ÐÏࡱá>þÿ ÒÔþÿÿÿÐÑÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿì¥Á5@ø¿T!bjbjÏ2Ï254­X­X¬Âvÿÿÿÿÿÿˆb b b l x x x Œ ”””8Ìd0ìŒ Ê)¢(¸à"{ðkL·(((((((($l+R¾-ŽC(Ax ß;@{ßßC(x x 9„)555ß®x x (5ß(5²5çV&@x x É& Pö 2|èÄ”E& é&4š)0Ê)Q&xL.u«ŠÁ.É&Œ Œ x x x x Á.x É& ßß5ßßßßßC(C(Œ Œ $°ä5Œ Œ °Universidade Católica de Brasília – UCB Disciplina: Ciência da Religião Semestre/Ano: 2°/2004 Professor: Paulo Afonso de Araújo Quermes  Érika Nóbrega Chase Silva – UC 2001051621 Kênia da Silva Gomes – UC 03017101 Marilúcia Francisca da Silva – UC 03134794 Meg Gomes Martins – UC 04053755 Suelene Maria de M. Rodrigues – UC 03129618 Viviane Domingos da Mota – UC 03126252 Brasília, 2004 Esse inimigo mora em nossos corações. Não podemos transformar todos os maus pensamentos em nossos amigos, mas precisamos confrontá-los e controlá-los. (S.S. o Dalai Lama, Palavras de Sabedoria, Sextante) Índice 1. Vida do Buda e surgimento do Budismo ........................................................................... p.4 2. Filosofia do Budismo ...................................................................................................... ... p.5 3. A vida religiosa e o culto budista 3.1. Vida religiosa ...................................................................................................... p.9 3.2. O culto ................................................................................................................. p.9 3.3. Feriados religiosos ................................................................................................p.9 3.4. Deuses ................................................................................................................. p.9 4. Difusão do Budismo no mundo e a diversidade religiosa 4.1. Theravada .......................................................................................................... p.10 4.2. Mayahana .......................................................................................................... p.10 4.2.1. Budismo tibetano – Vajrayana ........................................................... p.10 4.2.2. Zen-budismo japonês .......................................................................... p.10 5. Os ensinamentos budistas e a preocupação com a realidade social ................................. p.12 6. Budismo no DF ................................................................................................................ p.15 7. Conclusões e críticas ....................................................................................................... p. 16 8. Referências Bibliográficas .............................................................................................. p.18 Anexos Anexo 1- Pequeno dicionário de termos relacionados ao Budismo ......................... p.20 Anexo 2 - Frases para reflexão ................................................................................. p.22 Anexo 3 - Perguntas realizadas na dinâmica final na sala de aula ........................... p.24 Anexo 4 – Slides da apresentação oral ..................................................................... p.25 Anexo 5 – Relatório d trabalho ................................................................................ p.26 1. Vida do Buda e surgimento do Budismo Sidarta Gautama, o Buda, nasceu por volta de 563a.C, na família real do rei Suddhadama e rainha Maya do Clã Sukya, no nordeste da Índia. O príncipe Sidarta cresceu no seio da fortuna e do luxo. O rajá ouvira uma profecia de que seu filho ou se tornaria um poderoso governante ou tomaria o caminho oposto e abandonaria o mundo por completo, se fosse lhe permitido testemunhar as carências e o sofrimento do mundo. Aos vinte e nove anos Sidarta saiu do palácio e viu, pela primeira vez, um velho, um homem doente e um cadáver em decomposição. Depois viu um asceta com a expressão radiante de alegria. Percebeu então que a vida de riqueza e prazer é uma existência vazia e sem sentido. Renunciou à sua agradável vida de príncipe. Sem se despedir, abandonou esposas e filhos, e partiu para uma vida de andarilho. De uma vida de abundância passou para os exercícios ascéticos (meditação) e a yoga, esperando assim dominar o sofrimento. Obrigou-se a comer cada vez menos, até que finalmente, segundo a lenda, conseguiu sobreviver com um único grão de arroz por dia. Aos trinta e cinco anos, após seis anos de vida ascética, alcançou a iluminação (bodhi), durante o período de sete dias e sete noites que ficou sentado em meditação sob uma figueira Pipal, à margem de um afluente do rio Ganges, que é hoje uma árvore sagrada em Gaya no atual Bihas. Sidarta se transformara num Buda, ou seja, um ‘iluminado’, alcançara a percepção de que todo sofrimento do mundo é causado pelo desejo. Compreendeu que apenas suprimindo o desejo pode-se escapar de outras encarnações, que a realidade é transitória, é absoluta acima do tempo e do espaço. Essa compreensão se chama nirvana. O deus Brahma instou com Buda para que difundisse seus ensinamentos. O Buda sentiu compaixão pelos outros seres vivos, ‘contemplou o mundo com um olhar do Buda’ e decidiu ‘abrir o portão da eternidade’ para aqueles que o quisessem ouvir. O Buda decidira então se tornar um guia dos seres humanos e assim surgiu o Budismo. A primeira palestra do Buda aconteceu em Benares, centro religioso da época, e nesta foi apresentado os elementos mais importantes de seus ensinamentos. As rodas da instrução tinham sido postas e movimento. Buda apresentou as quatro nobres verdades sobre o sofrimento. Durante quarenta anos monges mendigos seguiam Buda pela região nordeste da Índia. Existem os leigos e os monges e cada grupo possui seus deveres. Aos oitenta anos Buda adoeceu e ao se despedir de seus discípulos deixou a seguinte mensagem: “Talvez alguns de vós estejam pensando: ‘as palavras do mestre pertencem ao passado, não temos mais mestre’. Mas não é assim que deveis ver as coisas. O dharma (instrução) que vos dei deve ser o vosso mestre depois que eu partir”. 