnuo e legtimo que pode ser descrito considerando o ambiente no qual o comportamento est inserido. Explicaes que dependem de termos como inteligncia, liberdade, vontade, imaginao no so funcionais. No negado o uso destes termos, porm eles no descrevem verdadeiramente o que est ocorrendo; encobrem, ao invs de esclarecer, as causas do comportamento. O analista do comportamento saber que o comportamento que um indivduo emite foi selecionado pelas conseqncias, tem uma funo dentro do seu repertrio, mesmo quando aparentemente inadequado. A prtica da anlise funcional acompanha o terapeuta desde o incio do processo no levantamento das hipteses -; durante o mesmo orientando a observao acerca do comportamento do cliente na sesso e seus relatos sobre o que acontece fora da mesma -; e tambm no final do processo no planejamento da manuteno e generalizao das mudanas comportamentais obtidas. TERAPIA PSICANALTICA A incumbncia do terapeuta ajudar o paciente a relembrar, recuperar e reintegrar materiais inconscientes de forma que a vida atual deste possa ser mais satisfatria. O analista apia as revelaes do paciente, no critica e nem aprova os seus contedos. Ele no assume nenhuma posio moral, mas como uma tela branca para os opinies do paciente. O terapeuta apresenta o menos possvel de sua personalidade ao paciente. Esta conduta d ao paciente a liberdade de tratar o analista de uma infinidade de maneiras, transferindo ao terapeuta atitudes, idias, ou mesmo caractersticas fsicas que pertencem, na realidade, a pessoas de seu passado. Esta transferncia crucial no processo teraputico, uma vez que traz eventos passados para um novo contexto, como qual se pode lidar na terapia. Para ajudar o paciente a fazer as ligaes de aspectos de sua vida, o analista interpreta algo do que o paciente lhe diz, sugerindo elos que este ltimo pode ou no ter reconhecido previamente. Este processo de interpretao uma questo de intuio e experincia clnica. BIBLIOGRAFIA Fadiman, J. & Frager, R. (1986). Teorias da Personalidade. Editora Harbra: So Paulo. Cordiolli, Aristides V. (1998). Psicoterapias: abordagens atuais. Editora Artmed: Porto Alegre. [ 8* ) ; 0FX B*ph>*CJ6CJ CJOJQJ56CJOJQJCJ5CJB*CJOJQJph+[$a$dX   8Lat*+$dha$$a$$a$$a$ ! " # $ % & ' ( ) ; < e$dha$=&'()*+,-./0FGi~$dha$VWX$ & F hdh^`a$ $ & Fdha$$dha$ &P . 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