ࡱ> JLI9 <bjbj)N8l n n n n  ,  $# C     "     `2x ~ b n .x 0J.  x  O MODELO COMPORTAMENTAL APLICADO AO ENSINO Que fazer quando se necessita ensinar algum que pouco competente como professor ser mais competente? A competncia e bom desempenho para ensinar ligada mais a uma slida formao profissional ou a um dom inato, vocao, talento, predisposio para ensinar? A partir de uma anlise cientfica naturalstica do processo educacional possvel solucionar algumas dessas questes e auxiliar a escola na busca dos objetivos do seu ensino. A cincia natural busca regularidades e relaes funcionais observveis entre os fenmenos da natureza; busca explicaes atravs de fatos observveis sem realizar influncias. A cincia do comportamento humano, por sujeito a leis e relaes regulares que explicariam suas complexas instrues com o ambiente fsico e social permitiria tambm usar a sua metodologia e seus princpios para o processo de ensino e os mtodos pedaggicos. E como o modelo comportamental ajudaria? 1) Identificando as variveis independentes que prevalecem no ambiente educacional. 2) Na compreenso e preveno dos comportamentos determinados por essas variveis. 3) Atravs de mtodo cientfico investigao e elaborao de tcnicas e intervenes a fim de promover mudanas comportamentais teis e adequadas (pelo menos do ponto de vista de quem decidiu as mudanas. Por isso, a importncia de que quem deve intervir e sugerir mudanas deve ser sempre algum bem preparado (de preferncia o psiclogo escolar). 1 - A Escola como agncia educacional explcita Uma agncia educacional explcita como a escola requer algumas consideraes especiais iniciais para a melhor compreenso da proposta comportamental de anlise do ensino: Membros da escola: trabalham na educao em troca de reforamento econmico, social e tico que liberado por diferentes grupos sociais. A escola mantm, conserva e em parte modifica os padres comportamentais, faz uma modelagem dos padres comportamentos dos seus membros para que sejam teis e desejveis pela cultura. Alunos: A motivao dos alunos est associada a reforadores generalizados (e remotos) como a aprovao final, vantagens finais da instruo e o diploma. Os comportamentos deles so motivados por reforadores arbitrrios e condicionados: notas, graus, pontos, elogios, reconhecimento dos mestres e dos colegas, prestgio. Famlia: A famlia tambm libera reforadores primrios e secundrios contingentes e no-contingentes no desempenho escolar. Escola: A escola mostra como reforos a fuga da ignorncia, o ganho de dinheiro, aquisio de status, porm tambm vista como liberadora de contingncias aversivas e de punio para os comportamentos adequados e inadequados do estudante. O aprender que deveria ser um reforador natural ao comportamento de estudar, passa a ser reforado arbitrariamente e intermitentemente e provoca a instalao de repertrio de estudar fraco e pouco estvel para o aluno fugir ou esquecer-se da punio ou das desvantagens do no-estudar (Reforador arbitrrio: o aluno estuda para se esquivar ou fugir da punio e no para adquirir certo comportamento no seu repertrio. No so provenientes do prprio comportamento de estudar. A escola deve buscar o estabelecimento dos comportamentos de pensar, resolver problemas e emitir respostas novas. Pensar ( emisso de intra-verbais controlados pelo prprio sujeito. Resoluo de problemas ( re-arranjo de eventos-estmulo da situao-problema pelo sujeito, de modo a facilitar a obteno do reforador. Originalidade ( emisso de respostas pelo re-arranjo de repertrios anteriormente adquiridos. Estes so atualmente conceitos ligados a capacidade, talentos e/ou motivao especiais do aluno. A motivao vista como dependente de fatores intrnsecos ao aluno (interesse, ateno, curiosidade, inteligncia, prontido), os quais devem ser despertados pela utilizao de recursos verbais e audio-visuais pelo professor. Ao contrrio, os motivos deveriam ser vistos como dependentes da histria anterior de reforamento do