2. Filosofia Budista 2.1. Renascimento, Karma e salvação O Budismo cresceu dentro do hinduísmo como um caminho individual para a salvação com o objetivo de encontrar a passagem “por onde se pode atravessar para a outra margem” Os conceitos das doutrinas do renascimento, do Karma e da salvação são comuns no hinduísmo e no Budismo, com algumas poucas diferenças. Para Buda, um ponto de partida óbvio é que o ser humano é escravizado por uma série de renascimentos. Como todas as ações têm conseqüências, o princípio propulsor por trás do ciclo nascimento-morte-renascimento são os pensamentos, palavras e atos do homem (Karma). O tipo de vida em que o indivíduo vai renascer depende de suas ações em vidas anteriores. O homem colhe aquilo que plantou. Não existe ‘destino cego’ nem ‘divina providência’. Enquanto o ser humano tiver um Karma, ele está fadado ao renascer. O Karma é algo que se deve buscar escapar. A salvação consiste em ser libertado do círculo vicioso dos renascimentos caracterizando a vida em transições, onde todas as criaturas são ficções. Sobre o conceito de alma, hinduísmo e Budismo se diferem. Para o hinduísmo o homem tem uma alma individual eterna (atmã) que sobrevive de uma existência para outra, a alma está acorrentada à reencarnação, e é considerada idêntica, total ou parcialmente, ao espírito universal (Brahman). Por outro lado, para o Budismo, por outro lado, o homem não tem alma e não existe espírito universal. O Budismo vê a vida como uma série ininterrupta de processos mentais e físicos que alteram o homem de momento a momento. A pessoa se transforma a cada momento. As experiências de um momento vividas por uma pessoa interferem para que no momento seguinte ela não seja mais a mesma pessoa. O bebê não é a mesma pessoa que o adulto, e o adulto não é a mesma pessoa que era ontem. Não existe ‘Isto é meu’, ‘Isto sou eu’. Ambas as frases são ilusões. Não há um núcleo imutável da personalidade, tudo é transitório. 2.2. As quatro nobres verdades, as oito vias e os mandamentos budistas Depois da iluminação debaixo da figueira, no sermão em Benares, Buda apresentou as quatro nobres verdades sobre o sofrimento que, metaforicamente, podem ser comparadas com um laudo médico, por isso que em alguns textos budistas, Buda é tratado como o ‘grande médico’: 1ª - Diagnóstico: Tudo é sofrimento. A condição do homem é a doença. A existência como um todo é manchada pelo sofrimento, pois tudo é passageiro. É necessário compreender que tudo aquilo que amamos e a que nos apegamos simplesmente não vai durar. 2ª - Causa: A causa do sofrimento é o desejo O desejo implica sobretudo desejar com os sentidos, a sede dos prazeres físicos. O desejo de sobrevivência também contribui para manter o sofrimento uma vez que, enquanto o homem se apegar à vida e acreditar que tem uma alma, irá perceber o mundo com sofrimento. O desejo de anulação, desejo de morrer, também amarra o ser humano à existência. Primeiro porque pressupõe que o homem tem uma alma que deve ser retirada, e segundo porque não leva em consideração o Karma que impõe o renascimento. Tirar a própria vida não resolve. Deve-se esperar o próximo renascimento para tentar se livrar do Karma. 3ª - Cura: O sofrimento cessa quando o desejo cessa. A doença do sofrimento é curável. Quando o desejo cessa, cessa o sofrimento e começa o Nirvana. Para suprimir o desejo deve-se enfrentar a ignorância humana. A ignorância leva ao desejo, o desejo leva à atividade, a atividade traz consigo o renascimento, e o renascimento origina mais ignorância. 4ª - Tratamento para a cura: A cessação do desejo pode ser conseguida seguindo o caminho das oito vias. O homem deve evitar os extremos da vida. Não se deve viver nem no prazer extravagante, nem na autonegação exagerada. Tudo que é demais não é adequado. Isso foi pregado por Buda com base em sua própria experiência. As oito vias são: 1- Perfeita compreensão O homem deve compreender sobre como o mundo funciona, especialmente acerca do sofrimento e de não ser possuidor de uma alma, com o objetivo de não ser ignorante. 2- Perfeita aspiração O homem deve lutar contra o desejo que é a raiz do sofrimento. Deve evitar o ódio e a luxúria ambos alicerçados em um pensamento equivocada de um ‘eu’ distinto do ambiente em torno. O homem deve olhar para o Buda como um ideal. 3- Perfeita fala A perfeita fala, conduta e meio de subsistência formam a ética do Budismo, seu código moral. Perfeita fala significa que o homem deve se abster de contar mentiras, fazer intrigas e ter conversas vazias. Deve falar com seus semelhantes de um modo verdadeiro, amigável e carinhoso. Ficar em silêncio também pode ser um modo inteligente de buscar a fala perfeita. 4- Perfeita conduta A compaixão e o amor são centrais na ética budista. As ações, pensamentos e sentimentos altruístas são importantes. Para a vida diária existem os cinco mandamentos do budista, que no entanto, não é dado e vigiado por entidade superior; no Budismo não existe ser superior capaz de dar ordens à humanidade sobre como viver. São eles: Não fazer mal a nenhuma criatura viva Não prejudicar ser humano ou animais, apesar do ser humano ser superior. Buda concordou que se comesse carne, desde que a pessoa estivesse certa de que o animal não fora morto especialmente para ela. Matar uma mosca com um tapa também não é coerente. Neste mandamento também é contemplado o pacifismo como um ideal. Embora países budistas já estiveram travando guerras, mas em autodefesa é permitido. O soldado profissional que morrer em batalha renascerá no inferno ou então como animal A vida começa na concepção, assim os budistas são contra o aborto. Os métodos anticoncepcionais são permitidos. O suicídio também é uma violação da regra, mas não se a pessoa se sacrificou sua vida por outra. Não roubar – não tomar aquilo que não lhe foi dado Mandamento que se refere ao roubo e as trapaças de todos os tipos; bem adequado para a ética no trabalho e correção nos negócios. Não ser sexualmente promíscuo – não se comportar de modo irresponsável nos prazeres sexuais Atividades que podem prejudicar os outros: estupro, incesto e adultério. Deve-se, entretanto, considerar se a cultura é monogâmica ou poligâmica. O homossexualismo é sempre inadequado. Não mentir - não falar falsidades Falar verdades e não utilizar respostas maldosas, fofocas, ira e não perder tempo com conversas fúteis. Não tomar estimulantes – não se entorpecer com álcool ou drogas Ficar entorpecido ou embriagado implica não poder se concentrar nas regras que devem ser seguidas. As cinco regras de conduta estão expressas na forma negativa, mas quando são seguidas, seus aspectos positivos aparecem. O oposto de fazer mal é demonstrar amor e compaixão. Mandamentos acrescentados pela doutrina (textos) budistas: Dar presentes Realizar serviços para os outros – Os budistas se preocupam especialmente em cuidar dos moribundos. A morte é um momento decisivo em relação ao nascimento; portanto, o objetivo é ter uma boa morte. Estudar a doutrina e disseminá-la Regras restritas aos monges e monjas noviços: Celibato Não comer em horas proibidas (após meio–dia) Afastar-se de todos os divertimentos mundanos Abdicar de todos os luxos (jóias, perfume, etc) Não dormir numa cama macia nem larga Não aceitar nem possuir ouro, prata ou dinheiro. 5- Perfeito meio de subsistência Buscar escolher um trabalho que não contrarie os cinco mandamentos. Um açougueiro, um comerciante de vinhos, um fabricante de armas ou um soldado profissional teriam de encontrar uma profissão alternativa se quisessem permanecer budistas. A melhor de todas as vidas é a do monge, pois ele pode se devotar inteiramente ao caminho das oito vias. 6- Perfeito esforço O perfeito esforço, atenção e contemplação são as maneiras pela qual o ser humano pode melhorar a si mesmo e purificar a mente. Perfeito esforço significa que o budista não deve deixar que pensamentos ou estados de espírito destrutivos intervenham, e se já estão presentes, deve tentar expulsá-los antes que tenham efeitos palpáveis. 7- Perfeita atenção Necessária para a perfeita autocontemplação. 8- Perfeita contemplação A autocontemplação é o meio pelo qual o budista alcança pleno controle sobre o corpo e a mente. Uma vez conseguido isso, ele está pronto para iniciar a meditação propriamente dita. Durante a meditação todos os músculos se relaxam, possivelmente também pelo fato de o praticante sentar numa posição especial de yoga. Toda a concentração deve focalizar um só objeto, uma palavra ou a própria respiração. O objetivo da meditação é acalmar a superfície (os sentidos) perturbada da mente. As profundezas da mente são tranqüilas e imóveis. 2.3. O Nirvana Tudo que existe no mundo é sem autonomia, transitório e traz sofrimento. Entretanto o Nirvana é algo eterno e fora do sofrimento. Significa ‘apagar’; o desejo é ‘apagado’ quando o Nirvana é alcançado. Um estado em que todo o Karma já foi esgotado e a lei do renascimento foi rompida. Ao atingir o estado de Nirvana, o budista consegue dominar o desejo de viver, que o conecta a existência, e pára de produzir o Karma e, portanto, não está mais sujeito à lei do renascimento. Consegue-se a salvação para si, e com o caminho aberto para abandonar o mundo, pode entrar no Nirvana final. O Nirvana não pode ser comparado a nada em nossa vida diária. A condição para alcançar o Nirvana é que o budista encontre a iluminação exatamente como ocorreu com o Buda. Boas obras por si sós não bastam. Um estilo de vida aceitável pode levar a bons renascimentos, que poderão levar a iluminação. Buda nasceu 547 vezes para chegar lá. 2.4. O casamento e o papel da mulher Não é sagrado, apenas um acordo entre as partes. Os monges não celebram casamentos. Assim, o divórcio também não é uma questão religiosa. O marido deve mostrar respeito para com sua mulher, e esta, deve cumprir seus deveres domésticos. Normalmente, considera-se menos vantajoso renascer como mulher do que como homem. 3. A vida religiosa e o culto budista 3.1. Vida religiosa Para ser monge ou monja, a pessoa deve deixar para trás todos os cuidados e as preocupações relativas à família e à vida social. Monges e monjas possuem regras de conduta muito mais estritas do que os leigos. Os monges e as monjas levam uma vida de simplicidade e pobreza. O pouco que precisam para sobreviver vêm de esmolas que eles pedem, mas que não é visto como um comportamento degradante. Pelo contrário: para o leigo, é uma honra dar esmola aos monges. Um mosteiro budista não fica isolado da vida da cidade ou da aldeia. Os monges, em determinados dias, instruem os leigos sobre os ensinamentos do Buda. As pessoas comuns podem ainda passar temporadas em retiro num mosteiro, a fim de meditar ou receber instrução especial. Mesmo que um budista não venha a se tornar um monge em sua vida atual, se ele ajudar a sustentar um mosteiro, pode aspirar a ser um monge na próxima encarnação. 