sujeito. raro ver ateno ser considerada como repertrio aprendido e controlado pelos estmulos da situao. Igualmente rara a percepo de que o interesse e a curiosidade do aluno dependem da existncia na situao, de eventos-estmulo significativos para ele, ou seja, que faam parte de suas aprendizagens anteriores. A prontido deveria ser vista como um fator relativo a repertrios de respostas efetivamente apresentadas pelo aluno, e que devem como pr-requisitos para novas aprendizagens e no como uma capacidade ou conjunto de capacidades internas que lhe permitiro interessar-se, motivar-se e aprender. Todos esses conceitos so passados pelos professores antigos aos novos. Ex: o professor iniciante pune mesmo sabendo dos sub-produtos emocionais da punio e reforado pela cessao do comportamento do aluno e pela aprovao dos membros da profisso. difcil modificar este conceito porque os prprios professores so frutos de uma histria educacional em que, via de regra, predomina o autoritarismo, a coero e a aprendizagem de evitao de conseqncias prejudiciais ao chamado equilbrio psicolgico. Resumo: mantm ou modifica padres comportamentais comparveis aos de um modelo socialmente valorizado; estes comportamentos dos estudantes so instalados e mantidos por: - reforadores arbitrrios (no provenientes do prprio comportamento de estudar) e condicionados - nota, elogios e reconhecimento dos professores - que so associados a reforadores generalizados (e remotos) - aprovao final e diploma; - contingncias de esquiva ( ignorncia, marginalidade social); - contingncias aversivas e de punio para comportamentos adequados e inadequados; o mtodo de ensino o "comportamento verbal" - o aluno praticamente s ouve; a escola raramente tem se voltado para o estabelecimento dos comportamentos de pensar, resolver problemas e emitir respostas novas; estes comportamentos so atribudos a "capacidades, talentos e/ou motivaes especiais"; a "motivao" vista como dependente de fatores intrnsecos ao aluno, os quais podem e/ou devem ser despertados atravs de recursos verbais ( discusses, explanaes) e audio-visuais (cartazes, filmes) ( ensino onde se predominam o dizer e o mostrar; a "ateno" raramente considerada como repertrio aprendido (de orientao dos rgos sensoriais) e controlada por estmulos da situao; rara tambm a percepo de que "interesse" e "curiosidade" dependem da existncia, na situao, de eventos-estmulo significativos para ele (que faam parte de suas aprendizagens anteriores); os professores so fruto de uma histria educacional em que predomina o autoritarismo, a coero e a aprendizagem de evitao de conseqncias prejudiciais ao chamado "equilbrio psicolgico" ao invs da aprendizagem de auto-governo; estes conceitos tambm so ensinados aos novos professores, por modelao (o indivduo reforado para emitir comportamentos desejveis), atravs de escolas especializadas ou mesmo pela verdadeira corrente de tradio oral que se estabelece entre eles e os velhos professores. novo professor, apesar de ter conscincia de que a punio costuma gerar sub-produtos emocionais muitas vezes piores que o prprio comportamento punido, pune como uma forma de manter as 'tradies" vigentes" na instituio. 2 O ensino como arranjo de contingncias Para os analistas comportamentais ensinar seria arranjar ou dispor contingncias para a aprendizagem eficaz. Arranjar contingncias para o ensino eficaz depende estreitamente da anlise dos trs elementos observveis na presena dos quais o comportamento ocorre: um evento antecedente (estmulo discriminativo ou eliciador) Ex: uma instruo verbal, um comando, uma figura, um som ou cor. uma resposta funcionalmente relacionada com o evento antecedente. Um evento conseqente (estmulo reforador) que enfraquea ou fortalea a resposta, dependendo das relaes de apresentao ou remoo que estabelecer com ela. Bijou e Baer (1961 e 1965) acrescentaram um quarto elemento essa anlise de contingncias: o evento ou fator