3.2. O culto Em um culto budista ocorre a veneração das relíquias do Buda. Originalmente as relíquias eram guardadas em pequenos montes de terá (stupas). Aos poucos estas se transformaram naquelas construções características, em forma de sino ou de domo, que se chamam pagodes. Apesar dos budistas venerarem as imagens do Buda queimando incenso e pondo flores e outras oferendas diante delas, para o budista ortodoxo isso não é propriamente uma adoração formal. As imagens estão ali para lembrar os ensinamentos do Buda e auxiliar o budista em sua meditação e em sua vida religiosa. O budista devoto, seja onde ele estiver, faz sua confissão também chamada de ‘As três jóias’: Procuro refúgio no Buda Procuro refúgio nos ensinamentos Procuro refúgio na comunidade monástica. 3.3. Feriados Religiosos A festa religiosa mais importante para os budistas é o aniversário do nascimento do Buda, comemorado em abril ou maio, na lua cheia, mesmo dia que ocorreu sua iluminação e sua entrada no Nirvana. 3.4. Deuses Buda não negou a existência dos deuses, porém esta existência é transitória, assim como é a do homem. Os deuses também estão atrelados ao ciclo do renascimento. 4. Difusão do Budismo no mundo e a diversidade de religiões Como ocorre em todas as religiões, após a morte do Buda, houve uma divergência entre seus discípulos entre uma facção conservadora e outra liberal. A corrente conservadora é a Theravada (‘a escola dos antigos’), predominante no Sul da Ásia (Birmânia, Tailândia, Sri Lanka, Laos e Camboja), e a corrente liberal é a Mahayana (‘o grande veículo/nave), predominante no Norte da Ásia (China, Japão, Mongólia, Tibet, Coréia e Vietnã). Theravada Mahayana - Vajrayana – Budismo tibetano - Zen-Budismo japonês 4.1. Theravada Essa escola acredita representar o Budismo em sua forma original. Como não existe nenhum deus para redimir o homem do ciclo dos renascimentos, ela ressalta que o indivíduo deve salvar a si mesmo. Consideram o Buda apenas como um ideal e um raio de salvação. Seus ensinamentos de meditação são baseados em uma grande coleção de textos escritos em pli, um antigo idioma indiano. Em pli a palavra Theravda significa  Ensinamento dos Antigos .Os seguidores desta escola são chamados theravdins. O Buda é visto como mestre e guia dos seres humanos. Ele não é adorado como um deus, nem pode salvar as pessoas, mas indicou o caminho para a salvação. O próprio indivíduo deve assumir responsabilidade por seu desenvolvimento ético e religioso. O ideal do indivíduo e se tornar um arhat. 4.2. Mayahana Essa escola acredita que é possível levar todas as pessoas à redenção. O Budismo Mahayana também é chamado de Hinayana, que significa, ‘o pequeno veículo’, uma vez que apenas alguns (os monges) serão salvos. Consideram o Buda como o salvador. Se os leigos se devotarem ao Buda também podem ser salvos como o serão os monges. É considerado egoísmo interessar-se apenas pela salvação individual. O ideal do budista Mahayana é o bodhisattva, o qual, depois de alcançar a iluminação (bodhi), abdica do Nirvana a fim de ajudar outras pessoas a alcançar a salvação. Existem duas tendências dentro do Mahayana: tibetana Vajrayana (em sânscrito, uma antiga língua indiana, Vajrayna significa  Veículo Adamantino (de diamante) ou indestrutível.) e o zen-Budismo japonês. 4.2.1 Budismo Tibetano - Vajrayana O Budismo tibetano - Vajrayana, também chamado lamaísmo (do termo Lama  professor ou mestre), se incorporou à religião local chamada Bon, que se caracterizava pela crença em deuses e espíritos, os quais eram cultuados com sacrifícios sangrentos, encenações de mistérios e danças rituais. Vários desses deuses originais continuam sendo cultuados como guardiães dos ensinamentos budistas. As características mais aparentes do Budismo tibetano são as rodas de oração e as bandeiras de oração. O mantra tibetano mais comum é Om Manipadme Hum, que significa “Ó tu, que tens a jóia no teu lótus”, ou “Seja louvada a jóia no lótus”. A originalidade do lamaísmo está em sua estrutura social. Desde o século XVII o Tibet é governado por um lama principal, ou dalai-lama (oceano de sabedoria), que tem sua sede na capital, Lhassa. O dalai-lama é o líder religioso e político do país. Acredita-se que ele seja a reencarnação de um famoso bodhisattva. Em 1959 a China assumiu o controle total do país e o dalai-lama foi obrigado a fugir para a Índia, onde obteve asilo político. Desde essa época, dezenas de milhares de tibetanos se refugiaram na Índia e no Nepal, lugares em que o Budismo tibetano continua vivo. 4.2.2. Zen-Budismo japonês O zen-Budismo tem cerca de 20 mil templos e 5 milhões de adeptos só no Japão. O nome japonês ‘Zen’ surgiu na China onde tinha uma escola de meditação que realçava a iluminação como o verdadeiro núcleo do Budismo. A prioridade do zen-Budismo é a iluminação do Buda mais do que os seus ensinamentos. O zen ensina que a iluminação deve vir de dentro, deve ter origem no coração do indivíduo. Os ensinamentos do Buda só podem levar até uma parte do caminho. As noções fixas podem ser um obstáculo para a iluminação; portanto, um pré-requisito é a mente se esvaziar de palavras e idéias. O importante no zen é romper com a lógica do discípulo e com seus processos conceituais de pensamento. Assim, desde a era chinesa do zen, os mestres apresentavam perguntas, respostas e uso de charadas totalmente surpreendentes para que seus discípulos fossem estimulados a reformulação de conceitos e idéias. Ao ponderar os enigmas, o discípulo zen é levado a experimentar um ‘sentimento de dúvida’ avassalador que é vital para a captação direta da realidade. Na vida cotidiana do zen, a prática consciente de uma rotina manual pode ser tão favorável para a iluminação quanto à meditação e os rituais religiosos. Por esse motivo, ocupações aparentemente triviais como tomar chá, fazer arranjos de flores e cuidar do jardim passaram a ter grande importância no zen-Budismo. No Japão certos esportes e formas de arte receberam forte influência do zen: arco e flecha, luta corporal, teatro, pintura, música, etc. 5. Os ensinamentos budistas e a preocupação com a realidade social Em todos os seus ensinamentos, o Budismo buscar mostrar como as pessoas podem fazer para viver melhor e conseqüentemente ter uma sociedade cada vez melhor. Realça a abnegação de si e a caridade, o que tem levado a uma participação ativa nas questões sociais e políticas contemporâneas. O estilo de vida budista, fundamentado em paz, amor e sabedoria, é tão relevante hoje em dia quanto o foi antigamente na Índia. Buda explicou que todos os nossos problemas e sofrimentos provêm de estados mentais confusos e negativos, ao passo que toda a nossa felicidade e boa sorte originam-se em estados mentais serenos e positivos. Buda ensinou métodos para superarmos gradualmente nossas mentes negativas de raiva, inveja e ignorância, e desenvolvermos as mentes positivas de compaixão, amor e sabedoria. Esse é o caminho que resulta em paz e felicidade duradouras. Esses métodos funcionam para todas as pessoas, em qualquer país e seja qual for a sua idade. Uma vez que tenhamos adquirido alguma experiência pessoal, poderemos transmitir isso aos outros para que eles também possam desfrutar dos mesmos benefícios. A paciência nos ajuda nesta e em todas as nossas vidas futuras. De acordo com as palavras do grande mestre Shantideva: “Não existe mal maior que a raiva, nem virtude maior que a paciência.” Com paciência, é possível aceitar as dores que nos são infligidas e suportar aborrecimentos e transtornos comuns. Se nada perturba a paz mental das pessoas, elas não experienciam problemas. Chandrakirti diz que, se praticarmos a paciência, teremos uma aparência bonita no futuro e nos tornaremos um ser sagrado com elevadas realizações. Existem três tipos de paciência: 1. Paciência de não retaliar; 2. Paciência de voluntariamente suportar sofrimentos; 3. Paciência de pensar claramente sobre o Dharma. Para praticar o tipo de paciência de não retaliar, devemos sempre nos lembrar dos perigos da raiva e dos benefícios da aceitação paciente e, logo que a raiva surgir, aplicar imediatamente os métodos para eliminá-la. No início, devemos aprender a suportar dificuldades menores como um insulto ou interferências em nossa rotina. Depois, poderemos aperfeiçoar nossa paciência, até sermos capazes de tolerar graves dificuldades sem sentir raiva. Ao meditar sobre paciência, podemos recorrer a vários raciocínios que nos ajudam a superar a tendência a retaliar. Por exemplo, quando alguém nos bate com uma vara, não ficamos bravos com a vara, porque ela está sendo empunhada pelas mãos do agressor e não tem vontade própria. Igualmente, quando formos insultados ou prejudicados, não devemos ficar com raiva do agressor, pois ele está sendo manipulado por sua mente deludida e também não tem escolha. Assim como um médico não ficaria bravo se um paciente febril o insultasse, tampouco devemos nos enfurecer quando os seres vivos, acometidos por desilusões doentias, nos prejudicarem. Ao retaliar apenas criamos mais Karma negativo; um Karma que, no futuro, nos fará sofrer ainda mais. Se, ao contrário, aceitarmos pacientemente a ofensa, quebraremos a corrente e saldaremos esse débito kármico específico. Buscar refúgio é o primeiro passo do caminho budista para obter liberdade interior, a busca do refúgio em coisas físicas e prazeres transitórias apenas aumentam a nossa confusão em vez de acabar com ela. Para os budistas, buscar refúgio é um processo de interiorização, que começa com a nossa descoberta do próprio potencial ilimitado de cada ser humano, a sabedoria completa e perfeita é o estado do Buda, que significa ter uma mente totalmente aberta. Os três objetos de refúgio são: Buda, Dharma e sangha. Buscar refúgio em Buda, implica aceitar orientação de seres iluminados, como a única solução para a confusão e a insatisfação desta nossa vida. A busca pelo refúgio exterior significa procurar a orientação do Budas vivos, visto que somos incapazes de conquistar a liberação sem um mestre; o ser iluminado a quem nos volta neste momento é, na verdade o médico que faz o diagnóstico de nossas doenças, e nos restaura a saúde perfeita. O remédio prescrito por Buda é o Dharma, que quer dizer sabedoria, que compreende a nossa verdadeira natureza e revela o nosso poder latente de autoliberação, buscar refúgio no Dharma, significa sabedoria agora. Aqueles que buscam refúgio profundo nunca se sentem perdidos ou desamparados, na medida em que nosso amor próprio e a nossa autoconfiança aumentam, as nossas relações com os outros melhoram. Em geral a nossa mente está repleta de maus pensamentos, de idéias inúteis e repetitivas; isso gera apego às fantasias e libera o ódio, a inveja ou o desespero, que nos frustram. Praticar o Dharma significa tocar o nosso sino da sabedoria interior, ficar sempre alerta, eliminando os refugos que congestionam nossa mente, e os apegos de vícios que invadem os nossos devaneios. O sangha significa homens dotados de sabedoria, eles se assemelham às enfermeiras e aos amigos que nos ajudam a nos recuperar de uma doença. Os verdadeiros amigos espirituais ajudam-se uns aos outros em suas práticas e favorecem o crescimento mútuo do conhecimento e da consciência, precisamos de ajuda porque somos facilmente influenciados pelo nosso ambiente e pelas pessoas à nossa volta; suponha que um seja alcoólatra inveterado que esteja tentando abandonar o vício, então, chega um amigo e diz: “Que dia quente! Vamos tomar uma bebida?”; assim a este o acompanha nesse dia, e faz no dia seguinte também, logo estará de volta à mesma velha rotina. Mas a grande preocupação não é exagerar os próprios problemas nem se preocupar com o refúgio exclusivamente para si mesmo. Lembre-se de que todos os seres estão igualmente confusos e infelizes. Por isso, ao procurar refúgio, visualizem seu pai e sua mãe ao seu