disposicional. Este seria um fator contextual, que vincularia a resposta atual a intenes S-R ocorridas no passado, como por exemplo a saciao e privao. O analista do comportamento, muitas vezes com problemas srios ao executar sua tarefa dada a complexidade, a fluidez e mltipla causao, presente e passada a que est sujeita o comportamento humano. Entretanto, a maioria dos estmulos e respostas que ocorrem no ensino verbal, sendo que a aprendizagem consiste numa aprendizagem de discriminaes de estmulos mltiplos e de respostas mltiplas O aluno controla o estmulo da leitura (estmulo textual) e no o prprio texto ou o professor. A questo que s se tem o controle do elo final da cadeia (conhecimento) e no dos comportamento intermedirios, ento fica a dvida como se chegou a esse conhecimento: foram os estmulos ou a histria passada do indivduo ou ambos? Segundo Skinner, a resposta correta controlada pelos estmulos textuais e por estmulos provenientes do prprio comportamento da pessoa. Concluindo, o desenvolvimento de bons programas de controle de contingncias para o comportamento de estudar depende no s de caracterizao dos eventos antecedentes e conseqentes resposta, mas tambm da anlise sobre os modos pelos quais a consequenciao diferencial dos pequenos passos em direo resposta final, alteram o repertrio final de leitura. Quanto aos eventos privados ou encobertos que atuam tambm no controle desse comportamento, compondo parte do que Skinner denominou de mundo debaixo da pele eles so de difcil aceso e controle. A interao do sujeito biolgico e funcional total com o ambiente organsmico, fsico social ao qual ele capaz de responder o ambiente comportamental ao qual cada ser humano carrega em si. Este ambiente que determina a topografia, a freqncia e a ocasio em que as respostas sero emitidas. Observadas estes conceitos necessrio iniciar a tarefa de ensino pelos comportamentos compatveis com as capacidades e habilidades de cada um, ensinar de acordo com o nvel em que o aluno est respeitando justamente esse ambiente comportamental. Deve-se levar em considerao para se ensinar: 1 - o comportamento de entrada e os comportamentos sucessivos do aluno 2 - a agncia educacional e de outras a ela ligadas como famlia e a sociedade. No negligenciar: 1 - a manuteno do comportamento aprendido 2 - a sua generalizao para outros ambientes O que pode ajudar: 1 - reforamentos intermitentes que promovam a estabilidade e a auto-manuteno do comportamento (reforar imediatamente as respostas corretas) 2 - exposio do aluno a um amplo contnuo de situaes-estmulo e como buscar semelhanas e diferenas entre essa situaes fora do ambiente escolar, em sua vida para favorecer a generalizao. Com efeito, descobrir quais so os comportamentos que possuem maior probabilidade de ocorrncia, e por isso so potencialmente mais reforadores para o aluno, depende de uma cuidadosa anlise de topografia, da freqncia, e das relaes S-R implicadas em cadeias S-R especficas. Em termos de prtica educacional, corresponde a substituir o controle aversivo e as contingncias arbitrrias, por controle positivo e contingncias naturais. 3 Anlise experimental do comportamento e tecnologia de ensino No incio da dcada de 50 houve uma retomada e uma reviso de antigas propostas de ensino como a instruo programada e as mquinas de ensino. As primeiras tentativas de aplicao de anlise experimental do comportamento educao, foram realizados em situaes de ensino especial, como foi o caso do estudo realizado por Bijou, Birnabraise, Kidder e Tague (1966) destinado a desenvolver programas para o ensino de leitura, escrita e aritmtica para crianas retardadas em instituio. No ano de 1954, Skinner realizou uma anlise funcional do processo de ensino, enfatizando entre outros: 1 - anlise de contingncias 2 - identificao de reforadores 3 - ensino em pequenos passos 4 - especificao de critrios e de repertrios de entrada, intermedirios e terminais 5 - necessidade de substituio do controle aversivo pelo controle positivo 6 - viabilidade da mecanizao do ensino, no s como medida para torn-lo mais eficiente, como tambm para a coleta de dados sobre os repertrios educacionais 7 - individualizao do ensino A produo de uma tecnologia de ensino um procedimento onde sua descrio clara e operacional. Um leitor bem treinado deve ser capaz de reaplicar o procedimento de forma a produzir os mesmo resultados, a partir da leitura de sua descrio. Tambm pode ser chamado de experimental. A construo de uma tecnologia significa mais do que a mera aplicao de princpios cientficos s situaes prticas, como por exemplo a de ensino, mas uma fonte permanente de produo de cincia. Produzir cincia significa descrever, explicar, prever e controlar o comportamento, onde quer que ele ocorra. Individualizao do ensino est dividida em trs fases: Nvel zero ensino tradicional Nvel dois programao de contingncias para muitos alunos(sistema personalizado de instruo) e o ensino preciso Nvel trs instruo programada (auto-instruo) Skinner enfatizou a necessidade de programar a instruo, ressaltando a importncia da mquina de ensino no sentido de apresentar as contingncias de maneira controlada. Individualizar a instruo no envolve diminuir o nmero de alunos na classe, nem melhorar as formas de apresentao para pequenas audincias mas, em : 1 - especificar os objetivos do curso 2 - envolvimento ativo do estudante 3 - controle de contingncias de modo a assegurar um ambiente positivo 4 - avaliaes constantes e fornecimento de informaes sobre o desempenho do aluno 5 - apresentao do material em pequenas doses (Ex: Kumon) 6 - exigncia de domnio antes de prosseguir 7 - preferncia pelo uso de materiais escritos 8 - respeito ao ritmo individual do aluno. O curso programado, embora seja uma tcnica de ensino individualizado, no se baseia na anlise de contingncias para o aluno individual, mas sim na disposio de contingncias para um grande nmero de alunos, permitindo que cada um deles seja acompanhado individualmente, e siga seu prprio ritmo. +,  < B   5 O G I P j Uklmr|9B-GmBRp}q{v;DD jCJh jCJOJQJ6CJOJQJ>*CJOJQJ >*CJh 6CJhCJh6>*OJQJ CJOJQJ 5CJhCJH+,5%{M    G Udh` $dh1$a$$dha$dh$1$a$<<\5__depG $ & Fdh1$a$ $ & Fdh1$a$ $hdh1$`ha$ $hdh1$^ha$ $ & Fdh1$a$ $ & Fdh1$a$ $dh1$a$O !!!)"""##$c%``` $ & F dh1$a$ $dh1$a$ $dh1$a$ $ & F dh1$a$ $ & Fdh1$a$ $ & Fdh1$a$ $ & Fdh1$a$ $ & Fdh1$a$D L Z f g q !#00<<CJ56>*OJQJ CJOJQJ56>*CJOJQJhCJh 6CJh c%)&w'(2*]+X,,,%-9-f---;./000012S3p3334T4$`a$``T445546i77768i89999B::::-;X;];<<<dh```'0&PP/ I!n"n#n$n% i0@0 Normal_HmHsHtHN@N Ttulo 1$$1$@&a$5CJOJQJhtHu6A@6 Fonte parg. padroPB@P Corpo de texto $1$a$CJOJQJhtHupC@p Recuo de corpo de texto$dh1$`a$CJOJQJhtHuJ>@J Ttulo $1$a$56>*CJOJQJhtHu8 N+,5%{MG  U <\5__depGO) c!)"w#$2&]'X(((%)9)f)));*+,,,,-.S/p///0T001142i33364i45555B6666-7X7]7888            D <$c%T4< "#%&<!%8=L % 2 S_""))**-.348b 8MEGVC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de PEPA II - O modelo comportamental.asdMEGVC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de PEPA II - O modelo comportamental.asdMEGVC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de PEPA II - O modelo comportamental.asdMEGVC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de PEPA II - O modelo comportamental.asdMEGVC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de PEPA II - O modelo comportamental.asdMEGVC:\WINDOWS\TEMP\Salvamento de AutoRecuperao de PEPA II - O modelo comportamental.asdMEG?C:\Psicologia 7 semestre\PEPA II - O modelo comportamental.docMEG?C:\Psicologia 7 semestre\PEPA II - O modelo comportamental.docMEG?C:\Psicologia 7 semestre\PEPA II - O modelo comportamental.docClienteXC:\Documents and Settings\Meg\Meus documentos\Meg\meu site\word\comportamentalensino.doc todO,;"??@BCDEFGHKRoot Entry FM1Table( WordDocument)NSummaryInformation(9DocumentSummaryInformation8ACompObjoObjectPool  FDocumento do Microsoft Word MSWordDocWord.Document.89q