lado, seus amigos e conhecidos atrás de vocês, aqueles que os perturbam sentados à sua frente e todos os demais seres à sua volta. Com simpatia e bondade, pensem : “Todos os seres vivos do universo, inclusive eu, tem estado confusos desde o início dos tempos, procurando refúgio em fantasias e defrontado-se constantemente com obstáculos, agora, tenho a oportunidade de desenvolver o meu potencial humano e de me unir à onisciência da consciência totalmente aberta, em vez de dar ouvidos à minha mente confusa e apegada, devo ouvir a voz da sabedoria; esse é o único modo de libertar a mim e a todos os seres, por essa razão, agora me refugio em Buda, no Dharma e no sangha.” O Budismo ensina e fornece instruções espirituais para libertar os seres sensíveis do sofrimento e da insatisfação, isso começa a ocorrer até que as pessoas peçam com sinceridade para fazê-lo, os ensinamentos nunca são impostos aos outros contra a sua vontade; os budistas não enviam pessoas as ruas para convencê-las que são infelizes, eles esperam até que alguém peça para receber os ensinamentos.Assim, qualquer tentativa de impor as convicções espirituais aos outros ou de partilhar com as pessoas a experiência religiosa do Budismo é errada e pode facilmente terminar em frustração e desentendimento. A característica mais importante de todos os ensinamentos do Buda, está no fato de serem destinados ás necessidades e aptidões de cada indivíduo. O Budismo ensina os métodos de purificar a mente de conceitos negativos e a desenvolver ao máximo o potencial humano. Alguns desses métodos são: não prejudicar os outros, ter compaixão e praticar a generosidade; outro bem específico do Budismo é o Karma, que é a lei de causa e efeito. Não existe maior mal que o ódio, trata-se de uma força capaz não apenas de anular os efeitos de quaisquer ações positivas realizadas no passado, como também impedir de alcançar a completa iluminação ou meramente de melhorar a mente das pessoas. O antídoto para o ódio é a paciência. O ódio é uma reação aos sentimentos de infelicidade que, por sua vez, surgem sempre que os indivíduos se deparam com circunstâncias desagradáveis. Deve-se observar que todos estes ensinamentos, quando realmente são seguidos, fazem com que cada um faça a sociedade onde vivem ser cada vez melhor. 6. Budismo no DF Centro Budista Tibetano Kagyü Pende Gyamtso Budismo Vajrayna Tibetano - Escola Kagyü Lama Sönam Sherpa Condomínio Jardim América, lotes F1/F3, G2/G4 - DF-150, Km 3 (estrada da Fercal) Sobradinho II  DF Telefone[s]: [61] 485-0697 Site:  HYPERLINK "http://www.dharmanet.com.br/php/frame.php?url=http://www.kalu.org.br" http://www.kalu.org.br Centro Lamrim Budismo Vajrayna Tibetano - Escola Gelug HCGN 715 Bloco J - Casa 5 Brasília - DF 70770-710 Telefone[s]: [61] 273-1704 Centro Zen do Planalto Budismo Mahyna Japonês - Escola SMtM Zen Condomínio Rural Fazenda Santharem Brasília  DF Telefone[s]: [] 500-1522, 347-0038, 9981-9571 Site:  HYPERLINK "http://www.dharmanet.com.br/php/frame.php?url=http://www.geocities.com/Athens/Agora/9333/planalto.htm" http://www.geocities.com/Athens/Agora/9333/planalto.htm Chagdud Gonpa Padma Ling Budismo Vajrayna Tibetano - Escola Nyingma Lama Sherab Drölma SHCGN 714 - Bloco P, Casa 04 Brasília - DF 70760-776 Telefone[s]: [61] 9978-7370, 443-3825, 9974-3095, 567-9284, 272-6783 E-mail:  HYPERLINK "mailto:padmaling@hotmail.com" padmaling@hotmail.com Site:  HYPERLINK "http://www.dharmanet.com.br/php/frame.php?url=http://geocities.yahoo.com.br/cgpadmaling/" http://geocities.yahoo.com.br/cgpadmaling/ Honpa Hongwanji – Brasília Budismo Mahyna Japonês - Escola JMdo Shin Rev. Ademar Sato e Rev. Kokai Ishida EQS 315/316 Brasília - DF 70384-400 Telefone[s]: [61] 245-2469 Fax: [61] 245-2469 Site:  HYPERLINK "http://www.dharmanet.com.br/php/frame.php?url=http://www.terrapuradf.com.br" http://www.terrapuradf.com.br Sangha Zen de Brasília Budismo Mahyna Japonês - Escola SMtM Zen Centro Cultural de Brasília Av. L2 Norte, Qd. 601-B Brasília - DF 70830-010 Telefone[s]: [61] 91089173 E-mail:  HYPERLINK "mailto:gyokuen@ig.com.br" gyokuen@ig.com.br Site:  HYPERLINK "http://www.dharmanet.com.br/php/frame.php?url=http://www.tokuda-igarashi.net" http://www.tokuda-igarashi.net 7. Conclusão e críticas A primeira nobre verdade traz uma questão muito desestimuladora para a vida das pessoas. Considerar que tudo é sofrimento é punir o comportamento das pessoas na busca por prazeres saudáveis nesta passagem aqui pela Terra. Também é obrigar as pessoas a se conformarem com a miséria, com a pobreza, com a fome, com a violência, e assim fazer com que o mundo não progrida. É um “balde de água fria” na ambição das pessoas. Ambição, é claro, saudável daquelas que não se quer passar por cima do outro para obter algo, mas sim almejar sucesso na vida, na carreira, na família. Em relação a realizar serviços para os outros, cabe uma pergunta que ainda gera controvérsias entre os cientistas sociais: existirá mesmo o altruísmo na forma especificada pelos ensinamentos budistas? O altruísmo refere-se às ações destinadas a ajudar outras pessoas sem qualquer benefício óbvio a seu praticante. Existem várias teorias para explicar o porquê do comportamento altruísta. Pela teoria da evolução o altruísmo é instintivo porque tem a função de proteger os genes; ao ajudar ou mesmo morrer por um filho ou irmão, aumenta-se a chance dos genes serem transmitidos às futuras gerações. Pelo modelo egoístico, a ajuda pode ser uma forma de egoísmo ou de auto-interesse deliberado; a ajuda é sempre motivada por algum grau de ganho antecipado. E. por fim, pelo modelo empatia-altruísmo, a ajuda é verdadeiramente desinteressada e motivada pela preocupação com os outros; ouvir ou ver as necessidades dos outros pode criar empatia que é a noção subjetiva dos sentimentos ou das experiências de outras pessoas. Quando sentimos empatia em relação à outra pessoa, focamos seus problemas e não os nossos e somos motivados a ajudá-la sem qualquer interesse. Talvez seja esse último modelo pregado nos ensinamentos budistas, mas vale frisar que pessoas ajudam porque esperam reciprocidade, ou se sentir bem ou para evitar sentimentos de aborrecimento e culpa se não os fizer. O budista pode ser altruísta (?) com o intuito de se livrar do Karma e atingir mais rapidamente o Nirvana. A questão de lançar charadas, enigmas como forma de reformulação de conceitos é procedimento terapêutico utilizado pela psicologia. Daí um motivo para a grande disseminação da filosofia budista no ocidente. O Budismo traz novas reformulações de pensamentos, sentimentos e ações das pessoas, ou seja, apresentam formas diferenciadas de comportamento para as pessoas emitiram diante de certas contingências da vida. No que concerne a questão da meditação no zen-Budismo, parece que algumas práticas terapêuticas atuais podem encontrar, em parte, respaldo nas práticas e rituais zen, como por exemplo à terapia ocupacional. O zen incentiva à prática consciente de uma rotina e atividades manuais para chegar a iluminação e conseqüentemente alcançar o estado do Nirvana. Fazendo um paralelo, a terapia ocupacional trabalha com a ferramenta da atividade que promova a independência, a auto-estima e o autocontrole do indivíduo, buscando usar a habilidade dos movimentos para reabilitar movimentos comprometidos do corpo humano, e assim fomentar a qualidade de vida dos portadores de deficiência física, de problemas mentais ou psíquicos e reintegrá-los à atividade profissional e ao convívio social. Essa reintegração seria um modo de proporcionar uma fuga da primeira nobre verdade: nem tudo na vida tem que ser feito com sofrimento, mas pode-se compreender esse sofrimento (terceira nobre verdade) e buscar contorná-lo. A terapia ocupacional é muito importante para o trabalho com atividades manuais na educação para elaborar programas terapêuticos para crianças com problemas psicomotores ou de aprendizagem; na geriatria para auxiliar a readaptação de idosos que perderam os movimentos por causa de problemas nas articulações ou de doenças como o derrame; na reintegração social para atuar na recuperação de alcoólatras ou viciados em drogas. Por fim, a afirmação de que o Budismo é uma religião parece questionável, principalmente quando se estuda a corrente Theravada, original e conservadora, que não crê em Buda como um Deus, com poderes para levar todos a salvação, mas sim como um guia que conduz as pessoas a uma vivência feliz nessa vida transitória que temos na Terra. Esses ensinamentos são mais filosóficos do que religiosos, pois não fazem referências ao contato com um Deus transcendente. A religião é uma instituição criada como forma de controle, poder e dominação e que surgiu quando nossos ancestrais já vivenciavam e acreditavam em transcendências. Religião é diferente de espiritualidade, e o que o Budismo trata mais é como vivenciar a espiritualidade. O Budismo ensina e fornece instruções espirituais para libertar os seres sensíveis do sofrimento e da insatisfação. 8. Referências Bibliográficas Alves, Rubem (1999). O Que É Religião? Editora Loyola: São Paulo Gaarder, Josten, Hellern, Victor & Notaker, Henry (2000). O Livro Das Religiões. Trad. Lando, I. M. Companhia das Letras: São Paulo. Livro de Ofício – comunidade budista Sul-Americana da Escola da Terra Pura Honpa Hongwanji. Rodrigues, Humberto Arcanjo Brito (????). Ensinamentos do Budismo Tibetano. Editora pensamento: São Paulo S.S. Dalai-Lama & Cutler, Howard C. (2000). A Arte Da Felicidade – um manual para a vida. Trad. Barcellos, Waldéa. Martins Fontes: São Paulo.  HYPERLINK "http://www.budismo.org.br/" http://www.budismo.org.br/ - visitado no dia 25/9/04- 16h  HYPERLINK "http://www.dharmanet.com.br/home/" http://www.dharmanet.com.br/home/ - visitado no dia 25/9/04 – 17h40  HYPERLINK "http://www.pime.org.br/pimenet/mundoemissao/relbudismo.htm" http://www.pime.org.br/pimenet/mundoemissao/relbudismo.htm - visitado no dia 18/8/04 – 13h Anexos Anexo 1- Pequeno dicionário de termos relacionados ao Budismo (Vocábulos distribuídos em cartazes pela sala no dia da apresentação oral) Arhat = (sânsc.; pli ARAHAT, chin. LO-HAN, jap. RAKAN; tib. DRACHOMPA/ DGRA BCOM PA) - ser perfeito, aquele que conseguiu superar o sofrimento do SAMSARA e alcançar o NIRVANA; o objetivo das escolas não-Mahayana. Alguém que deixou o mundo para trás e entrou no Nirvana. Asceta = pessoa que consagra a ascese Ascese = estado da alma do asceta; práticas de virtudes pela vontade, pela meditação, pela mortificação (repressão de certos sentidos). Atmã = alma individual eterna Bodhi = (sânsc. e pli; chin. WU; jap. SATORI, KENSHÔ; tib. JANGCHUB/ BYANG CHUB) iluminação, despertar. Bodhisattvas = (sânsc.; pli BODHISATTA; chin. P'U-SA; tib. BOSATSU, BODAISATTA; tib. JANGCHUBSEMPA/ BYANG CHUB SEMS DPA') - ser da iluminação; no Budismo MAHAYANA, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (PARAMITA) e realizando a mente da iluminação (BODHICHITTA). Budista que, depois de alcançar a iluminação, abdica do Nirvana a fim de ajudar outras pessoas a alcançar a salvação. Significa existência iluminada. Brahma = deus Brahman = espírito universal Buda = iluminado Buddadharma = princípios e práticas do caminho budista. Dalai Lama = (tib. TA LA'I BLA MA) - Oceano de Sabedoria; título honorífico concedido pelo príncipe mongol Althan Kham ao líder da escola tibetana GELUG, em 1578. Dharma = (sânsc.; pli DHAMMA; chin. FA; jap. HÔ; tib. CHÖ/ CHOS) - o ensinamento de BUDA, uma das Três Jóias (TRIRATNA); com letra minúscula, Dharma geralmente se refere a um fenômeno ou manifestação da realidade. Ensinamentos e doutrina do Buda abrangendo a tradição dos textos sagrados assim como o modo de vida e as realizações espirituais que resultam em aplicação dos ensinamentos. Práticas religiosas e espirituais. Dharma em sânscrito deriva da raiz etimológica que significa ‘segurar’, assim é qualquer comportamento ou entendimento que sirva para ‘refrear a pessoa’ ou para protegê-la evitando que passe pelo sofrimento e suas causas. Guru (Lama) = (sânsc.; tib. LAMA/ BLA MA) - mestre espiritual, uma das três raízes do Budismo Vajrayana. Karma = pensamentos, palavras e atos do homem Mahayana = (sânsc.) - Grande Veículo; movimento surgido por volta dos séculos I-II que procura valorizar a libertação de todos os seres através da compaixão dos Bodhisavas. Vertente do Budismo que acredita que Buda é o Salvador que leva todas as pessoas à redenção. Mantra = (sânsc.; jap. SHINGON; tib. NGAG/ SNGAGS) - no Budismo Vajrayana, série de sílabas que representam a fala iluminada. Fórmula mágica ou enunciação sagrada Nirvana = (sânsc.; pli NIBBANA; chin. NIEH-P'AN; jap. NEHAN; tib. NYANGENLEDEPA/ MYA NGAN LAS 'DAS PA) - extinção do sofrimento. Estado que se atinge quando a pessoa compreende que apenas suprimindo o desejo que podemos escapar de outras encarnações, que a realidade é transitória. Pagodes = Construções características, em forma de sino ou de domo, que guardam as relíquias do Buda (veja Stupa). Pali = dialeto indiano derivado do sânscrito; a língua do cânone da escola Theravada. Quatro nobres verdades = (sânsc. ARYASATYA; pli ARYASATTA) - os ensinamentos básicos do Budismo; as verdades do sofrimento (DUHKHA), da causa (SAMUDAYA), da cessação (NIRODHA) e do caminho (MARGHA). Rodas da instrução = elementos mais importantes dos ensinamentos budistas Sidarta Gautama = (sânsc.; pli SIDDHATTHA GOTAMA) - o fundador do Budismo, o BUDA histórico (563 - 483 a.C.). Stupa = (sânsc.; pli THUPA; tib. CHÖRTEN/ CHOS RTEN) - relicário para guardar restos mortais dos grandes mestres. Tantra = (sânsc.; tib. GYÜ/ RGYUD) - no Budismo Vajrayana, textos esotéricos com doutrinas especiais para a transformação da mente. Theravada = (pli) - Ensinamentos dos Antigos; escola do grupo Sthaviravada fundada pelo monge Moggaliputta Tissa. Vertente do Budismo que acredita representar o Budismo em sua forma original. Consideram que o Buda não redime o homem do ciclo dos renascimentos, apenas ensina como o indivíduo deve salvar a si mesmo. Vajrayana = (sânsc.; tib. DORJETEPA/ RDO RJE THEG PA) - Veículo de Diamante; forma esotérica do Budismo Mahayana, baseada nos ensinamentos dos tantras. Yoga = (sânsc.) - união, ligação. Zen = (jap.; sânsc. DHYANA; chin. CH'AN) - meditação; uma das principais escolas do Budismo MAHAYANA. Anexo 2 – Frases para reflexão (Frases distribuídas em chocolates para o público participante no dia da apresentação oral) “Esse inimigo mora em nossos corações. Não podemos transformar todos os maus pensamentos em nossos amigos, mas precisamos confrontá-los e controlá-los.” (S.S. o Dalai Lama, Palavras de Sabedoria, Sextante) “Talvez alguns de vós estejam pensando: ‘as palavras do mestre pertencem ao passado, não temos mais mestre’. Mas não é assim que deveis ver as coisas. O Dharma (instrução) que vos dei deve ser o vosso mestre depois que eu partir”.“Onde quer que eu conheça pessoas, sempre tenho a sensação de estar me encontrando com outro ser humano, exatamente igual a mim. Creio ser muito mais fácil a comunicação com os outros nesse nível”. (S.S. o Dalai Lama, A arte da felicidade – um manual para a vida, Martins Fontes).“(...) começa-se identificando aqueles fatores que levam a felicidade e aqueles que levam ao sofrimento. Depois desse estágio, passa-se gradativamente a eliminar os que levam ao sofrimento e a cultivar os que conduzem à felicidade.” (S.S. o Dalai Lama, A arte da felicidade – um manual para a vida, Martins Fontes).“(...) à medida que começarmos a identificar os fatores que levam a uma vida mais feliz, estaremos aprendendo como a busca da felicidade oferece benefícios não só ao indivíduo, mas à família do indivíduo e também à sociedade como um todo.” (S.S. o Dalai Lama, A arte da felicidade – um manual para a vida, Martins Fontes). “Na realidade, o fato de nos sentirmos felizes ou infelizes a qualquer dado momento costuma ter muito pouco a ver com nossas condições absolutas, mas é sim uma função de como percebemos nossa situação, da satisfação que sentimos com o que temos.” (S.S. o Dalai Lama, A arte da felicidade – um manual para a vida, Martins Fontes).“(...) a certa altura, os desejos podem tornar-se absurdos. Isso geralmente resulta em problemas. (...) Ora, será que eu preciso mesmo disso? Geralmente a resposta é não. (...) O verdadeiro antídoto para a ganância é o contentamento.” (S.S. o Dalai Lama, A arte da felicidade – um manual pa‰—˜™¦ j ™ Õ ƒ ˜ ¥ ­ #š¢/8|ƒçQØ+35DEdj²¶²·—›µ¼ÆÌžôíéÙéíÐéÐȾ±¾Èéªéªé¢—¢é¢é¢é’ééézérééézéh"oâ6>*] h"oâ6>*jh"oâ0J>*U h"oâ>* h"oâ\h"oâ6]mH sH h"oâmH sH  h"oâ6]h"oâ6]aJmHsHh"oâaJmHsHh"oâmHsHh"oâ5\aJjh"oâCJUmHnHuh"oâ h"oâ5\jh"oâ5U\,)I_‰Š‹ŒŽ‘’“”•–—™š›œžŸ ¡¢ýýýýýýýýýýýýýýýýýýýøøóóóóóóó$a$$a$à 9!S!ýýý¢£¤¥¦Ðó > j ‘ ’ “ ” • – — ˜ ™ ¨ ª « ¬ ­ ® ¯ ° úúúúñññìêñññññññññèããããããã$a$$a$ $7$8$H$a$$a$° ± ² ³ ´ µ ¶ · ¸ ¹ º » ¼ ½ ¾ ¿ À Á Â Ã Ä Å Æ Ç È É Ê Ë Ì Í úúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúúú$a$Í Î Ï Ð Ñ Ò Ó Ô Õ ü A o ¥ ­ ® & ­ Ô T Ù W Ú ”zçQØúúúúúúúúúúúúøööööööööôöööööö,$a$Ø_âéH¿"” 34ÀÕå`¾¢èê%'Z d!#ýûýýýýýýùýððîîîîîîîîéîîîîîî$a$$ ÆŠÀa$,ž°äúš %  \!a!4"9"Z"_"‹##-$4$›&£&¹&â&7'M'ê*ï*l+q+, ,Ã2é2£5Ö5Y6µ6o7’7ý7=8@@ô@A[AbA¹AÀAæAëA*h"oâ h"oâ>*R#š&›&â&ã&ð'ñ'(ì(í()s+t+ª+Õ,Ö,?-(.).A.ä.å.û.à/á/ò/`1a1u1ê1ýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýýý